Crítica (2): Shazam!

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Classificado como um “Quero Ser Grande” da DC, “Shazam!” passou pelos cinemas remodelando por definitivo o tom do Universo Cinematográfico da empresa com um filme bem-humorado e, de certo modo, único em seu universo – falando sobre responsabilidade, família e aceitação.

Um jovem órfão, que prova ser puro de coração, é escolhido por um mago para herdar seus poderes e proteger o mundo quando um mal milenar é libertado. A primeira impressão estabelecida já nos momentos iniciais de “Shazam!” é a ausência total do tom sombrio, que era a marca registrada dos filmes do mesmo universo, como “Homem de Aço” e  “Batman vs Superman – A Origem da Justiça”, ambos do diretor Zack Snyder, tom este que foi completamente substituído por um filme mais colorido e engraçado.

A direção de David F. Sandberg, conhecido no gênero do terror pelos filmes “Quando As Luzes Se Apagam” e “Annabelle 2 – A Criação do Mal”, se mostra versátil no momento em que somos apresentados a um filme com uma levada muito mais tranquila. No entanto, essa direção mais leve, somada ao roteiro de Henry Gayden e Darren Lemke, acabam deixando de lado cenas de ação mais bem elaboradas e o estabelecimento de um mal que representasse uma ameaça realmente grande para o mundo – ou até mesmo para o protagonista. Porém, a ausência desses fatores em nada atrapalha a experiência, já que o espectador é compensado com uma boa dose de humor do início ao fim, pelo diálogo estabelecido com a criança dentro de qualquer um que já sonhou (ou ainda sonha) em ser um Super-Herói, pelas referências aos filmes do próprio universo DC, e até de fora desse, e por mensagens e reflexões estabelecidas em momentos precisos do filme.

O maior acerto do projeto foi a escolha de Zachary Levi (“Alvin e os Esquilos 2”, “Thor – O Mundo Sombrio”) que fez jus aos elogios recebidos durante a primeira exibição do filme nos Estados Unidos. Além de provar que estava completamente à vontade com o seu personagem, ao se transformar no poderoso Mago, mostrando com perfeição o que é uma criança no corpo de um homem super poderoso, e inclusive, adulto, usando seus poderes em brincadeiras para chamar atenção, ou sua aparência adulta para fazer o que a pouca idade de sua contra-parte, Billy Batson, interpretado pelo ator mirim Asher Angel (“Criminal Minds – Beyond Borders”), o impede de fazer.

Coube ao talentoso ator Mark Strong (“Sherlock Holmes”, “Kingsman – Serviço Secreto”) a tarefa de interpretar o maligno vilão Dr. Sivana, que apesar de não mostrar nada de inovador no antagonista, cria para o mesmo uma aura sombria com sua imponência britânica e expressões sérias. O jovem Jack Dylan Grazer (“It – A Coisa”) representa o nerd entusiasta viciado em super-heróis que cria uma ponte espectador/personagem estando ao lado do protagonista para brincar com os poderes de Billy e para ensiná-lo sobre valores aceitação e família, já que seu personagem, Freddy, também é órfão e sua condição física e seu jeito único o tornam excluído por todos em seu colégio. Os demais atores se encaixam bem em seus respectivos personagens, dando a eles personalidades únicas e tendo uma boa química em tela.

“Shazam!” passou pelos cinemas de todo Brasil, trazendo uma história bem-humorada e cheia de referências que cativou a crítica especializada, o público adulto, crianças e crianças no corpo de Super-Heróis.

Em breve, o filme estreará nos serviços de streaming e tv a cabo.


Imagem: Divulgação/Warner Bros. Pictures

Crítica (2): Shazam!
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