Descubra a história completa da X-Force nos quadrinhos, desde a equipe criada por Cable até suas formações mais recentes. Conheça a origem, os principais membros, as missões e a evolução da força de ataque mutante da Marvel
Em um mundo marcado pelo medo e pelo preconceito contra os mutantes, os X-Men sempre seguiram princípios rígidos para defender a convivência pacífica entre humanos e mutantes. Entretanto, a X-Force nasceu para agir onde essa filosofia encontrava seus limites. Sob o comando de líderes como Cable e Wolverine, a equipe assumiu missões secretas e de alto risco, fazendo o que fosse necessário para proteger a espécie mutante, mesmo que isso significasse ultrapassar barreiras morais que os X-Men jamais aceitariam.
Embora sua origem esteja ligada aos jovens alunos de Charles Xavier, a X-Force passou por uma transformação radical ao longo dos anos. O que começou como um grupo de mutantes em treinamento evoluiu para uma força-tarefa clandestina, formada por alguns dos combatentes mais perigosos e eficientes do universo Marvel. Em diversas ocasiões, suas ações colocaram em xeque o sonho de coexistência pacífica idealizado pelo Professor X, mostrando que nem todos acreditavam que a diplomacia fosse suficiente para garantir o futuro dos mutantes.
Agora, com a chegada da X-Force à segunda temporada de “X-Men ’97”, produzida pela “Marvel Animation”, vale a pena revisitar a história dessa equipe nos quadrinhos. Da sua criação às formações mais recentes, descubra como a força de ataque mutante se tornou uma das organizações mais controversas e influentes da Marvel, deixando uma marca definitiva na história dos mutantes.
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A Primeira X-Force

A X-Force surgiu como uma evolução natural dos Novos Mutantes, equipe formada por adolescentes mutantes treinados pelo Professor X ao lado dos X-Men. Com os X-Men ocupados em outras frentes, Cable, um soldado vindo de um futuro devastado, assumiu o treinamento da nova geração de heróis. Determinado a impedir que sua linha do tempo apocalíptica se concretizasse, ele abandonou os métodos tradicionais de ensino e transformou seus pupilos em uma força de combate preparada para qualquer ameaça. Essa mudança marcou o nascimento da X-Force em “Novos Mutantes (1983) #100”, de Rob Liefeld e Fabian Nicieza.
A primeira formação da X-Force reunia jovens mutantes promissores, como Míssil, Boom-Boom, Feral e Warpath, ao lado de guerreiros experientes, como Dominó e Shatterstar. Desde sua estreia em “X-Force (1991) #1”, também de Liefeld e Nicieza, a equipe enfrentou seu maior inimigo: Stryfe, o clone maligno de Cable, e sua organização terrorista, a Frente de Libertação Mutante. Com o passar do tempo, o grupo recebeu novos integrantes, incluindo Mancha Solar, ex-membro dos Novos Mutantes, além de Siryn e Rictor.
Sob a liderança de Cable, a X-Force adotou uma filosofia muito mais agressiva do que a dos X-Men. Em vez de buscar soluções pacíficas sempre que possível, a equipe priorizava eficiência e resultados, mesmo que isso significasse agir à margem da lei. Essa postura fez com que os dois grupos entrassem em conflito diversas vezes, especialmente durante a saga A Canção do Carrasco, quando Stryfe incriminou Cable pelo suposto assassinato do Professor X. Além de enfrentar seu maior rival, a X-Force também combateu uma nova versão da Irmandade de Mutantes Malignos e o poderoso Gideon, um mutante imortal que demonstrava um interesse particular por Mancha Solar.

Enquanto Cable se dedicava a impedir que o futuro devastado de sua linha do tempo se concretizasse, os integrantes da X-Force precisavam enfrentar seus próprios desafios. Míssil assumiu definitivamente a liderança da equipe, enquanto o grupo encarava ameaças como Reignfire, um misterioso ser de energia que aparentava ser uma versão corrompida de Mancha Solar. Após reconstruírem a relação com os X-Men, os mutantes passaram um período hospedados na Mansão X e enfrentaram a ofensiva liderada por Bastion contra a população mutante durante a saga “Operação: Tolerância Zero“.
Com o afastamento de Cable, a X-Force iniciou uma nova fase em “X-Force (1991) #70”, de John Francis Moore e Adam Pollina, deixando a Mansão X para percorrer os Estados Unidos. Durante esse período, a equipe passou por diversas mudanças em sua formação, recebendo antigos integrantes dos Novos Mutantes e novos aliados, como Moonstar, Caliban e Jesse Bedlam.
Uma das maiores transformações da equipe aconteceu após o encontro com Peter Wisdom, um agente secreto mutante britânico. Sob sua influência, a X-Force abandonou o perfil de grupo de jovens aventureiros e passou a atuar como uma unidade de operações especiais voltada para missões clandestinas. Nessa mesma época, o grupo também obrigou uma equipe de mutantes celebridades de um reality show a abandonar o nome X-Force, levando-os a adotar a identidade de X-Statix. Mesmo após a dissolução dessa formação, vários de seus integrantes voltaram a se reunir em diferentes momentos para auxiliar Cable e outros mutantes, incluindo durante os acontecimentos de “Guerra Civil”.

X-Force do Wolverine
Após os eventos de Dinastia M, quando Feiticeira Escarlate eliminou os poderes da maior parte da população mutante, Ciclope reuniu os sobreviventes para garantir a sobrevivência da espécie. A situação mudou novamente quando Hope Summers nasceu, tornando-se a primeira mutante a surgir após Dinastia M. Temendo que ela fosse alvo de inúmeras ameaças, Ciclope encarregou Wolverine de formar uma nova versão da X-Force, uma equipe secreta responsável por protegê-la durante a saga “X-Men: Complexo de Messias”.
Essa formação reunia mutantes especializados em rastreamento e combate, como X-23, Lupina, Caliban, Warpath e a alienígena Hepzibah. Enquanto Cable levava Hope Summers para o futuro a fim de mantê-la em segurança, a X-Force continuou desempenhando um papel essencial em sua proteção até o momento em que ela retornou ao presente como uma jovem heroína.
A partir de “X-Force (2008) #1”, de Craig Kyle, Christopher Yost e Clayton Crain, a equipe passou a atuar como uma força de operações clandestinas dedicada a eliminar as maiores ameaças aos X-Men. Sob a liderança relutante de Wolverine, o grupo enfrentou os Purificadores, uma organização extremista que perseguia mutantes, além do Conselho Humano, composto por antigos inimigos dos mutantes ressuscitados por Bastion com tecnologia alienígena.
A situação se agravou ainda mais quando a mutante vampírica Selene descobriu uma forma de trazer os mortos de volta à vida. Durante a saga “X Necrosha”, a X-Force precisou enfrentar um exército de mutantes ressuscitados. No fim dessa fase, Ciclope decidiu encerrar oficialmente as atividades da equipe secreta depois que os demais X-Men descobriram sua existência e os métodos extremos utilizados pelo grupo.

A Fabulosa X-Force
Embora Ciclope tenha decidido encerrar as atividades da X-Force, Wolverine acreditava que o mundo ainda precisava de uma equipe disposta a fazer o que os X-Men não podiam. Assim, com o apoio de Arcanjo e Betsy Braddock, ele manteve o grupo ativo em “Uncanny X-Force (2010) #1”, de Rick Remender e Jerome Opeña. Essa nova formação reuniu alguns dos agentes mais letais do universo mutante, incluindo o ciborgue morto-vivo Deathlok e ex-vítimas do Projeto Arma Plus, como Deadpool e Fantomex.
Uma das missões mais marcantes dessa fase ocorreu quando a equipe descobriu que o Clã Akkaba havia ressuscitado Apocalipse ainda na infância. Convencido de que o antigo vilão representava uma ameaça inevitável, Fantomex matou a criança. No entanto, utilizando seus próprios recursos, ele acabou trazendo o jovem de volta à vida e passou a criá-lo para que seguisse um caminho heroico, rompendo com o legado de destruição de Apocalipse.
Ao mesmo tempo, Arcanjo travava uma batalha constante contra a programação genética deixada por Apocalipse, que buscava transformá-lo em seu sucessor. Enquanto isso, Betsy Braddock também enfrentava seus próprios conflitos internos e, em um dos momentos mais dramáticos dessa fase, convenceu seu irmão, Brian Braddock, a matar Jamie Braddock, cujo desequilíbrio mental e poderes de manipulação da realidade colocavam inúmeras vidas em risco.
O fim dessa encarnação da X-Force aconteceu após Wolverine tomar uma decisão devastadora: matar seu próprio filho, Akihiro, que havia assumido a liderança de uma nova versão da Irmandade de Mutantes Malignos. O acontecimento marcou o rompimento definitivo da equipe.
Pouco tempo depois, Betsy Braddock organizou uma nova formação em “Uncanny X-Force (2013) #1”, de Sam Humphries e Ron Garney. O grupo contava com Tempestade, Fantomex, a guerreira Espiral e Puck, antigo aliado dos X-Men. Durante sua breve existência, essa versão da X-Force também resgatou Bishop, que havia perseguido Hope Summers através do tempo, libertando-o da influência corruptora do Urso Demônio e de Cassandra Nova.

Cable e a X-Force
Quase ao mesmo tempo em que Betsy Braddock liderava sua própria versão da X-Force, Cable retornou aos quadrinhos e reuniu uma nova equipe de mutantes foragidos em Cable and X-Force (2012) #1, de Dennis “Hopeless” Hallum e Salvador Larroca. Guiado por visões de um futuro catastrófico, o soldado viajante do tempo acreditava que apenas ações extremas poderiam evitar uma tragédia iminente. Para isso, reuniu Dominó e recrutou Colossus, Forge e Doutor Nemesis, um brilhante, porém instável, cientista mutante. Embora fossem tratados como criminosos por suas táticas radicais, essa formação acabou unindo forças com a equipe de Betsy Braddock, reconciliou-se com Bishop e enfrentou mais uma vez o retorno de Stryfe.
Depois que diversos integrantes deixaram ambas as formações, Cable e Psylocke decidiram unir os membros remanescentes em uma única equipe durante X-Force (2014) #1, de Si Spurrier e Rock-He Kim. Sob a liderança da dupla, Dominó, Doutor Nemesis, Hope Summers e Marrow enfrentaram ameaças como Mojo e o antigo aliado Fantomex, colocando novamente a equipe diante de dilemas morais e missões de alto risco.
Mais tarde, a chegada de uma versão adolescente de Cable alterou completamente o rumo da equipe. Para ajudá-lo a restaurar a linha do tempo, Míssil, Dominó, Warpath, Boom-Boom e Shatterstar reuniram a formação clássica da X-Force em “X-Force (2018) #1”, de Ed Brisson, Dylan Burnett e Juanan Ramirez. Juntos, eles enfrentaram novamente Stryfe e embarcaram em uma missão para salvar Rachel Summers, irmã de Cable, preservando o futuro da cronologia mutante.

X-Force de Krakoa
Quando Professor X e Magneto fundaram a nação mutante de Krakoa, a X-Force passou por uma de suas maiores reformulações. Em “X-Force (2019) #1”, de Benjamin Percy e Joshua Cassara, a equipe deixou de ser apenas uma força de ataque para se tornar a agência oficial de inteligência e operações especiais do governo de Krakoa. Sob a supervisão de Professor X, Fera e Jean Grey coordenavam as atividades da organização, contando com o apoio dos gênios mutantes Sage e Forge. No campo de batalha, Wolverine, Kid Ômega e Dominó lideravam as missões mais perigosas e sigilosas.
A equipe também incorporou aliados inesperados, incluindo Black Tom Cassidy, antigo inimigo dos X-Men que passou a utilizar seus poderes ligados à vegetação para atuar como chefe de segurança de Krakoa. Ao longo dessa fase, a X-Force enfrentou ameaças como a organização XENO, especializada em assassinos geneticamente modificados, e as forças vegetais da misteriosa Terra Verde, que buscavam expandir sua influência pelo mundo.
Com o passar do tempo, o grupo cresceu e recebeu novos integrantes, como Deadpool, Ômega Vermelho e Laura Kinney, também conhecida como Wolverine. No entanto, a maior ameaça à equipe acabou surgindo de dentro da própria organização. Gradualmente, Fera abandonou seus princípios e passou a tomar decisões cada vez mais extremas em nome da segurança mutante. O que começou como uma série de concessões morais evoluiu para uma verdadeira obsessão pelo controle.
Sua queda definitiva aconteceu quando ele criou clones irracionais de Wolverine para atuarem como assassinos particulares e produziu versões clonadas de si mesmo para auxiliá-lo em seus experimentos. Em seu momento mais sombrio, Fera desenvolveu uma arma baseada em um buraco negro com potencial para destruir Marte. Felizmente, seus planos foram frustrados por uma versão heroica clonada do próprio personagem, que ajudou os mutantes a deter a ameaça.
Mesmo após a derrota de Fera, a situação da X-Force permaneceu crítica. Enquanto a equipe tentava se reorganizar, Dentes de Sabre lançou um ataque brutal contra vários de seus integrantes. Ao mesmo tempo, a organização anti-mutante Orchis iniciou sua ofensiva mais devastadora contra Krakoa, dando início ao capítulo final da era mutante que havia transformado o mundo.

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Inglorious X-Force
Após a queda de Krakoa e a dispersão dos mutantes pelo mundo, a X-Force voltou a surgir em duas encarnações distintas, ambas criadas para impedir futuros catastróficos previstos por seus líderes.
A primeira nasceu quando Forge desenvolveu uma máquina capaz de revelar possíveis linhas do tempo. Convencido de que precisava agir antes que essas tragédias se concretizassem, ele reuniu uma nova equipe em “X-Force (2024) #1“, de Geoffrey Thorne e Marcus To. Ao seu lado estavam Sage, Capitã Britânia (Betsy Braddock), Rachel Summers, Colossus, Surge, mutante com poderes elétricos, e Deadpool. Apesar do enorme potencial, essa formação teve vida curta e enfrentou como principal adversária a misteriosa La Diabla, encerrando suas atividades pouco tempo depois.
Paralelamente, Cable voltou a recorrer aos métodos que marcaram sua primeira X-Force. Para impedir o assassinato de Kamala Khan, a heroína conhecida como Ms. Marvel, em um futuro possível, ele organizou uma nova equipe em “Inglorious X-Force (2026) #1”, de Tim Seeley, Jordan Blum e Michael Sta. Maria. Com a ajuda de Dominó, Cable recrutou a própria Ms. Marvel e surpreendeu ao reunir também aqueles que, segundo suas visões, poderiam ser responsáveis por sua morte: Arcanjo, Boom-Boom e Daken, que nessa fase empunhava os poderes demoníacos do Hellverine.
Enquanto investigava seus próprios companheiros para descobrir quem representava a verdadeira ameaça, Cable conduziu a equipe contra velhos inimigos, como Sr. Sinistro e a Frente de Libertação Mutante, que havia retornado às atividades. Repetindo a filosofia que deu origem à primeira X-Force, ele acreditava que apenas medidas extremas tomadas no presente seriam capazes de impedir que o pior futuro possível se tornasse realidade.

Ao longo de mais de três décadas de publicações, a X-Force passou por inúmeras reformulações, mas sua essência permaneceu a mesma: fazer o que os X-Men não estavam dispostos a fazer para proteger os mutantes e o mundo. De grupo de jovens idealistas a uma força de operações secretas, a equipe se tornou uma das organizações mais controversas e influentes da Marvel.
Independentemente do caminho escolhido, a trajetória da X-Force nos quadrinhos mostra que, quando a sobrevivência da espécie mutante está em jogo, sempre haverá alguém disposto a cruzar a linha que os X-Men jamais ultrapassariam.
Imagem Destacada: Divulgação/Marvel


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