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CríticaFilmes

Crítica: O Assassino – O Primeiro Alvo

Aimée Borges
22 de setembro de 2017 3 Mins Read

O Assassino O primeiro alvo 9A indústria cinematográfica parece viver um momento sem muita criatividade, mas mesmo assim vemos filmes com histórias parecidas serem bem produzidos. “O Assassino: O Primeiro Alvo” (American Assassin – nome original que por sinal é muito melhor) é mais um dentre muitos como “Jack Reacher”, a franquia Bourne, entre outros e segue esse “padrão”.

O filme conta a história de Mitch Rapp (Dylan O’Brien), que vive uma situação que o deixa devastado e com sede de vingança. Recrutado pela CIA, o rapaz descontrolado emocionalmente chama a atenção da agência para o uso da mesma. Stan Hurley (Michael Keaton), um veterano da Guerra Fria, acaba recebendo a tarefa complexa de treinar o rapaz e, assim, ambos são chamados para uma missão.

A direção de Michael Cuesta não é inovadora para o estilo do filme que é uma adaptação da série de livros de Vince Flynn sobre Mitch Rapp. E o roteiro escrito por Stephen Schiff, Michael Finch, Edward Zwick e Marshall Herskovitz não o ajuda. A narrativa apesar de funcional e bem estruturada, parte de premissas clichês e nos trazem alguns diálogos bem óbvios.

A produção investe em mais do mesmo, e apesar do diretor conduzir a obra corretamente e ter cenas muito bem coreografadas, o filme não é de todo um desastre. Muito pelo contrário, as atuações o tornam mais interessante e a fotografia de Enrique Chediak traz um padrão hollywoodiano de qualidade.

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E falando em elenco: é muito bom ver Dylan O’Brien de volta às telonas após o acidente grave que teve em “Maze Runner: A Cura Mortal” no ano passado. O rapaz está muito bem com uma atuação mais madura e possui um jogo de cena muito interessante com Michael Keaton, que a cada filme mostra para o que veio e não faz feio. Sua interpretação está bem concisa e convincente. Sanaa Lathan tem seu destaque com um posto de importância dentro da CIA. Ela que, supostamente, comanda a operação, não aproveita muito seu papel mas cumpre o prometido. A decepção vem na construção de um vilão, interpretado por Taylor Kitsch, que não possui uma base e muito menos uma força para exercer seu personagem. O canadense vem com uma interpretação um tanto caricata e, para nossa sorte, não possui muitos momentos em tela.

A história em si não é muito atrativa, mas o desenvolvimento dela que nos prende a cadeira e nos faz querer ver como tudo vai se resolver. O longa tem seus pontos negativos, mas seu lado positivo consegue se sobressair e tornar o que poderia ser mais um filme de agentes, divertido. A ação está presente em diversos momentos e o verdadeiro assunto do filme é a preocupação nas sequências em que ela acontece. Desde centros urbanos de diversos países a lugares privados, a direção, fotografia e edição fazem um bom uso dos efeitos visuais nessa cenas.

“O Assassino: O Primeiro Alvo” não é nenhum filme de James Bond, mas não deixa a desejar, principalmente nos quesitos técnicos como figurino, direção de arte, trilha sonora, entre outros. Todos esses são desenvolvidos com muita competência e fazem um trabalho excelente. O pecado mesmo, fica para a narrativa que investe na mesmice e não nos surpreende com nada de novo, ou algum momento impactante. É um filme que vale a pena ser visto e nos entretêm como o trailer promete. Mas não vá esperando surpresas, pois realmente não há. Vale a pipoca, o refrigerante e a diversão no final de semana. O filme teve sua estréia ontem, dia 21 de setembro, nos cinema de todo o Brasil.

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Aimée Borges

Aimée Borges gosta de dançar ao vento, beber água gelada e sorrir para Lua. Apaixonada por contos e fadas, deixa-se levar por sua curiosidade que a transporta para um mundo ainda mais louco que o da Alice.

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