Originalmente da emissora ABC, a série norte-americana “Designated Survivor” foi comprada pela Netflix para uma distribuição global. Com Kiefer Sutherland, astro de “24 horas” e Maggie Q, atriz principal de “Nikita”, a obra é revestida por dramas políticos, os bastidores de cada possível decisão vinda da Casa Branca e, principalmente, quais são as consequências de cada uma delas.

O termo “ Designated Survivor”, que dá nome a série, por incrível que pareça, é uma realidade da Constituição Americana. Criada no auge da Guerra Fria, a prática veio para gerar um certo conforto a nação. Como o próprio nome já diz, o sobrevivente designado foi feito a fim de que, durante um evento em que o presidente e outros líderes do país estejam no mesmo ambiente, como nos discursos sobre o Estado da União, haja um membro do gabinete em algum lugar distante e seguro, caso ocorra alguma tragédia e os demais políticos venham a falecer. Com base nessa característica atípica na lei sucessória, a série é criada e brilhantemente desenvolvida.A trama começa quando ocorre uma explosão no Capitólio, onde estavam reunidos todos os membros do gabinete, dentre eles, o presidente dos Estados Unidos. Sendo assim, pela primeira vez na história americana, o sobrevivente designado é utilizado e precisa se mudar imediatamente para a Casa Branca com a sua família. O problema é que o escolhido para esse cargo foi Tom Kirkman (Kiefer Sutherland), o secretário de Urbanismo e Reforma Habitacional, com limitações nas características essenciais para exercer um cargo político alto.

Nos primeiros quarenta minutos do episódio piloto, você não dá nada pela série. Muita política, com um linguajar muito específico. Mas, não se engane: há dois cliffhangers na prorrogação, bem quando todos nós daríamos como mais uma série para ser guardada na gaveta. Se fosse necessária uma analogia a ser realizada, a obra de David Guggenheim seria um Fusca engasgado na estrada: quando você acha que não seria possível ressuscitá-lo, ele solta o motor e segue em disparada, deixando todos perplexos com a performance.

Muitos dos personagens são surpreendentes, como no caso do secretário de imprensa da Casa Branca, chamado Seth Wright (Kal Penn), que, aparentemente, era um personagem secundário, mas virou um grande aliado do presidente e, Hannah Wells (Maggie Q), agente do FBI, que se torna uma mente essencial para a resolução do atentado terrorista. Há, inclusive, um romance sutil no território de Washington D.C, porém, com a relevância possível a ser dada no meio de um gigantesco caos.

“Designated Survivor”, com apenas 10 episódios na plataforma do Netflix, volta no final de março, com muitas revelações e finalizações das questões deixadas em aberto. Como no final de cada episódio, há muitas histórias não descobertas a serem desvendadas. Apesar de alguns detalhes mínimos, como a ausência quase total dos filhos em, praticamente, todos os episódios disponíveis, não há nada que não seja justificável pela história, já que cuidar de um ataque interno e ser o presidente da maior nação do planeta não deve ser um trabalho fácil de ser executado.

Confira o trailer abaixo:


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Morg Melo

É da Cidade Sorriso e, sim, sorri de uma ponta a outra olhando para o Rio de Janeiro que, claro, continua lindo. Ama filmes de comédia romântica e suspense, chora em alguns - até porque chora, inclusive, em comercial de TV -, não curte nem um pouco terror e defende com unhas e dentes seus personagens preferidos das suas séries. Geminiana e... isso já diz tudo.

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2 thoughts on “Designated Survivor: não é que deu certo?

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