No ditado popular “O hábito não faz o monge”, o significado da palavra “hábito” se refere à vestimenta, que é uma característica dos monges. Isso nos leva a entender, como significado da frase, que não devemos julgar as pessoas apenas pela aparência. Ou seja, antes de tecer qualquer tipo de comentário sobre alguém que não conhece, procure saber um pouco mais da pessoa e conversar com ela, se possível. Porque muitas vezes só enxergamos a ponta do iceberg que fica pra fora. Mas se mergulharmos fundo, veremos toda a complexidade que está por trás daquele pedacinho de gelo ou daquela capa usada muitas vezes como defesa.

No livro “O poder do hábito”, a indumentária não é foco, mas sim a rotina e a prática que as pessoas costumam ter com relação à conquista de objetivos e de sonhos na vida. Mas se o hábito certo pode conduzir ao sucesso, podemos fazer um certo paralelo e dizer que, nesse caso, “O hábito faz o monge sim”. Afinal, aqui a referência não é só à aparência das pessoas, mas à força de vontade e disciplina que muitos conquistam para construir uma imagem de sucesso. Mas é preciso persistir no novo hábito. Porque, como dizia o filósofo Aristóteles, “Nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”. Sendo assim, podemos afirmar que motivação e disciplina são fatores determinantes para a formação de qualquer hábito.

O autor Charles Duhigg apresenta nesse livro um verdadeiro e profundo estudo dos hábitos. Além de mostrar como eles funcionam, também explica como podem ser transformados. E quando conseguimos manter o controle das ações, sejam costumes ou não, facilita diversos aspectos da vida. Um primeiro exemplo citado é conseguir mudar o hábito de pegar o elevador e começar a usar as escadas. O simples movimento de decidir subir lances de escada e fazer mais exercícios, pode influenciar a sua saúde lá na frente. No início, isso pode parecer pequeno. Porém, no decorrer da leitura, vamos percebendo que, saber corrigir atitudes no momento certo pode contribuir com o sucesso. Essa é a importância da criação de hábitos corretos. Fora a saúde, com pequenas mudanças de hábito, esse livro mostra que é possível ter resultados positivos na sua produtividade, na estabilidade financeira e até mesmo na sua felicidade.

Continuando com os exemplos, Duhigg conta outros casos de mudanças e correções de hábitos. Além de narrar histórias de outras pessoas, ele também expõe suas próprias experiências. Vamos descobrir, por exemplo, como hábitos corretos foram importantes para garantir o sucesso do diretor executivo da Starbucks, Howard Schultz; também de um dos maiores nomes da luta por direitos civis, Martim Luther King; e até do nadador Micheal Phelps, que conquistou mais de 20 medalhas de ouro em olimpíadas.

Outro caso bastante impressionante é de uma jovem que, durante pelo menos dois anos, teve quase todas as áreas da sua vida transformadas. Parou de fumar, correu uma maratona e foi promovida. Neurologistas descobriram reunidos em pesquisas em um laboratório, que os padrões dentro do cérebro dela mudaram de maneira fundamental.

Publicitários de uma grande empresa, que observaram vídeos de pessoas fazendo a cama, tentavam desesperadamente descobrir como vender um novo produto chamado Febreze, que estava prestes a se tornar um dos maiores fracassos na história da empresa. De repente, um deles detecta um padrão quase imperceptível – e, com uma sutil mudança na campanha publicitária, Febreze começa a vender um bilhão de dólares por anos.

Um diretor executivo pouco conhecido assume uma das maiores empresas norte-americanas. Seu primeiro passo é atacar um único padrão entre os funcionários. Eles mudaram a maneira como lidam com a segurança no ambiente de trabalho. Logo a empresa começa a ter o melhor desempenho no índice Dow Jones.

Sabe o que todas essas pessoas tem em comum? Conseguiram ter sucesso focando em padrões que moldam cada aspecto de nossas vidas. Tiveram êxito transformando hábitos. Com perspicácia e habilidade, Charles Duhigg apresenta um novo entendimento da natureza humana e seu potencial para a transformação.

Boa leitura e bons hábitos!! 😉


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Erika Kohler

Jornalista (com diploma), escritora metida a cronista e decoradora. Não necessariamente nessa ordem. É uma artista múltipla! Tem a arte no DNA e por isso é amante do mundo das artes. De todas as formas: Cênicas, Visuais e Plásticas.
Carioca, já foi rata de praia, mas hoje prefere o inverno. É gateira de carteirinha e apaixonada por pinguins. Os livros fazem parte da sua vida e estão sempre por perto. Talvez tenha nascido no século errado porque ama o Vintage e o retrô. Adora assistir filmes e séries, sempre acompanhada por um baldão de pipoca. Torce para encontrar com o gato da Alice, pra ele indicar a estrada dos tijolinhos amarelos, que vai direto para a Fantástica Fábrica de Chocolate!!

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