A seleção de José Roberto Guimarães conseguiu um triunfo histórico após mais de dois anos e 39 partidas de invencibilidade das italianas
Foi difícil, sofrido e tenso, mas num jogo histórico na Liga das Nações, a Seleção Feminina de Vôlei Brasileira, comandada em quadra principalmente por Ana Cristina, Diana e Nyeme, conseguiu vencer a italiana, melhor seleção do mundo por 3 sets a 2 (parciais de 25/15, 25/22, 21/25, 24/26 e 15/12 no tie-break).
As italianas eram a única equipe com 100% de aproveitamento justamente na Liga das Nações, competição na qual eliminaram as brasileiras na última edição.
Embora o técnico italiano Julio Velasco tenha poupado algumas titulares, como a poderosa Paola Egonu, no primeiro set, a seleção comandada por José Roberto Guimarães passou como um verdadeiro rolo compressor e fechou a parcial em 25 a 15.
O destaque ficou para os ataques de Ana Cristina e Júlia Bergmann, as defesas da líbero Nyeme e os bloqueios de Júlia Kudiess e Diana.
A central também esteve muito inspirada no saque e anotou diversos aces ao longo da partida.
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Um registro importante aconteceu ainda no primeiro set, quando Julio Velasco sacou Ekaterina Antropova, uma das melhores jogadoras do mundo, após a oposta não conseguir encontrar seu melhor jogo. A decisão demonstrou visão estratégica e independência técnica do treinador italiano.
No terceiro set, após quatro aces consecutivos de Diana, o Brasil abriu 5 a 0 e dava a impressão de que venceria com a mesma facilidade da primeira parcial.
No entanto, a recorrente inconsistência, a falta de concentração e algumas decisões equivocadas, principalmente das levantadoras, que não fizeram uma boa partida, comprometeram o desenvolvimento do set.
Ainda assim, as brasileiras conseguiram fechar a parcial por 25 a 22.
Italianas seguram virada contra Brasil na Liga das Nações
Nos terceiro e quarto sets, embora tenham permanecido à frente do placar durante boa parte do tempo, a seleção brasileira sucumbiu à resistência italiana. O roteiro lembrou a semifinal da Liga das Nações de 2024, quando o Brasil também perdeu terreno e permitiu a reação da Itália.
Inclusive, quando o quarto set estava em 22 a 21 para as brasileiras, a equipe desperdiçou uma chance claríssima de contra-ataque.
Com o placar em 23 a 21, a pressão estaria totalmente do lado italiano, e o jogo ficaria muito próximo de ser encerrado, restando apenas dois pontos para a vitória.
Porém, os saques potentes de Antropova minaram a recepção brasileira e levaram a partida para o quinto e decisivo set.
O tie-break começou com vantagem da Itália, impulsionada por importantes defesas e também pelos erros de saque cometidos pelas brasileiras.
No entanto, sentindo a pressão, as italianas também cometeram falhas em momentos cruciais na casa dos 10 pontos, duas bolas atacadas para fora e o Brasil conseguiu bloqueios fundamentais, algo que não vinha acontecendo há dois sets.
No final, na base da garra, da regularidade e da confiança, as brasileiras finalmente derrotaram a melhor seleção da atualidade.
Ainda há pontos a serem corrigidos, principalmente na armação das levantadoras, que infelizmente não estão no mesmo nível das principais concorrentes internacionais e cometeram muitos erros, dificultando uma vitória que poderia ter sido mais tranquila diante de uma Itália que atuou com parte de suas titulares poupadas.
Também vale lembrar que a capitã Gabi Guimarães não esteve em quadra.
Por tudo isso, o triunfo precisa ser muito comemorado, afinal o Brasil foi a última e atual seleção que conseguiu vencer as italianas depois de 39 jogos!
A próxima vez que veremos as guerreiras brasileiras será na Turquia, durante a segunda semana da Liga das Nações.
Imagem Destacada: Reprodução/Confederação Brasileira de Vôlei (via Instagram)


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