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O filme começa já tirando um pouco do que seria esperado para um documentário: não vem aquele clichê quadradinho de uma entrevista chata ou desinteressante com pessoas que sabem o que falar e apenas olham para a câmera. Olympia mistura passagens ficcionais com entrevistas reais.

O tema é abrangente: desde a corrupção, fazendo uma passagem histórica, seus significados, suas matizes, como chega a população, passando pelo tema das Olimpíadas do Rio, onde há também uma pequena argumentação sobre seus benefícios e malefícios a curto e longo prazo, sobre se era realmente um desejo da população da cidade ter tal evento, até a especulação imobiliária, com construtoras, empreiteiras, contratos e negociações.

Houve, claramente, um cuidado muito minucioso para linkar todos os assuntos do filme. As entrevistas (que particularmente foi o que mais me chamou atenção) eram bem embasadas e todas com um ponto de vista para complementar umas as outras. E a parte ficcional tinha o cuidado de pôr em pratica o que foi mostrado nas entrevistas. Ficou bem claro qual era o parafraseamento do que eles estavam contando. Eu não tive dúvidas. É quase como: ‘eles não puderam dar nomes aos bois, portanto deram as vacas’. Eu apenas fiquei me perguntando se escolheram os melhores nomes para elas ou a melhor forma de mostrá-las.

O documentário chegou em mim como um tiro acertaria ao alvo (não o centro, mas pelo menos uma parte dele!), mas devo dizer que em relação ao texto final, o discurso perde para o que já foi dito por grandes políticos, partidos e empresários que há por ai.


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Marya Cecília Ribeiro

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade.
Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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