Reinos dividos podem conviver em paz com a união dos monarcas?
Em “A Ascensão dos Reis”, da trilogia “Príncipe Cativo”, a escritora C.S. Pacat, por ter morado em diversos lugares no mundo como em Tóquio, no Japão e Perúrgia, na Itália, tem uma noção multicultural interessante que aplicou em seu livro. Ela começou na escrita com a trilogia em questão, mas também escreveu outros livros como “Ascensão das Trevas”, a série de graphic novel “Fence”, além de ter contribuído com a DC Comics.
“A Ascensão dos Reis” é o último livro da saga. A história continua com o final do segundo livro, quando um exercito de Akielon e um antigo amigo do príncipe Damen está de frente para a muralha onde Damen e Laurent se abrigando, e vendo que o herdeiro legítimo está vivo, eles agora tem um motivo a mais para lutar, e com isso o segredo de que Damen é na verdade o assassino do irmão de Laurent é finalmente revelado para ele.

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A trama desse livro se desenrola com os dois tendo seus próprios exércitos e sendo tratados como iguais, uma vez que Damen restaura o seu status de príncipe e deixa de ser um escravo. E, como iguais, ambos os príncipes usam o símbolo de escravidão de Damen, que era as pulseiras douradas, Damen ficando com uma e Laurent com a outra. Para além disso, eles unem forças para poder destronar tanto o Kastor no sul, quanto o Rei Regente no norte. E ambos juntos conseguiram conquistar o território que fica no meio dos reinos e longe das capitais. Ainda assim há desconfiança nessa nova aliança.
“— Não. Escute-me Damianos. Estamos cavalgando para Akielos porque o príncipe de Vere decidiu levar a luta dele para seu país. É Akielos que vai sofrer nesse conflito. E quando as batalhas terminarem e Akielos estiver exausta pela luta, alguém vai tomar as rédeas do nosso país. Assegure-se de que seja você. O príncipe de Vere é bom demais comandando pessoas, bom demais em manipular as pessoas à sua volta para conseguir as coisas do jeito que quer.”
Conforme a trama se desenvolve, o relacionamento deles se estreitam, ao ponto de Laurent finalmente mostrar suas intenções e emoções para Damen, mas seria possível ser sinceridade ou apenas uma estratégia já avisada? Mas não importa, porque para Damen, ele confiava em Laurent e estava disposto a dar o seu coração ao homem por quem havia se apaixonado.
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“— Eu odiava você — disse Laurent. — Eu o odiava tanto que achei que fosse sufocar. Se meu tio não tivesse me detido, eu teria matado você. Depois você salvou minha vida, e toda vez que eu precisava de você, você estava lá, e odiei você por isso também. (…) — Não brinque comigo — disse Laurent —Eu… não tenho os meios para… me defender contra isso.”
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O livro tem um final excepcional, com alguns acontecimentos tristes, mas muito satisfatórios. Os personagens evoluem e amadurecem muito desde o primeiro livro para o último, não tendo um minuto em que você fique sem se perguntar se Laurent está tramando algo contra Damen, ou se ele de fato está se entregando àquela paixão, o assassino do seu irmão e o seu amor.
Imagem Destacada: Divulgação/Plataforma 21



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