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Crítica

Crítica: Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar

Aos seus mais de 50 anos de idade, Johnny Depp traz de volta um dos personagens mais icônicos de sua carreira, o capitão Jack Sparrow, no novo filme “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”. A franquia de sucesso que gerou bilhões de dólares chega aos cinemas mais uma vez e parece que não terá fim, assim como “Velozes e Furiosos”.

Há 14 anos atrás, com o primeiro filme “Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra”, nascia uma saga inovadora, com personagens irreverentes e histórias petulantes voltadas para um público mais jovem. O sucesso foi inevitável e gerou mais de 650 milhões de dólares nas bilheterias, sendo esse, um valor 4 vezes maior que seu orçamento, e com direito a uma indicação ao Oscar de Melhor Ator para Johnny Depp.

Na sequência, tivemos “Piratas do Caribe: O Baú da Morte” que consolidou o sucesso do capitão Sparrow, garantindo mais de 1 bilhão de dólares para um filme que custou apenas 200 milhões. E assim veio “Piratas do Caribe: No fim do mundo” , “Piratas do Caribe: Navegando em águas misteriosas” e agora, “Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar”.

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Dessa vez a aventura vem cheia de ação e o objetivo é encontrar o tridente de Poseidon. Para isso, Henry Turner (Brenton Thwaites), terá que achar o capitão Jack Sparrow (Johnny Depp), que no momento está passando por uma onda de azar. No caminho, os dois se deparam com o Capitão Salazar (Javier Bardem), que a todo custo quer acertar suas contas com Sparrow.

Os primeiros minutos do filme nos remetem aos bons momentos de toda a franquia, fazendo lembrar que a comédia, a ação e a aventura, sempre foram seus pontos fortes. Mas paramos por aí! Com um roteiro, de Jeff Nathanson, mal estruturado temos uma trama fantasiosa ao extremo, sem justificativas para tal. Em um passe de mágica coisas aparecem e desaparecem, fugindo completamente de uma possível verossimilhança ou, como dito, sem explicações plausíveis para a situação. Além de diálogos fracos e uma narrativa monótona que parece ter copiado trechos das aventuras anteriores.

A direção de Joachim Rønning e Espen Sandberg peca por construir um filme com pequenos buracos que necessitam ser cobertos, independente do público alvo a atingir. E a fotografia de Paul Cameron, por mais que seja belíssima, por diversas vezes aparece escura, mostrando uma carência em disfarçar os efeitos que o mesmo necessita.

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O elenco vem com uma reviravolta incrível. Geoffrey Rush é o grande destaque como Capitão Barbossa, os diálogos e as emoções da trama acabam ganhando mais força com a interpretação do ator, tornando a produção mais interessante e causando uma certa surpresa. Depp, por sua vez, vem com os mesmos trejeitos de sempre, o fanfarrão criado a partir do roqueiro Keith Richards, dos Rolling Stones, que chegou até a aparecer em um dos filmes como seu pai. Sem muitas novidades, o Capitão Jack Sparrow é o mesmo bêbado cambaleante de todas as outras histórias passadas, divertido, mas repetitivo e caricado ao extremo. O filho de Will Turner, Brenton Thwaites, como Henry Turner, nos lembra o começo de tudo com Orlando Bloom. Porém, o garoto vem com mais carisma e gás, mostrando que a nova geração está chegando com tudo para cima dos “antigos” atores. E confirmando isso, temos Kaya Scodelario, como Carina, que dá um novo ritmo e cria, também, um novo romance, muito parecido entre Will e Elizabeth Swann (Keira Knightley). 

A produção, sempre impecável, com bons efeitos e lindas locações, apesar de alguns defeitos, com certeza agradará boa parte do público. Mas, infelizmente, não é o melhor da franquia. O filme, por ser divertido, vale o ingresso para curtir o final de semana.

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Reader Rating7 Votes
8.1
7
Written By

Aimée Borges gosta de dançar ao vento, beber água gelada e sorrir para Lua. Apaixonada por contos e fadas, deixa-se levar por sua curiosidade que a transporta para um mundo ainda mais louco que o da Alice.

6 Comments

6 Comments

  1. Mel

    4 de junho de 2017 at 15:19

    Confesso que nunca assisti um filme sequer dos Piratas do Caribe. haha
    Eu pretendo um dia dar uma chance para o primeiro filme (se estiver passando na tv).
    Eu não esperava nada desse filme pois não conheço os outros, mas não fiquei surpresa ao ler as partes negativas que você citou pois costumo esperar que os filmes de uma franquia sejam sempre mais fracos que o primeiro filme (felizmente tem alguns filmes que não vão de acordo com essa regra e me surpreendem).

    Gostei bastante da sua crítica, muito bem construída. Me deixou até curiosa para ver os filmes dessa franquia. rs

    • Aimée Borges

      4 de junho de 2017 at 19:19

      Oi Mel,
      Obrigada pelo comentário. Piratas do Caribe começou bem, mas chegou a um ponto em que o filme não tem mais muita história para render alguma coisa. Eu sempre curti a franquia mas infelizmente já não é a mesma coisa. Diferente desse temos Velozes e Furiosos que começou pequeno e hoje é um gigante. Com filmes cada vez melhores!

      Mas estamos na época das franquias né! Vamos ver o que dá 😉

      Beijos

  2. Carol

    4 de junho de 2017 at 15:44

    Eu me interessei, então estou doida para assistir

    • Aimée Borges

      4 de junho de 2017 at 19:20

      Oi Carol,

      Obrigada pelo comentário. Independente se o filme ter seus pontos bons ou ruins, vale a pena conferir 😉 pois é uma super produção!

      Beijos

  3. Ana Poli

    5 de junho de 2017 at 13:51

    Eu assisti e também achei bem fraquinho comparado com os filmes anteriores. Mas como você disse, é divertido e vale o ingresso para o fim de semana 🙂

  4. Tanise

    7 de junho de 2017 at 06:39

    Eu vi o filme semana passada e gostei bastante. A produção realmente está surpreendente, Jhonny Dedo como sempre maravilhosos! 😍 Sou fã hahaha
    Gostei da resenha!
    Beijão!

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