Crítica: Doutor Estranho

doutor estranhoVou começar essa crítica dizendo algo sério (e até um pouco grave para os fãs): eu nunca li uma HQ de Dr. Estranho. Ele, possivelmente, nem é um dos meus heróis favoritos. Então, sou uma pessoa bem idônea para falar, certo? Mais ou menos! Vamos nos ater ao filme, portanto.

Stephen Strange é um brilhante neurocirurgião capaz de quase operar milagres com seus feitos. Os casos mais complicados sempre acabam em suas mãos. Apesar de toda sua sabedoria médica, ele é um ser humano egoísta e arrogante, que sempre quer todo o reconhecimento para si, e gosta da intitulação que tem: Dr. Strange.

Ele sofre um grave acidente de carro, que lesiona seriamente suas mãos e, acabando assim, sua brilhante carreira. E quando a medicina termina, é hora de procurar outros métodos para voltar a ser quem era, mas ele não contava com que o destino reservava para ele.

Doutor Estranho é um filme que foi muito esperado pelos fãs. Vivendo a era dos Super Heróis, agora qualquer personagem pode vir a ter um filme só para si. Esse filme segue bem a premissa dos heróis da Marvel que ganharam o cinema: o herói egoísta, um planeta para salvar, cenas engraçadas misturadas com muita ação. Mas, há uma premissa no filme que vai mais além disso: é algo que discute mais o tempo, as teorias, até os milagres, almas, passado, presente e futuro. Se há uma busca incessante pela perfeição, há também a imperfeição, um olhar diferente sobre o que poderia ser perfeito e imperfeito. O surpreendente mundo novo.O roteiro flui bem, tem piadas interessantes, não é brilhante, mas não atrapalha. As escolhas (digo isso depois de ter pesquisado sobre o herói em questão) feitas para produzir o filme são um pouco surpreendentes. O vilão do filme quase não aparece nos quadrinhos, um outro cara mal está do lado do herói e tem o maior vilão do universo Strange também. Para quem não conhece, a aceitação é ok, mas talvez para quem é fã, essas informações podem ser um pouco controversas.

O elenco do filme é um dos melhores elencos de filmes de herói: Benedict Cumberbatch, que já chamou atenção por diversos outros projetos, faz um bom trabalho com seu super herói. Tilda Swinton vive provavelmente a personagem mais controversa do filme, mas manda bem. Ela é sempre uma boa escolha para figuras um tanto alternativas. Chiwetel Ejiofor é realmente brilhante, suas atuações não deixam o que desejar e seu nome traz um pouco de glamour ao filme uma vez que é um ator premiado por outros trabalhos. Rachel McAddams também faz um bom trabalho, mas aparece pouco.

A trilha sonora funciona como complemento de uma mais piada dentro do filme. Para mim, funcionou bem. Os efeitos especiais são bem feitos, e não poderiam deixar de ser, afinal, estamos falando de um tipo de filme que necessita que eles funcionem muito bem. Vários artefatos dos quadrinhos estão presentes no filme de maneira bem fiel, pelo que andei pesquisando.

Scott Derrickson é o diretor da vez e seguiu plenamente o que diz a cartilha sobre filmes de heróis. As piadas funcionam mais aqui que em alguns filmes, suas escolhas são diferentes e, provavelmente, deve agradar o grande publico.

PS: Não saia da sala até a ultima pessoa ser creditada. Há uma cena pós-créditos rápidos e outra quando finaliza os créditos de toda produção, espere porque ela provavelmente vai ser importante (se o filme ganhar uma sequência).

Dr. Estranho estreia dia 03 de novembro em todo Brasil.

 

Crítica: Doutor Estranho
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