Os finais trágicos conseguem serem bons e surpreendentes ou eles só ferram com toda a história?
Sabemos que a vida não é feita de morangos e borboletas na barriga, beijos que quebram maldições, vilões que tem finais terríveis e os viveram felizes para sempre. Alguns tem finais trágicos e outros são simplesmente terríveis, horríveis, tristes, ruins. Mas isso não quer dizer necessariamente que eles sejam de fato ruins, não. Isso quer dizer que eles quebram as expectativas e fazem o herói e protagonista bonzinho se ferrar, seja ele sofrendo ou alguém com quem ele se importa sofrendo, ou até mesmo com ele tendo que viver com uma consequência, sem conseguir salvar o mundo, por exemplo.
Finais trágicos, quando bem escritos, podem ser bem interessantes, ainda que possam causar uma revolta no leitor. Mas, quando bem encaixados, dá para relevar e entender os motivos que chegaram àquele final. Esses finais são mais comuns em thrillers, então vou deixar esse gênero de lado nessa lista para que ela fique mais interessante.
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A Culpa é das Estrelas
Escrito por John Green, conta a história de Hazel e Gus, ambos estão com câncer e desde o começo do livro já tem aquela dúvida que eles possivelmente vão morrer para a doença. O que é algo que já esperamos, e ainda assim desde o seu lançamento continua sendo um dos finais mais marcantes, até porque parece que quem vai morrer é a protagonista, Hazel, e a morte do Gus foi uma quebra de expectativa ENORME, sim, ele estava doente também, mas ele sempre demonstrava estar melhor do que a Hazel.
Se bem que no final do livro ainda dá a entender que talvez ela não sobreviva, já que continua com o câncer. Assim, a possibilidade de outros finais trágicos permanece em aberto.
Mesmo tendo destroçado vários corações e tido um aumento significativo em lenços de papel na época em que foi lançado o livro deixa algumas boas lições como aproveitar os pequenos infinitos que temos e apreciar os momentos que ainda temos com as pessoas, porque nunca sabemos quando vai ser a última vez…

A Breve Segunda Vida de Bree Tanner
Escrito por Stephanie Meyer, esse livro narra a história de Bree, uma vampira recém-criada que faz parte do exercito de Riley e Victoria. A história é da perspectiva de uma garota nova jogada em um mundo que ela não escolheu estar e tendo que fazer algo pelo qual ela não queria, estava obrigada a lutar por algo que ela nem queria participar. Ela era boa demais para aquele mundo vampírico. Acontece que a menina ainda se apaixona pelo Diego, o braço direito de Riley, e junto com ele descobre algumas mentiras, como o fato deles não se desintegrando quando tocam na luz do sol.
Ela juntamente com o Diego, descobrem sobre os Volturi meio que sem querer quando Jane, Alec, Felix e Dimitri se encontram com Victoria e Riley e dão carta branca para eles destroçarem com o clã Olympic. No final, eles tem as piores decisões possíveis. Diego insiste em conversar com o Riley e tirar a história a limpo, e ela pior ainda, mesmo podendo fugir com o seu amigo Fred, insiste em ir para a batalha só na esperança de ver o Diego, que nessa altura do campeonato já estava mais do que morto. Enfim, ela foi burra nessa e acabou pagando com a sua breve segunda vida vampiresca.
Ainda assim a garota quase se tornou uma Cullen honorária, e créditos para ela por ter passado todas as informações para o Edward antes dela ser “camisa de saudade” do Fred.
O final nós já sabíamos como seria porque ele é um ângulo diferente da história de Eclipse e o destino da personagem já estava traçado. Ainda assim dá para passar raiva com as decisões BURRAS que ela teve na história. Não é como se fosse um grande mistério que o Diego estava morto, então, era uma tragédia evitável.

APROVEITE JÁ
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Paris & Roma
Escrito por Ana Laura Moura é o livro nacional que entrou para a lista. Esse daqui apresenta a perspectiva de duas personagens a Luna e a Bella, onde se viaja pelo passado e pelo presente das personagens, vendo o desenvolvimento amoroso. A tragédia já começa quando o livro se passa nas décadas de 50 à 70, quando não havia muita liberdade para a comunidade LGBT+ como um todo, não eram acolhidos, entendidos ou aceitos, não que hoje sejam, mas era ainda pior, a repressão, o ódio, e isso é mostrado no livro, principalmente quando podiam contar com “os nossos”.
O livro já é repleto de red flags em relação à Luna, que é uma personagem um pouco, entenda-se “pouco” como muito, egoísta. Ela coloca os sonhos e desejos dela à frente dos outros, inclusive dos de Bella. E até mesmo estaria disposta a colocar seu sonho à frente da própria filha, se Bella não a impedisse.
A Bella aceitou muita coisa que com certeza doía para ela, só para ter o amor de sua vida por perto, e no final, ela paga da pior forma. Agride um policial em uma batida de polícia em um bar lésbicas de New York, é presa e mantida em carcere, e aos poucos, vai definhando lá dentro, e pode-se ver que o brilho do sol dela vai se apagando e a beleza da lua vai sumindo, até que eventualmente ela morre por intoxicação de gás que estava vazando.
O mais triste foi saber que Luna desejou a sua morte enquanto ela ainda via um pouco de esperança, porque a incerteza de ver ou não o seu maior amor era difícil demais para Luna. E com isso feito, não havia mais brilho ou beleza no mundo, talvez um raio de esperança em sua filha.

Imagem Destacada: Divulgação/Editora Intrínseca (Gerada por Inteligência Artificial)


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