Em um 1º de outubro como este, há 49 anos, o maior jogador de todos os tempos entrava em campo pela última vez
Em 1º de outubro de 1977, aconteceu um dos momentos mais marcantes da história do futebol, especialmente para os brasileiros: a despedida de Pelé, o Rei do Futebol, dos gramados. Ao encerrar sua carreira, Edson Arantes do Nascimento acumulava 1.283 gols e mais de 30 títulos, entre eles, três Copas do Mundo.
Ao longo de sua trajetória profissional, Pelé vestiu a camisa de três equipes: Santos, New York Cosmos e Seleção Brasileira. Além de marcar época no futebol brasileiro, o Rei também foi fundamental para popularizar o esporte nos Estados Unidos, onde atuou de 1975 até o fim de sua carreira.
Para celebrar a trajetória de uma das maiores lendas do esporte, relembramos cinco partidas marcantes de sua carreira. Entre atuações históricas pelo Santos, pela Seleção Brasileira e pelo Cosmos, Pelé demonstrou toda a sua genialidade e justificou o apelido que o acompanharia para sempre.
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Brasil 5 x 2 Suécia, final da Copa do Mundo de 1958
O palco do primeiro título mundial da Seleção Brasileira foi o Estádio Råsunda, localizado na região metropolitana de Estocolmo, capital da Suécia.
Depois de eliminar a França nas semifinais, o Brasil chegou à sua segunda final de Copa do Mundo. Do outro lado estava a seleção sueca, anfitriã do torneio, que havia superado a Alemanha Ocidental, então atual campeã mundial, e agora tentava conquistar o título diante de sua torcida.
O que se viu em campo, no entanto, foi uma atuação dominante da Seleção Brasileira. Com uma vitória por 5 a 2, o Brasil conquistou seu primeiro título mundial, com dois gols de Pelé, dois de Vavá e um de Zagallo.
Com apenas 17 anos, Pelé já demonstrava uma habilidade impressionante. Um dos momentos mais emblemáticos daquela decisão foi seu segundo gol, quando dominou a bola no peito, deu um chapéu no zagueiro Bengt Gustavsson e finalizou para o fundo das redes. A jogada se tornaria uma das mais lembradas de sua carreira.
Pela Suécia, Nils Liedholm e Agne Simonsson marcaram os dois gols da equipe.
Santos 4 x 0 Botafogo, semifinal da Copa Libertadores de 1963
Na década de 1960, Santos e Botafogo estavam entre os principais clubes do futebol brasileiro. De um lado, o time paulista contava com Pelé. Do outro, o clube carioca tinha Garrincha. Os dois craques, protagonistas das conquistas brasileiras nas Copas do Mundo de 1958 e 1962, respectivamente, se encontravam pela primeira vez na principal competição da América do Sul.
O primeiro confronto, disputado no Pacaembu, em São Paulo, terminou empatado em 1 a 1. Garrincha não participou daquela partida, o que aumentou a expectativa para o jogo de volta, no Maracanã. Afinal, o Botafogo havia conseguido um bom resultado fora de casa mesmo sem seu principal jogador.
A expectativa era de uma grande atuação da equipe carioca diante de sua torcida, mas quem roubou a cena foi Pelé.
Em pleno Maracanã, o Rei marcou três gols e comandou a vitória santista por 4 a 0, garantindo a classificação do Santos para mais uma final de Libertadores. Lima também deixou sua marca naquela partida histórica.
Foi mais uma demonstração da genialidade de Pelé, que decidiu um confronto entre duas das principais equipes do futebol brasileiro.
Santos 2 x 1 Vasco, o milésimo gol de Pelé

Diante de mais de 65 mil espectadores no Maracanã, em 19 de novembro de 1969, Pelé voltou a fazer história. Dessa vez, o adversário era o Vasco da Gama, em uma partida válida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, competição que hoje é reconhecida como o Campeonato Brasileiro.
Poucos dias antes, Pelé havia chegado ao gol de número 999 em um amistoso contra o Botafogo da Paraíba, disputado no Estádio José Américo de Almeida, em João Pessoa. Na ocasião, marcou de pênalti na vitória santista por 3 a 0.
Aquela partida também ficou marcada por uma curiosidade: Pelé terminou o jogo como goleiro, depois que Jair Esteves, que defendia a meta santista, passou mal.
Mas o milésimo gol precisava de um cenário especial. E foi justamente isso que aconteceu no Maracanã, diante de um dos grandes clubes do futebol brasileiro.
Embora a partida não tivesse grande importância para a classificação das equipes, já que ambas entraram em campo apenas para cumprir tabela, a expectativa em torno do milésimo gol de Pelé mobilizou o público.
Aos 33 minutos do segundo tempo, o Rei finalmente alcançou a marca histórica. Em uma cobrança de pênalti, venceu o goleiro argentino Andrada e marcou seu milésimo gol.
O estádio se transformou em uma grande festa. Pelé foi carregado nos ombros por jornalistas e deu uma volta olímpica vestindo uma camisa presenteada por dirigentes do Vasco, com o número 1000 estampado nas costas.
Uma noite que entrou para a história do futebol brasileiro e mundial.
Brasil 4 x 1 Itália, final da Copa do Mundo de 1970
A Seleção Brasileira de 1970 é frequentemente lembrada como uma das maiores equipes da história do futebol. O título, porém, foi conquistado durante um dos períodos mais sombrios da política brasileira: a ditadura militar, que se estendeu de 1964 a 1985.
Na época, o regime utilizou o sucesso da Seleção como instrumento de propaganda política, buscando fortalecer o sentimento patriótico e nacionalista da população durante a Copa do Mundo, disputada no México.
O principal nome daquela equipe era Pelé, que disputava sua última Copa do Mundo com a camisa da Seleção Brasileira.
Ao som de “Pra Frente, Brasil!”, canção composta pelo jornalista e compositor Miguel Gustavo, os “noventa milhões em ação” acompanharam a campanha da equipe até a grande final, disputada no Estádio Azteca, contra a Itália.
A Squadra Azzurra não conseguiu conter o futebol brasileiro. Pelé abriu o placar, e Gérson e Jairzinho ampliaram a vantagem, colocando o Brasil em uma posição confortável na decisão.
Aos 41 minutos do segundo tempo, depois de uma bela jogada coletiva, Pelé rolou a bola para Carlos Alberto Torres, que chegou em velocidade e finalizou com força para marcar o quarto gol brasileiro, encerrando a partida com uma das jogadas mais emblemáticas da história das Copas.
A Itália ainda havia marcado com Roberto Boninsegna, mas não conseguiu evitar a derrota por 4 a 1.
Com o resultado, o Brasil conquistou seu terceiro título mundial, e Pelé se tornou o primeiro e, até hoje, único jogador a vencer três Copas do Mundo.
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New York Cosmos 2 x 1 Santos, a despedida de Pelé
Em 1º de outubro de 1977, um amistoso entre Santos e New York Cosmos marcou o fim da carreira de uma das maiores lendas do futebol.
A partida foi organizada para que Pelé defendesse as duas equipes. No primeiro tempo, entrou em campo pelo Cosmos, seu clube nos Estados Unidos. O Santos abriu o placar aos 14 minutos, com Reinaldo, mas a despedida não estaria completa sem um gol do Rei.
Aos 42 minutos da primeira etapa, Pelé marcou de falta e empatou a partida, levando a torcida ao delírio.
No segundo tempo, vestiu novamente a camisa do Santos e acompanhou a virada do Cosmos. Aos quatro minutos, Ramon Mifflin marcou o gol que garantiu a vitória da equipe norte-americana por 2 a 1.
Apesar do resultado, o placar ficou em segundo plano diante da importância daquele momento. A despedida de Pelé foi uma verdadeira celebração, reunindo grandes nomes do futebol, como Carlos Alberto Torres e Franz Beckenbauer.
Entre os espectadores também estava Muhammad Ali, um dos maiores nomes da história do boxe, que acompanhou de perto o último capítulo da carreira do Rei.
Naquele dia, Pelé se despediu oficialmente dos gramados, encerrando uma trajetória que transformou para sempre a história do futebol.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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