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CríticaFilmes

Crítica: O Mistério do Relógio na Parede

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D'Andrade
20 de setembro de 2018 3 Mins Read

2626394A fantasia que sai do papel para as telas do cinema pode nos decepcionar ou as vezes nos surpreender. Há casos e casos, vide adaptações como “As Crônicas de Nárnia” que possui um filme incontestável e outros dois que a crítica simplesmente repugnou.

A obra escrita originalmente por John Bellairs, “O Mistério do Relógio na Parede” é uma fantasia, com leve terror juvenil e certo macabrismo e, talvez, tivesse muito para dar errado em uma adaptação cinematográfica. Mas um tom assertivo, humor bem posto, roteiro fechado, personagens carismáticos e uma cenografia deslumbrante fazem desse o melhor filme de fantasia lançado esse ano.

O filme conta a história de Lewis, um menino de apenas 10 anos que perde os pais e vai morar em Michigan com o tio Jonathan Barnavelt. O que o jovem não tem ideia é que seu tio e a vizinha da casa ao lado, Sra. Zimmerman, são, na verdade, feiticeiros e um grande mal está pronto para pôr todos em perigo.

A história de cara apresenta seus personagens carismáticos, Jack Black vive Jonathan e é notável com seu humor peculiar sem precisar ser forçado, deslizando as piadas e diálogos bem colocados no roteiro. Outra grata surpresa é Cate Blanchett interpretando a Sra. Zimmerman, a atriz é segura, sabe fazer rir e impor o tom sério na mesma medida. E para fechar o trio principal e com ainda mais relevência na história, temos o protagonismo do menino Owen Vaccaro, que dando vida a Lewins se destaca e segura bem o filme.

O roteiro não chega a ser brilhante, entretanto, é bem amarrado. Com uma série de clichês bem encaixados ao longo da trama ele carrega diálogos relevantes a histórias postos em momentos certos. Existe uma sensação de vazio, como se alguma parte da história não fosse apresentada, mas em se tratando de uma adaptação de um livro isso é compreensível, pois é impossível colocar todos os aspectos e, até mesmo, explorar os personagens de forma correta nas telas.

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A direção  de Eli Roth e a fotografia trabalham juntas, trazendo um cenário de época muito bem construído. A cenas e os cortes são bem trabalhados e a brincadeira com efeitos especiais é bem feita. Precisamos parabenizar como foi bem aproveitado toda a deslumbrante cenografia da casa, uma verdadeira mansão enfeitiçada que mesmo em meio a um filtro escuro se destacava nas cenas. Um ótimo trabalho cenográfico do qual o diretor conseguiu tirar o máximo de proveito.

O diretor também fez muito bem em aproveitar certo nível macabro da história, com um leve terror que passa quase despercebido. Uma pena que o filme não consiga explorar alguns aspectos a mais, pois isso o deixaria muito longo.

“O Mistério do Relógio na Parede” tem como público alvo o infanto-juvenil, entretanto, consegue entregar uma fantasia que diverte qualquer que seja a idade. É uma boa pedida para crianças, adultos, famílias, ou seja,  qualquer um que goste de um filme com humor dosado e tecnicamente bem feito.

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Cate BlanchettFantasiaJack BlackUniversal Pictures

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D'Andrade

Cria da Baixada Fluminense e apaixonado por cinema desde sempre. Hoje escrevo roteiros, atuo na produção audiovisual, vou dirigir meu primeiro filme e me dedico a cada dia mais a aprender sobre o cinema. Fã de Steven Spielberg e louco por Jurassic Park, me encontro melhor quando estou perto de sucessos populares, de Titanic a Minha Mãe é uma Peça.

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