“Werwulf” promete uma jornada sombria pela Inglaterra do século XIII, repleta de folclore, violência e uma criatura que desafia toda lógica
A Focus Features finalmente revelou ao público o primeiro trailer oficial de “Werwulf”, o novo longa-metragem de Robert Eggers, cineasta conhecido por transformar períodos históricos obscuros em experiências cinematográficas viscerais. Segundo o próprio diretor, este é o projeto mais sombrio que ele já colocou nas telas — uma declaração e tanto, vinda de quem já assustou audiências com “A Bruxa”, “O Farol” e a recente refilmagem de “Nosferatu”.
Um reencontro de talentos
Para construir esse universo aterrorizante, Eggers reuniu novamente parte do time que o acompanhou em “Nosferatu”. Aaron Taylor-Johnson e Lily-Rose Depp retornam para estrelar o filme, formando uma parceria que já havia conquistado críticos e público no projeto anterior. Completando o elenco, Bodhi Rae Breathnach — atriz que vem ganhando destaque em produções como “Hamnet”, “Shelter” e “Razão e Sensibilidade” — entra para essa nova empreitada sombria. E, como já é praticamente tradição nas obras do diretor, Willem Dafoe, considerado o “amuleto da sorte” de Eggers, também marca presença no elenco.
Inglaterra medieval e uma linguagem que resgata o passado
A ambientação escolhida por Eggers se passa na Inglaterra do século XIII, período que o diretor pretende recriar com seu característico rigor histórico. Não é segredo que Eggers costuma mergulhar em pesquisas linguísticas e culturais para dar autenticidade às suas histórias, e “Werwulf” não seria diferente: de acordo com informações obtidas pelo The Hollywood Reporter, o roteiro contém diálogos fiéis à época, escritos em inglês antigo, com traduções e anotações disponíveis para que o público consiga acompanhar a narrativa sem perder a essência arcaica da fala.
O roteiro foi escrito em parceria com Sjón, colaborador frequente de Eggers que já havia trabalhado com ele em “O Homem do Norte”. Uma curiosidade sobre a produção é que, inicialmente, o diretor pretendia filmar a obra inteiramente em preto e branco, uma escolha estética que marcou seu trabalho em “O Farol”, porém a ideia foi descartada ao longo do desenvolvimento do projeto.
O que esperar da trama
Embora os detalhes da história estejam sendo guardados a sete chaves pelo estúdio, algumas pistas já vazaram. De acordo com o portal Screen Daily, a narrativa giraria em torno de uma criatura enigmática que ronda uma região rural tomada pela neblina, fazendo com que lendas e crenças populares locais se transformem, pouco a pouco, em um pesadelo concreto para os habitantes daquela comunidade isolada.
A combinação entre folclore medieval, isolamento geográfico e uma ameaça sobrenatural parece seguir a fórmula que consagrou Eggers como um dos nomes mais respeitados do terror autoral contemporâneo, no qual o medo nasce não apenas do monstro em si, mas da atmosfera de desespero e superstição que envolve os personagens.
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Produção e bastidores
Eggers e Sjón assumem também a produção de “Werwulf” em parceria com a Focus Features. Chris e Eleanor Columbus, duo que já havia colaborado com o diretor como produtores executivos em “Nosferatu”, repetem a função nesta nova produção, dando continuidade à parceria criativa construída nos últimos projetos.
Em uma sessão recente de perguntas e respostas com fãs e jornalistas, o próprio Eggers não poupou elogios — ou alertas — sobre a intensidade de sua nova obra. Classificando “Werwulf” como seu “filme medieval de lobisomem”, o diretor declarou categoricamente que se trata da coisa mais sombria que já escreveu até hoje, superando até mesmo o tom pesado de seus trabalhos anteriores.
Expectativas da Focus Features
Peter Kujawski, presidente da Focus Features, reforçou o clima de expectativa em torno do longa, afirmando que o público deve se preparar para experimentar um “nível completamente diferente” de terror em comparação com as obras anteriores do diretor. Segundo ele, Eggers possui uma visão criativa única, capaz de equilibrar cenas verdadeiramente horripilantes com uma estética refinada e pessoal.
Kujawski ainda destacou que, assim como em filmes anteriores do cineasta, “Werwulf” deve entregar não apenas tensão e desconforto, mas também momentos inesperados de luz emocional em meio à escuridão — citando como exemplo a reação surpreendente que muitos espectadores tiveram com o desfecho emocional de “Nosferatu”.
Os fãs de terror histórico e atmosférico já podem marcar o calendário: “Werwulf” chega aos cinemas no dia de Natal, prometendo ser um dos lançamentos mais aguardados (e temidos) da temporada.
Via Joblo.


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