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CríticaFilmes

Crítica: Os Intocáveis

Avatar de Rodrigo Chinchio
Rodrigo Chinchio
18 de julho de 2018 3 Mins Read

z8ooYHacbewULhJEt2Ey7Zg4Wq2A famosa lei seca nos EUA, que durou entre 1920 a 1933, foi tema ou pano de fundo para vários filmes de gangsteres feitos em Hollywood. A cidade símbolo desse período é Chicago, porque, evidentemente, era a base de operações do lendário Al Capone. O mais conhecido desses filmes, ou o melhor deles pelo menos, é “Os Intocáveis”, que conta, baseado em fatos, a perseguição do grupo liderado pelo agente do tesouro nacional Eliot Ness (Kevin Costner) a Capone (Robert De Niro). Ness queria acabar com o contrabando e a venda ilegal de bebidas alcoólicas em uma cidade dominada pela violência e pela corrupção de agentes públicos e policiais. Para isso, era preciso formar um grupo intocável, que não aceitava subornos e que atirava antes de algemar.

O problema é que Ness luta o tempo todo com suas convicções morais e religiosas e vê seu senso de justiça ser desfigurado em um ambiente corrompido. Brian De Palma usa desse conflito para construir a narrativa pautada em sempre colocar seus personagens no limiar do que é certo e errado. O Diabo no ombro esquerdo de Ness é Malone (Sean Connery), mas esse diabo não é o que leva para o caminho da destruição, e sim para o que é necessário a fim de cumprir a missão. Para evidenciar esse papel de Malone, há a cena da Igreja ainda no primeiro ato, quando ele aceita se juntar a Ness. A composição coloca Malone ao lado esquerdo de Ness, quase falando em seu ouvido, enquanto vemos os vitrais da igreja ao fundo. Alguns cortes, que se repetem durante o diálogo, fazem com que metade da face de Ness fique em close, enquanto Malone é mostrado em média distância, olhando de frente para a outra face. É uma espécie de duelo mental que terá implicações no decorrer da história.

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A atmosfera noir também ajuda para afundar os personagens nos cantos mais sujos da cidade em planos onde apenas as silhuetas são mostradas ou quando a câmera os segue (quase encostada nas nucas) por becos mal iluminados. O perigo espreita os mocinhos e suas famílias. Curiosamente, esse perigo é representado pela figura de Capone, no entanto, esse quase não é mostrado fora de seu quarto de hotel. Ele se mantém intocável em um altar e tem seus desejos atendidos por seus servos. Já no início do filme, o criminoso está deitado e é rodeado por um barbeiro, uma manicura e inúmeros jornalistas. A câmera mergulha do teto e para enquadrando Capone de corpo inteiro com o grupo de pessoas formando um circulo em volta dele. No centro das atenções está aquela figura que pretende ser adorada como um Deus e que pune os pecados com seu taco de baseball.

Punições estão em abundância nas linhas do roteiro, e as balas de metralhadora são as responsáveis por cobrir a demanda que exige muita gente morta. Claro que nossos olhos modernos irão estranhar alguns desses tiroteios por causa da construção teatral das cenas e do comportamento forçado de alguns atores, no entanto, nada que prejudique a inspiração da obra como um todo; como na famosa sequência em homenagem a “Encoraçado Potenkim”. De Palma a executou com perfeição desde a chegada de Ness à estação de trem, onde encontra dois marinheiros (Encoraçado Potenkim é sobre um motim de marinheiros para quem ainda não assistiu) e espera a chegada dos capangas de Capone; passando pelo momento em que uma mulher começa a subir a escadaria empurrando com dificuldades um carrinho de bebê; até o começo da ação quando Ness tenta ajudar a mulher e se vê alvejado pelos capangas.  Os tiros são trocados e o carrinho despenca pela escadaria em câmera lenta; o rosto da mãe entra em foco; ela grita mas não podemos ouvir sua voz. Silenciosamente o balé violento se inicia e apenas é interrompido pelo som das balas que voam por cima do carrinho onde o bebê sorri inocentemente por causa do barulho. Magistralmente, De Palma coloca a inocência no caminho da crueldade e joga seu herói no meio dos dois. Basta escolher o caminho, o que não será fácil e terá um trajeto ainda tortuoso até o final.

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Rodrigo Chinchio

Rodrigo Chinchio é colaborador da Woo! Magazine, onde escreve sobre cinema com a autoridade de quem se formou cinéfilo garimpando pérolas nas videolocadoras. Especialista em encontrar filmes que o algoritmo jamais recomendaria, mantém em seu quarto uma coleção de Blu-rays e DVDs que rivaliza com qualquer acervo físico do país, e que ainda o impede de ver a própria cama.

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