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Literatura

E o Prêmio Jabuti 2017 vai para…

Em 1958, em meio ao pandemônio do mercado editorial, surgia, como uma miragem em meio ao caos da época, um dos mais aclamados prêmios da Literatura. O Prêmio Jabuti. Considerado como o Óscar literário, o Jabuti é uma das mais democráticas honrarias. Afinal, ele engloba – atualmente – 29 categorias, d’entre elas melhor Capa, Contos e Crônica, Ciências e Tecnologias, Biografia e etecetera.

“Mas porque Jabuti”? O nome é uma influência direta da época, no qual se bebia da mesma fonte do Modernismo e do Nacionalismo. Assim, com o nome de um animal típico da fauna brasileira, conseguiam homenagear tanto a cultura popular, como o ufanismo exacerbado daquele tempo. E matando dois coelhos de uma vez só, o jabuti era – e ainda é – considerado uma figura mítica, representante da longevidade, e da sabedoria.

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Agora, comemorando sua 59º edição, o prêmio chega com novidades, honrando o nome e o modernismo da época em que foi criado. As categorias Histórias em Quadrinhos e Livro Brasileiro Publicado no Exterior vêm abrilhantar ainda mais esse enredo. E a Woo! Magazine fez questão de trazer um pouco desse show lindo para os nossos booklanders. Logo, confira abaixo, alguns nomes que fizeram história esse ano.

Melhor Adaptação

O já renomado autor de novelas Walcir Carrasco levou o primeiro lugar com a obra “Romeu e Julieta”. Sim, a do maior escritor/dramaturgo de todos os tempos, William Shaskepeare.

Melhor Biografia

Luis Bernardo Pericás ganhou com “Caio Prado Júnior: Uma Biografia Política”. O livro conta com uma extensa pesquisa sobre a vida política de Prado Júnior. Aborda temas com o marxismo nas Américas, sua intensa militância e e a ANL (Aliança Nacional Libertadora).

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Melhor Poesia

Dessa vez, o prêmio foi para Simone Brantes, com “Quase Todas as Noites”. Com uma escrita desordenada e caótica, o título que dá nome a obra nasceu – literalmente – de um sonho da autora. Se trata de uma narrativa de múltiplas vozes e que mesclam o que é sonho e o que é realidade.

Melhor História em Quadrinhos

Quem deu vez a essa categoria estreante no Prêmio Jabuti, foi Gidalti Oliveira Moura Júnior, com “Castanha do Pará”. E o que mais chama atenção nesse caso, é que além de concorrer a uma categoria completamente nova, Moura Júnior não teve o afã de uma máster editora. Ele concorreu com uma publicação independente. E a obra conta a história de passagens vividas pelo próprio autor – que é mineiro, mas com coração paraense – em Belém. Lugar onde viveu muitos anos de sua vida.

Melhor Infantil

“Drufs” de Eva Furnari foi quem arrematou o prêmio nessa categoria. “Drufs” é um livro bem fofinho sobre histórias – nem todas tão interessantes assim – que os alunos da professora Rubi lhe contavam. A obra conta com ilustrações, o que é um chamariz para as crianças e sabe os dedinhos da capa? São da própria autora.

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Melhor Juvenil

José Castello leva a melhor em “Dentro de Mim Ninguém Entra”. Um nome bem sugestivo para uma narrativa bem peculiar. Com muitas perguntas a si e aos leitores, o autor adentra no universo juvenil com muita força e garra.

Melhor Livro Brasileiro Publicado no Exterior

E quem levou a melhor? Raduan Nassar com “Um copo de Cólera” (A cup of rage). Essa obra é tão densa, tão cheia de pormenores, que nos faltam palavras para descrevê-la. Mas por sorte a Woo! antecipa tendências, e não é que já temos uma resenha desse livro maravilhoso. Quem quiser dar uma conferida, é só clicar aqui.

Então, gostaram?

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Além das categorias citadas acima, existem outras que deram o que falar esse ano. Então se quiser conferir se o seu autor preferido entrou nessa lista, é só dar uma conferida no resultado completo, publicado pelo site oficial do Prêmio Jabuti.

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Érica nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro, mas deveria ter nascido nesses lugares onde se conversa com plantas, energiza-se cristais e incenso não é só pra dar cheirinho na casa. Letrista na alma, e essa bem... é grande demais por corpinho de 1,55 que a abriga. Pisciana com ascendente E lua em câncer. Chora quando está feliz, triste, com raiva e até mesmo com dúvida. Ah! É uma nefelibata sem cura.

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