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Crítica de TeatroEspetáculos

Crítica: Roque Santeiro – O Musical

Avatar de Paulo Olivera
Paulo Olivera
2 de junho de 2017 4 Mins Read

Uma obra sem sua força original

Antes de pensar em ir assistir “Roque Santeiro – O Musical“, é preciso apagar de sua mente, qualquer memória sobre a novela. “Roque Santeiro“, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, exibida pelo canal Globo de junho de 85 a fevereiro de 86 fez história e marcou muitos brasileiros. A trama politica passada em uma cidade do interior, foi escrita por Dias Gomes como peça em 63. Intitulada “O Berço do Herói“, em 65, o texto foi publicado pela Editora Civilização Brasileira. Nesse mesmo ano ganharia os palcos. Porém, devido ao Governo Militar o espetáculo foi censurado.

Mais tarde, em 75, Dias Gomes, resolveu reescrever o texto como novela. Ele deu o nome de “Roque Santeiro”, e criou subtramas para dissociar um pouco da obra original. E, mais uma vez, a obra foi censurada. Em 76, o espetáculo foi traduzido e montado nos Estados Unidos e somente em 85, veio a novela no Brasil. Quase 55 anos depois, uma das maiores obras nacionais ganhou uma nova versão “musical”.

Roque Santeiro O Musical Cartaz
Imagem: Divulgação

Após esquecer a novela atente-se a obra de Dias Gomes. A interiorana Asa Branca torna-se um centro político e turístico devido a morte de Cabo Roque (Flavio Tolezani) durante uma batalha militar. Com o corpo nunca encontrado a igreja, os empresários locais, como Chico Malta (Jarbas Homem de Melo) e Zé das Medalhas (Samuel Assis) e a prefeitura da cidade, sob o mandato de Florindo Abelha (Dagoberto Feliz), fazem da imagem de Roque Santeiro um grande investimento lucrativo. Porém, tudo pode estar com os dias contados, pois Roque, após muitos anos, está vivo e retorna a cidade, fazendo com que tudo o que “trabalharam” caia por terra e seja desmascarado, como é o caso de Porcina (Livia Camargo), que perderá seus status de viúva da celebridade local, com quem verdadeiramente nunca foi casada.

Para essa montagem musical, o texto de Dias Gomes sofreu pequenas alterações. Elas são quase ininterceptáveis para aqueles que não conhecem a obra original. As intrigas e o cenário sócio-politico se mantiveram, mas o texto em si acabou perdendo a força por outros fatores. Como assistir um espetáculo de Dias Gomes e não conseguir enxergar o próprio em sua composição? A expressão “seria cômico, se não fosse trágico” se enquadra dentro desse segmento. Embora tenhamos um espetáculo interessante, se não fosse a fama do texto e sua estrutura, poderíamos dizer que não conseguimos enxergar a dramaticidade original de seu autor. O que de fato, torna-se um pecado.

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Imagem: Divulgação

Débora Dubois exerce duas funções no espetáculo, ela é a diretora e a cenógrafa. Na primeira função ela poderia ter extraído mais de seus atores. A impressão deixada é que se houvessem mais recursos, muito provavelmente seu trabalho poderia ser melhor desenvolvido. Embora apresente momentos errôneos com relação a marcação e desenvolvimento cênico, no geral podemos dizer que como diretora, Dubois entrega um trabalho bom. Na na cenografia temos o 08 e 80. Por vezes exagera em detalhes e em outras simplifica perdendo a força visual que podeira ser agregada.

Por mais assustador que possa soar, um dos grandes problemas do musical são as composições e a direção musical. Sendo Zeca Baleiro o responsável, essa questão se torna ainda mais intrigante. Como um dos grandes compositores vivos do Brasil poderia ter feito isso? Bom, reconhecemos a sonoridade de Zeca, mas não reconhecemos as letras. Ao analisar e ouvir bem, as músicas tornam-se um tapa buraco. “Aqui dá para entrar uma música, vamos colocar.” E assim vai. Além disso, se comparado a outras incríveis composições que ele já realizou, as apresentadas no espetáculo são preguiçosas. Elas não são divertidas, não são tão ácidas como deveriam e poderiam, nem são sonoramente polidas. Uma ou outra consegue dar uma vivacidade rápida ao musical. Triste darmos esse parecer, mas com todo o respeito ao artista, faltou mais Zeca no Baleiro para podemos saborear.

No elenco, o destaque fica com Jarbas Homem de Melo que, embora soe por vezes caricado, ele consegue usar seu personagem e sua construção de forma coerente dentro das deixas, assim como usa-las para criticar o atual cenário politico em rápidos improvisos e fazer uma singela referência ao Sinhozinho Malta, de Lima Duarte. Depois temos Livia Camargo que parece estar sempre se divertindo no palco. Sua Porcina é mais jovial, mas se perde em suas nuances. Flavio Tolezani, até tenta, mas não consegue nos vender o Roque. Por conhecermos seu trabalho nas telas e no teatro é um pouco decepcionante. Fica claro que somente a beleza física é o seu melhor dentro desse projeto. Mel Lisboa esquece de dizer para o que veio. Se ela não tocasse alguns instrumentos e não aproveitasse a cena em que Mocinha encontra-se com Roque, sua presença seria imperceptível. Já os demais atores se mantém regulares dentro de seus papéis.

Entre erros e acertos, como o figurinos de Luciano Ferrari, que se perdem nas cores e nas referências, ou como a preparação vocal de Marco França, que auxilia a uma performance coerente, “Roque Santeiro – O Musical“, deixa a desejar. Falta força crítica, falta tesão no palco e parece que faltou dinheiro também. Uma banda maior, a presença de um coro e menos exagero visual, esse espetáculo poderia ser um sucesso absoluto como uma “nova” e contemporânea crítica social, irônica, bem construída e de humor refinado sem se tornar entediante.

Roque Santeiro O Musical Cartaz
Crítica: Roque Santeiro – O Musical
Sinopse
Prós
Contras
3
Nota

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Tags:

AdaptaçãoMel LisboaTeatroTeatro MusicalZeca Baleiro

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Paulo Olivera

Paulo Olivera é mineiro, mas reside no Rio de Janeiro há mais de 10 anos. Produtor de Arte e Objetos para o audiovisual, gypsy lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, workaholic e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

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