13 de dezembro de 2019
Sabendo aproveitar velhos temas

Rodrigo Sant’anna é Denilson, um camelô morador do subúrbio que descobre ser o único herdeiro de Damião (Stepan Necerssian) ex-patrão de sua mãe, com quem teve um caso. Porém, como nem tudo são flores, tem que lidar com a família de seu pai biológico, as ex-mulheres interpretadas por Cláudia Alencar e Guida Vianna) e os enteados (Carol Castro e Victor Leal), que não se conformam com os últimos desejos de Damião.

Um tema muitas vezes visto, o que poderia até ser chamado de clichê, mas a vida é feita de clichês e os filmes muitas vezes também, a diferença está em como eles são aproveitados. E nesse filme isso é muito bem feito.

O ator Rodrigo Sant’anna, a princípio parece que vai ser o mesmo personagem que aparece em zorra total e em outros programas que participa, mas ao longo do filme vai mostrando que é capaz trazer sempre uma novidade e arrancar novas risadas. A começar pela versatilidade que demonstra ao interpretar todos os membros da família que o criou, já que sua mãe morreu no parto: Sua tia Lindalva, que fala bem alto apesar da sua voz rouca de fumante, Seu “largado” tio Altair (ao seu dispor), a prima Jennifer uma adolescente que só pensa em academia, com a voz grossa de quem toma esteroides, e o primo cantor de pagode com sua fala mansa. Além de interpretar sua própria mãe, que aparece no início do filme. Rodrigo faz esse trabalho com um desempenho tão bom quanto o veterano da comédia, Eddie Murphy.

Os colegas de elenco do comediante não ficam para traz e mostram seu talento para arrancar gargalhadas do público. 

Uma história divertida que mostra o tempo todo elementos da realidade brasileira, mesmo que às vezes exagerado (afinal é um filme de comédia), o clássico choque entre as classes sociais, e repleto de piadas para todos os gostos, inclusive satirizando alguns elementos da atual cena pop no Brasil (um dos momentos mais hilários do filme).

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Gleicy Favacho

Gleicy Favacho é uma maquiadora com alma de artista. Quando pequena sonhava em descobrir um mundo fantástico através do armário muito antes de se ouvir falar em Nárnia. Essa imaginação a levou a seguir uma profissão onde ela pudesse participar da construção de vários mundos e histórias diferentes, sendo apaixonada por cinema, teatro e outras artes. Claro que, sendo adulta, já mantém um pouco mais os pés no chão, mas sempre olha dentro de um armário ou outro, afinal, vai que… né?

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