De TikToker a It Girl do Pop: um ano após o lançamento de ‘Addison’, destrinchamos o fenômeno musical que quebrou barreiras com uma equipe de produção totalmente feminina
Addison Rae ganhou destaque inicialmente como criadora de conteúdo no TikTok, onde acumulou mais de 88 milhões de seguidores.
No entanto, ela logo expandiu seus horizontes para a atuação e o mercado musical, trilhando um caminho que culminaria em seus dois projetos fonográficos: o EP “AR” e seu aclamado álbum de estreia, “Addison”.
Hoje, além de ser headliner de grandes festivais, como Coachella, Lollapalooza Brasil e Primavera Sound, a artista é vista como uma grande promessa do pop atual e, talvez, a Britney Spears da Geração Z. Mas o caminho até a aclamação da crítica não foi linear.
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O início na música: o impacto de “Obsessed” e o EP AR
Em 18 de agosto de 2023, Rae lançou seu EP de estreia após um hiato instigante. Seu single de estreia, “Obsessed”, lançado originalmente em 2021 quando ela ainda era vista apenas como uma influenciadora digital, deveria ter sido o pontapé inicial de um projeto que acabou engavetado por um tempo.
Mesmo com a produção de grandes nomes do cenário musical, a faixa não caiu no gosto popular de primeira e foi rejeitada pela crítica por ser considerada um pop “sem identidade”.
A reviravolta começou com o lançamento oficial do EP “AR”, que trouxe um frescor inesperado para a música pop.
O projeto incluiu uma versão oficial de “Nothing On (But The Radio)” — música originalmente descartada por Lady Gaga —, além de outras três faixas, incluindo uma colaboração com a cantora e compositora britânica Charli XCX, grande amiga de Addison.
Em entrevista à Vogue em 2023, Addison expressou seu desejo de ter “controle total para fazer exatamente como eu imagino”, citando o EP como a “nota final dos últimos anos” e o “degrau para frente” em sua carreira.
De fato, Charli XCX desempenhou um papel crucial na formação dessa nova jornada musical.
O álbum “Addison”: produção 100% feminina e estética anos 2000

O amadurecimento completo veio com o álbum “Addison”, lançado em 6 de junho de 2025 pela Columbia Records — mesma gravadora de Slayyyter e de diversos outros artistas do mainstream.
O disco foi produzido por Elvira Anderfjärd e Luka Kloser, que também coescreveram as músicas com Rae, consolidando uma equipe 100% feminina na linha de frente da produção musical.
O rebranding de Addison Rae foi meticuloso. Adotando uma estética inspirada nos anos 2000 — tendência em alta na moda e na cultura pop —, ela construiu uma imagem autêntica de It Girl.
Com direito a piercing no umbigo, salto alto, fones com fio e uma atitude magnética, ela ditou tendências, como a mesma canta na faixa “Headphones on”: “eu comparo minha vida a uma nova it girl”.
Aclamação da crítica e indicação ao Grammy

O impacto cultural foi imediato. O álbum “Addison” apareceu em diversas listas de melhores do ano, sendo eleito o melhor disco de 2025 por veículos de peso como The Fader e The Washington Post.
A Pitchfork, uma das revistas de música mais difíceis de agradar, chamou o disco de estreia da artista de “um dos mais esperados do ano”.
A consagração na indústria veio com a primeira indicação de Addison Rae ao Grammy na 68ª edição anual do prêmio, na categoria de Melhor Artista Revelação.
A Academia de Gravação logo a abraçou como uma de suas novas favoritas, promovendo diversos shows exclusivos e até mesmo imprensa para o álbum com a artista no Grammy Museum.
Além disso, Addison, Anderfjärd e Kloser foram reconhecidas pela Variety com o prêmio The Future Is Female, celebrando o feito de quebrarem o teto de vidro ao escreverem, produzirem e interpretarem um álbum indicado ao Grammy inteiramente por conta própria.
O futuro da artista: “Agora sou apenas Addison”

Essa transição e amadurecimento, inclusive, já vinham sendo sinalizados de forma misteriosa na internet: os anúncios na loja online da artista descrevem o trabalho como “o primeiro e último álbum de Addison Rae“, sugerindo uma virada definitiva em sua identidade artística.
A explicação para o enigma foi dada por ela mesma em entrevista à revista Elle: “Sinto que ultrapassei Addison Rae… Agora sou apenas Addison.”
Celebrando o primeiro ano de lançamento do disco, Addison provou não ser apenas uma estreia comercial, mas o manifesto de uma artista que soube ditar as regras do próprio jogo e construir sua identidade.
O pop da Geração Z definitivamente ganhou uma nova dona.
Imagem Destacada: Divulgação/Instagram (@addisonraee)


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