Se você não entendeu nem uma sigla do título dessa matéria, acalme-se: NaNoWriMo significa National Novel Writing Month, ou seja, Mês Nacional de Escrever Romances (romances aqui não deve ser entendido como gênero romântico, mas como um livro longo). O projeto foi iniciado em 1999, por Chris Baty e seus amigos e hoje, já conta com usuários no mundo tudo. A primeira edição teve apenas 21 participantes e a edição de 2010, só para vocês terem uma ideia, já contou com mais de 200 mil.

Mas Clara, o que é o NaNoWriMo?

É um projeto anual, todo na internet, que acontece sempre no mês de Novembro. O objetivo é desafiar os participantes a escrever pelo menos 50 mil palavras entre os dias 1 e 30 de Novembro. A ideia é fazer as pessoas escreverem, continuarem motivadas e chegarem ao final do mês com um pequeno livro escrito ou, pelo menos, com 50 mil palavras de uma ideia maior já encadeadas. É claro que não será um livro perfeito – afinal, escrito só em 30 dias! – mas o ponto não é ficar perfeito, é terminar! O seu produto no NaNoWriMo tem que ser um livro de pelo menos 50 mil palavras, que posteriormente será editado e lapidado por você!

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 Mas como funciona?

Primeiro, você precisa se inscrever no site oficial.

Depois, é só preencher as informações sobre você e sobre seu romance em My NaNoWriMo (como, por exemplo, nome do livro e sinopse). Você pode aproveitar e procurar seus amigos por lá também! Se quiser ser meu amigo por lá, é só clicar em “add as buddy” nesse link aqui.

Por fim, mãos à obra! Você escreve no seu computador, usando o seu software de preferência. No final do dia, você deve ir na aba “stats” do seu perfil e clicar em “edit word count by day”. Na telinha que abrir, você digita o número de palavras que escreveu no dia. E repita esse processo todo dia! Você vai conseguir acompanhar todos os seus status e saber o quanto precisa melhorar para manter a meta das 50 mil palavras.

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E o que eu ganho?

Se você escrever 50.000 palavras de um romance até o prazo – meia noite do dia 30 de novembro – você pode fazer upload do arquivo do seu romance para uma verificação oficial. Se você tem medo de alguém roubar sua obra e sua ideia, sem pânico: você pode selecionar uma opção que bagunça todos os caracteres, mas não interfere na contagem de palavras.

Sendo comprovado que você escreveu 50 mil palavras no mês, você será adicionado na página de vencedores e receberá um lindo certificado de vencedor e uma insígnia do site.

Sem falar que alguns autores saíram do NaNoWriMo para as editoras! Tem uma lista enorme de casos do gênero no próprio site do projeto. Você pode acessar clicando aqui. Na lista, temos alguns nomes de peso, como Sara Gruen, autora de Água Para Elefantes.

E, na minha concepção, a pergunta correta é: o que você perde? Se você sempre quis escrever um livro e nunca soube muito bem por onde começar ou sempre acabou engavetando o projeto antes do fim: essa é a sua chance!

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Já estou quase convencido, Clara. O que mais você tem para falar?

Você pode acompanhar os fóruns do NaNoWriMo, que são cheios de dicas e estratégias para conseguir cumprir a meta, além de um ótimo lugar para bater papo e aceitar desafios/duelos.

Os duelos consistem em juntar um grupo de escritores participantes do projeto e fazer algum desafio. Por exemplo, quem escreve mais palavras durante as mesmas três horas. Existem diversos grupos de desafio/duelo por aí, de muitos gêneros. O próprio Twitter oficial da NaNoWriMo também propõe muitos – o único possível problema é que é inglês.

Na verdade, infelizmente o site é todo em inglês, mas você pode escrever sua história em português sem o menor problema! A comunidade de língua portuguesa nos fóruns é gigantesca e com certeza você vai encontrar alguém para bater papo na nossa língua nativa.

E ah, se você estiver procurando um grupo de apoio, com um monte de escritores que estão tentando terminar juntos o desafio e não desistir no caminho, junte-se a nós clicando aqui.

Novembro começou ontem, então ainda dá tempo de tirar o atraso e colocar sua história para rodar! Agora, adeus! Já estou com palavras atrasadas.

Por Clara Savelli