Nota: Antes de ler este texto, você pode querer ler o recap do episódio anterior, “Silver Smile”.

“These Bloody Thoughts”, quarto capítulo de “The Alienist”, começa com Kreizler visitando uma antiga paciente, já recuperada. O médico quer entender o que motiva sexualmente seu assassino. Não é dito muito sobre a personagem, mas fica claro que ela entende do assunto – e tem uma mente bem aberta sobre o tema. Segundo ela, as pessoas estão sempre excitadas por seu oposto. Logo, alguém que fere os outros, tem suas próprias feridas.

Enquanto isso, Roosevelt precisa lidar com a imprensa e seus próprios funcionários. O comissário e Sara são pegos de surpresa por Connor, quando este lhes entrega o caderno de desenho de John.

Os irmãos Isaacson investigam o local do último crime e encontram evidências de que o assassino é um escalador, o que explica todo o seu modus operandi até o momento.

A pedido de Roosevelt, Sara leva o caderno até Kreizler.  Sara o encontra num parque, retornam a discussão de seu último encontro, sobre a capacidade de matar que qualquer pessoa teria. Diante da inflexibilidade de Sara, Kreizler cita o caso de uma mãe que pressionada pelas expectativas da sociedade, tem um surto e mata os dois filhos. Sara não parece totalmente convencida, mas parece ter sido tocada pela história.

John decide visitar o antigo Paresis Hall e lá encontra Marcus.  Após vasculharem o local, descobrem que o assassino usou cordas para deixar o quarto com Giorgio. Os dois também encontram mais um menino, Joseph, amigo da última vítima, Ali. Joseph relata que o assassino era visto como um “santo”, pois prometera levar Ali para  viver em um castelo no céu. John deixe seu cartão com o menino e lhe pede que vá até ele, caso algum dia encontre o sujeito.

Enquanto isso, Connor se encontra no bar com Byrnes, que insiste que o outro não faça nada, por enquanto. Byrnes alega que seu maior problema é a mãe do assassino, a Sra. Van Berger, que não toma providências sobre o filho. Em outra cena, o vemos intimidá-la para que ela esconda Willem.

John vai ver Kreizler, somente para descobrir que ele está fora, provavelmente com Sara. Ao perceber que Mary está com ciúmes, John a leva para passear. Numa das cenas mais ternas da série até agora, os dois assistem a uma exibição do vitascópio – um dos primeiros projetores de filmes -, de Edison.

Sara, porém, já está de volta a delegacia e conversa com Roosevelt sobre Kreizler. O comissário relata um incidente da época de universidade, quando os dois quase duelaram fisicamente. A briga só não aconteceu porque Roosevelt, ao ver o braço atrofiado do médico, recuou.

John e Mary retornam do passeio a tempo pouco depois de Kreizler chegar em casa. Os dois amigos discutem sobre o caso e sobre ciúmes. O médico não leva a sério suas investigações, e John o deixa sozinho para agir por conta própria.

O ilustrador vai atrás do dentista, e descobre o que poderia ter causado o sorriso prateado do assassino: sais de mercúrio, para tratar de deformações provocadas por sífilis. John leva sua descoberta para Kreizler. O médico insiste que eles precisam entender o motivo por trás dos crimes, para poder inclusive evitar o próximo.

O episódio termina com uma reunião da equipe, supostamente convocada por Kreizler. Ao chegarem no local de encontro, porém, descobrem que não foi o médico que os convocou. Sara apresenta uma carta que acabara de receber da mãe de Giorgio. O grupo se dá conta, horrorizado, de que fora convocado pelo assassino, e acredita que ele os observa.

Entretanto, o serial killer é mostrado – pela primeira vez, fora das sombras – em outra parte da cidade, atrás de novas vítimas.

“The Alienist” fez uma excelente escolha narrativa ao não esconder seu psicopata. Afinal, o mais importante – como Kreizler afirma – é entender os motivos do assassino, independente de sua identidade. Mostrá-lo somente para o público criou uma cumplicidade com a audiência, ao mesmo tempo que reforçou o clima de desconfiança onde Kreizler e sua equipe estão inseridos. Ao que tudo indica, Connor e os outros policiais corruptos estão um passo a frente, e isso pesa o jogo contra os mocinhos.

A série procura agora humanizar seu protagonista. Embora manipule os outros para que sigam seus passos, Kreizler é refém de seus próprios anseios e fraquezas, como vemos no diálogo com a antiga paciente, quando o médico entra no quarto de Mary, seu relacionamento com os pacientes infantis, ou mesmo no relato de Roosevelt.  As fraquezas parecem ter sido o grande tema desse episódio, explorado também no relacionamento (quase) proibido de Marcus com Esther, e o fim do noivado de John. O maior interesse da série, porém, são as “fraquezas” que tornam tênue o limite entre o humano e o monstruoso.

 

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Luísa Lacombe

Sua formação é em cinema, e os interesses incluem televisão e quadrinhos. Nas horas vagas, faz tirinhas.

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