“Na primavera, calmaria. Tranquilidade, uma quimera”. Finalmente chegou a estação de flores, sol e nuvens, frio e calor. A primavera costuma agradar a todos os gostos e além disso tem um cenário bonito por natureza. No embalo da estação tida como a mais florida e agradável do ano, sempre pensamos numa lista de produções que abusam do cenário colorido e cheio de flores e existem inúmeros longas para fazer parte de uma lista. Mas em qualquer lista existe um clássico à la Sessão da Tarde que precisa uma atenção especial. “O Jardim Secreto” é mais do que flores, é uma história de amor, é um drama, é uma descoberta, é um lembrança da infância. Não é á toa que a trama que era apenas um livro se tornou filme na década de 90 e ano que vem estreia um remake do longa. Afinal, por que essa produção é tão emblemática?

Qual a história?

O Jardim Secreto estreou em 1993 e trazia uma versão para a sétima arte do livro de mesmo nome lançado em 1911 da escritora Frances Hodgson Burnett. A trama conta a história de Mary Lennox, uma menina que morava na Índia e fica órfã. Como seu parente mais próximo é um tio que mora na Inglaterra, o Lorde Archibald Craven, ela vai é levada para a mansão dele. Mary acaba descobrindo que tem um primo doente que nunca soube que existia e um jardim abandonado, o qual está determinada a trazer de volta para a vida.

Cenário

Tudo bem, o começo da trama é apenas uma mansão escura e sombria. Mas o objetivo não é esse. Depois que Mary descobre o Jardim Secreto que a mãe e a tia costumavam ir quando mais novas, o cenário muda drasticamente. Não são apenas plantas, fontes e objetos de jardinagem, é a beleza da natureza escondida que traz cores e bons sentimentos. É um mistério desvendado que envolve a interação de crianças com um lugar encantado e único. Inclusive a mudança do jardim ao longo da trama é essencial, pois nas lembranças ele era belíssimo, no início do longa está descuidado, mas aos poucos volta à vida.

Romance, suspense, aventura, fantasia, infantil

O longa é classificado como drama infantil e fantasia. Mas é muito além disso. No começo da trama, quando os personagens são apenas pessoas sérias e cheias de segredos, tem um quê de segredo, sendo assim um suspense. De repente as crianças se unem em prol de uma busca dentro da própria casa, surgindo a aventura. A trama em si pode ser um romance por trazer uma história com altos e baixos, que vai ter um final feliz. O jardim vai além da imaginação, busca um sentimento de alegria com um misto de tristeza, com a essência pura de crianças, e por isso o filme é oficialmente tido como drama infantil ou fantasia.

Moral da história

Muitas vez a simplicidade de uma história é muito mais relevante do que imagina-se. Uma menina vê-se sem ninguém quando os pais morrem. Ela é levada para um lugar que considera sombrio e sem vida, mas mesmo assim busca algo que possa motivá-la. Faz amizade com um menino que é empregado da casa e eles vivem boas aventuras, apesar das diferentes vidas. Mary tem um primo que vive sofrendo e sendo mimado, mas ela peita aquela situação e faz com que ele melhore e volte a andar e viva como uma criança. A menina pouco vê o tio, que está de luto há 10 anos, quando a esposa faleceu. Apesar de seriedade dele e da proibição de qualquer pessoa ia ao jardim secreto, Mary decide passar por cima disso e muda completamente a vida daquele homem. Como um simples jardim pode fazer tanta diferença na vida de tantas pessoas? Apenas quem assiste o filme entende, sente, encanta-se.

O cenário é perfeito, mas a primavera retratada no filme O Jardim Secreto significa muito mais do que uma paisagem de belezas naturais e elementos perfeitos. A simplicidade e inocência da história traz significados abrangentes e se você nunca valorizou a Sessão da Tarde da sua época, está na hora de voltar atrás e refletir sobre isso. Não é à toa que ano que vem uma nova versão do longa será lançada, trazendo Colin Firth no papel do tio. Aguardemos ansiosamente.