A pesquisa do historiador Sidney Aguilar

No próximo dia 07 de julho, chega aos cinemas o esperado documentário do cineasta Belisario Franca (responsável por “Amazônia eterna). “Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil”, acompanha um fato sobre um triste acontecimento que ficará marcado para sempre na história de nosso país.

Durante os anos de 1930, 50 meninos negros foram escravizados em uma fazenda no interior de São Paulo após terem sido levados de um orfanato na cidade do Rio de Janeiro. As crianças eram identificadas por números, tornando o ato ainda mais grotesco e desumano. O historiados Sidney Aguilar, depois de uma vasta pesquisa sobre o assunto, comprovou a veracidade dos fatos e o diretor Belisario Franca conta as etapas dessa descobertas através de seu documentário, uma chocante produção que ainda traz depoimentos de Aloísio Silva (o “menino 23”) e Argemiro Santos, assim como a família de José Alves de Almeida (o “Dois”).

A investigação do professor Aguilar deu-se inicio após um conturbado relato de uma de suas alunas durante uma aula sobre a Segunda Guerra Mundial. De acordo com a garota, havia tijolos marcados com a suástica nazista na fazenda onde morava. A pesquisa do historiador foi consolidada na tese de doutorado Educação, autoritarismo e eugenia: exploração do trabalho e violência à infância no Brasil (1930-1945), defendida em 2011, na Unicamp, e premiada pela Capes. No mesmo ano, a equipe de pesquisadores da Giros confirmou que aquela história merecia um documentário.

O filme, que é produzido pela Giros com a coprodução da Globo Filmes, Globo News e Canal Brasil, possui patrocínio do BNDES e terá terá sua pré-estreia mundial no dia 19 de junho na Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longas-Metragens do 26º Cine Ceará, em Fortaleza. Em seguida será exibido no Festival Encounters, na África, e em Johannesburg e Cape Town, no período de 6 a 11 de junho. A distribuição do filme fica a cargo da Elo Company.

Sinopse:

A partir da descoberta de tijolos marcados com suásticas nazistas em uma fazenda no interior de São Paulo, o filme acompanha a investigação do historiador Sidney Aguilar e a descoberta deum fato assustador: durante os anos 1930, cinquenta meninos negros foram levados de um orfanato no Rio de Janeiro para a fazenda onde os tijolos foram encontrados. Lá, passaram a ser identificados por números e foram submetidos ao trabalho escravopor uma família que fazia parte da elite política e econômica do país, e que não escodia sua simpatia pelo ideário nazista. Dois sobreviventes dessa tragédia brasileira, Aloísio Silva (o “menino 23”) e Argemiro Santos,assim como afamília de José Alves de Almeida (o “Dois”),revelam suas histórias pela primeira vez. 

Ficha Técnica:

Direção: Belisario Franca

Roteiro: Bianca Lenti e Belisario Franca

Produtora: Giros

Produção: Maria Carneiro da Cunha

Produção executiva: Cláudia Lima

Edição: Yan Motta

Música: Armand Amar

Fotografia: Thiago Lima, Mário Franca e Lula Cerri

Coprodução: Globo Filmes, Globo News e Canal Brasil

Distribuição: Elo Company

Patrocínio:BNDES