Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Negócios
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Sem Direção

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Negócios
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Sem Direção
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: O Insulto

Avatar de Luiz Baez
Luiz Baez
6 de fevereiro de 2018 3 Mins Read

3906404A memória do massacre permeia “O Insulto” (L’insulte, 2017), candidato do Líbano ao Oscar de melhor filme estrangeiro. No longa-metragem, dirigido por Ziad Doueiri (O Atentado), um tribunal serve de microcosmos para a discussão de diferenças históricas. De um lado, está o mecânico Toni Hanna (Adel Karam), membro devoto do partido cristão libanês. Do outro, o capataz Yasser Abdallah Salameh (Kamel El Basha), refugiado palestino. O aparente motivo da briga judicial, uma desavença em relação à construção de uma calha d’água, na verdade esconde um problema maior, de ordem social e política.

O roteiro, escrito pelo próprio Doueiri e por sua ex-mulher, Joëlle Touma (O Atentado), foge de um julgamento moral simplista. Em vez disso, entende tanto a radicalização e a reação de um dos protagonistas quanto a violenta resistência do outro não como atitudes individuais e isoladas, mas antes como consequências de conflitos seculares. Para alcançar esse plural resultado, muito contribuíram as contrastantes origens dos co-autores. Enquanto Doueiri nasceu em uma família sunita, defensora da causa palestina, Touma descende de cristãos ligados às Falanges Libanesas, partido de direita associado à morte de centenas de palestinos.

Se, por um lado, a dupla merece elogios por construir um multifacetado cenário, por outro, críticas quanto à verossimilhança são coerentes. Algumas situações parecem arquitetadas em demasia, e o esquematismo só não salta mais aos olhos graças às convincentes performances. A fúria cega de Toni Hanna contrapõe-se, de início, à atitude de autopreservação adotada por Yasser Abdallah Salameh. Aos poucos, contudo, as personagens principais abrem-se à alteridade, e os trabalhos de Adel Karam e Kamel El Basha capturam as nuances e sutilezas dos distintos momentos com perfeição. Merecidamente, portanto, El Basha recebeu no Festival de Veneza de 2017 o prêmio de melhor ator. Com igualmente sólidas interpretações, o restante do elenco também se destaca. Rita Hayek e Christine Choueiri traduzem com êxito o alheamento das esposas Shirine Hanna e Manal Salameh, ao passo que Camille Salameh e Diamand Bou Abboud colocam em embate as diferentes visões de mundo dos advogados Wajdy Webb e Nadine.

As já poderosas atuações ganham ainda mais camadas quando capturadas pelas lentes de Tommaso Fiorilli (De Volta). A câmera do fotógrafo belga acompanha o corpo das personagens enquanto elas transitam pelas ruas de Beirute, mas sempre reencontra seus rostos em dramáticos closes. Doueiri demonstra, assim, confiança nas expressões faciais dos atores, cujo ápice aparece em uma troca de olhares após o julgamento. Nessa bonita cena, o diretor indica crer em similaridades para além de todas as divergências. Sua posição, à primeira vista um tanto ingênua, torna-se cada vez mais necessária no conturbado momento político atual, marcado pela proliferação dos discursos de intolerância.

A montagem, no entanto, não repete o sucesso da fotografia. Dominique Marcombe (O Atentado) opta em momentos por soluções como o dissolve – transição gradual de uma cena para a outra – e o fade to black – corte para a tela preta -, quando o corte seco seria a melhor saída. Ao recusar a solução mais simples, o editor acaba usando recursos pouco eficientes e dissociados de uma justificativa narrativa.   

Apesar disso, “O Insulto” funciona. Funciona não só como um verdadeiro estudo sobre a força performativa das palavras, mas também como um potente retrato do racismo no mundo árabe. Funciona, ainda, não só como uma interessante investigação sobre a credibilidade do sistema judiciário, mas também como uma complexa análise da violência como forma de resistência à opressão. Trata-se, por fim, de um filme múltiplo e rico, cujas qualidades ocultam os pontuais defeitos.

*O filme estreia dia 8, quinta-feira.

 

Reader Rating1 Vote
7.9
7

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

JustiçaMelhor Filme EstrangeiroOscar 2018

Compartilhar artigo

Avatar de Luiz Baez
Me siga Escrito por

Luiz Baez

Carioca de 25 anos. Doutorando e Mestre em Comunicação e Bacharel em Cinema pela PUC-Rio.

Outros Artigos

meninas malvadas
Anterior

Lindsay Lohan reencena falas icônicas de Meninas Malvadas

Foto Guga Melgar
Próximo

Crítica: “Bibi Ferreira – uma vida em musical”

Próximo
Foto Guga Melgar
6 de fevereiro de 2018

Crítica: “Bibi Ferreira – uma vida em musical”

Anterior
6 de fevereiro de 2018

Lindsay Lohan reencena falas icônicas de Meninas Malvadas

meninas malvadas

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    A Breve Segunda Vida de Bree Tanner Stephenie Meyer Capa IA
    A Breve Segunda Vida de Bree Tanner | A Vampira que Nasceu Morta
    Lipe Machado
    Chaves - Televisa
    Chaves | 10 Lições Inesquecíveis Que Aprendemos Com o Seriado
    Luís Gustavo Dias
    The Rip Sobrevivência Netflix 1
    Sobrevivência | O Novo Suspense da Netflix com Ben Affleck Peca Pela Falta de Clareza e Releitura Confusa de Um Clássico
    Roberto Rezende
    Imagem de Malevola para lista de filmes no Halloween
    Halloween | Lições de Vida Que Só Bruxas da Cultura Pop Poderiam Ensinar – Parte 1
    Amanda Moura
    Vista para um logo do Lollapalooza gigante no festival, especificamente na edição de 2025.
    Lollapalooza Brasil 2027 | Festival Celebra 15 Anos Com Redenção Roqueira e Apoteose Pop
    Cesar Monteiro

    Posts Relacionados

    The Rip Sobrevivência Netflix 1

    Sobrevivência | O Novo Suspense da Netflix com Ben Affleck Peca Pela Falta de Clareza e Releitura Confusa de Um Clássico

    Roberto Rezende
    11 de outubro de 2026
    Imagem de Malevola para lista de filmes no Halloween

    Halloween | Lições de Vida Que Só Bruxas da Cultura Pop Poderiam Ensinar – Parte 1

    Amanda Moura
    11 de outubro de 2026
    O Hangar Vermelho 01

    “O Hangar Vermelho” Transforma Obediência Militar em Um Dilema Moral Durante o Golpe no Chile

    Gabriel Fernandes
    10 de outubro de 2026
    Marília Mendonça Sentimento louco 01

    “Marília Mendonça: Sentimento Louco” Revela Histórias da Infância e os Primeiros Passos da Rainha da Sofrência

    Clara Duarte
    10 de outubro de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx