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Pode entrar, Mulher Maravilha. Seja bem-vinda!

Depois de ser parte de algumas produções da DC, ter uma série há muito anos, participar de outros desenhos, mas não ter importância real há várias décadas, Diana Prince, ou seu alter-ego, Mulher-Maravilha, chegou finalmente ao cinema.

Fazendo uma aparição que basicamente salvou o filme “Batman vs Superman”, em 2016, ficou pouco tempo nas telas desse longa, mas foi o suficiente para levar ao delírio os fãs, que já sabiam que vinha mais por ai.

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Diana não segue o preceito das super-heroínas. Ela não é um capacho ou a sombra de um grande herói. É uma personagem com história própria, criada para preencher um vácuo que existia nos quadrinhos e que logo ganhou popularidade. Forte, decidida e poderosa, Mulher Maravilha provou ser um dos grandes triunfos da DC, junto a heróis com grande força e carisma como Superman e Batman. Se antes mulheres poderosas eram retratadas como vilãs, quando foi lançada, a amazona grega mostrou um novo nicho: mulheres podiam sim, dar vida a boas heroínas e conquistar o grande público.

Uma antiga série foi feita e muito popularizada nos anos 60 com Lynda Carter, que durante anos foi o rosto conhecido como a personagem. Com bom ibope e ficando quatro anos no ar, a série trazia um pouco do universo da amazona, sendo quase que totalmente fiel a primeira versão das histórias em quadrinhos. Posteriormente, na década de 90 e nos anos 2000, durante anos o nome de Sandra Bullock foi fortemente discutido para uma possível produção, com ela própria dizendo que sabia sobre esses rumores, mas o filme acabou engavetado e saindo dos propósitos de Hollywood.

Confirmado desde 2014, o filme da “Mulher Maravilha” passou por grandes boatos, desde a escalação da atriz para dar vida a personagem até a sua participação em “Batman vs Superman” e mais recentemente por alguns rumores que desdenhavam do cunho feminista da personagem. Criticada por suas axilas depiladas (sim, “pessoas inteligentes” diziam que Diana não teria essa parte do corpo sem pelos) e outra infinidade de assuntos sem importância que visava claramente rebaixar a personagem, “Mulher Maravilha” estreia deixando tudo isso de lado e com boa pontuação por parte dos críticos. Tem sido frequentemente falado que é o melhor filme de super-heróis em muito tempo.

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Gal Gadot foi a eleita para dar vida a princesa amazona e já tinha mostrado uma ótima atuação quando apareceu em “Batman VS Superman”. Os trailers parecem estar a altura da personagem que assumiu um protagonismo muito necessário tanto nos quadrinhos quanto na cultura pop em geral. Enquanto meninos se vestem de super-heróis, meninas se vestem de Mulher-Maravilha, isso se não quiserem se vestir de princesas. Ou seja, as meninas agora têm uma guerreira de verdade a quem podem imitar.

O grande diferencial da Diana para outras heroínas superpoderosas é o fato dela ser independente. Ela foi criada por amazonas, representa uma sociedade feminina e matriarcal e vem de lendas onde o poder das mulheres é valorizado e reconhecido por si só, não por ajudar homens quando eles precisam, ou pior ainda, para ser a vítima que precisa ser salva por eles.

A personagem, como era de se esperar, está mais do que confirmada nos filmes da “Liga da Justiça” que estreia a parte 1 ainda este ano e a segunda parte em 2019. Diana ganhou contornos ainda mais atuais ao ser colocada como imagem de empoderamento feminino e seu poder acabou perturbando muita gente e mostrando um contorno bastante preconceituoso de pessoas que acompanham o universo nerd ou a cultura pop, mas também trouxe um grande chamariz para a personagem, que precisa ser mais reconhecida para marcar presença e assim ter mais projetos para chamar de seu.

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A estreia do longa acontece no dia 1º de junho e promete lotar salas de cinema pelo mundo inteiro. Sua intensa divulgação já deu o que falar e este ano promete ser um ano em que teremos muito de Diana Prince, não como coadjuvante, mas com o protagonismo que uma heroína que se garante como é a Mulher Maravilha merece.

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Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade. Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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