Há pouco mais de dois meses, falei aqui sobre 3 eventos no Rio de Janeiro para o público geek, e eis que ontem finalmente pude conferir um deles: o Brasil Game Cup! O evento é uma “extensão” do Brasil Game Show, uma das principais convenções para o público gamer no Brasil. Sem a BGS em terras cariocas desde 2011, foi com entusiasmo que recebemos o novo evento, focado nos campeonatos de e-sports, mas que também prometia outras atrações, como concurso de cosplays, desenvolvedores nacionais de games indie, exposição de consoles históricos e outras. Pude conferir um pouco do segundo de três dias de evento (que termina hoje, 9 de abril) e compartilho hoje algumas impressões que tive da experiência, que no final das contas, foi bem além dos torneios.

Consoles clássicos da exposição “A Evolução do Videogame”

1 – Eu deveria ter preparado meu bolso.

E foi no Centro de Convenções Sul América que se espalharam as diversas atrações.  Logo de cara, notam-se os diversos stands de patrocinadores e lojas, que vendiam camisas e acessórios com as mais variadas estampas e colecionáveis da temática geek/nerd/gamer. A livraria Saraiva também estava lá com uma ótima seleção.

É claro que seria ingenuidade achar que não haveria com o que gastar, mas o problema era que logo no BGC, seria uma ótima oportunidade de rolarem preços mais camaradas. Principalmente na Saraiva, não foi o que aconteceu. Ao menos, o conteúdo das lojas menores (com preços mais “normais”, por assim dizer) era extremamente criativo, e dava vontade de levar absolutamente tudo.

Outra observação quanto a preços era da alimentação. As opções eram moderadamente variadas e salgadas. Salgadas, digo nos preços. Esta já era de se esperar. Pelo menos eventos no Rio de Janeiro adoram fazer isto (leitores Brasil afora: comentem).

2 – Felizmente levei câmera

Há muito para registrar no Brasil Game Cup. A exposição Evolução do Videogame traz um acervo de consoles das mais diversas gerações e fabricantes. Além de ver as relíquias de uma das melhores invenções da humanidade, igualmente divertido era observar a reação dos gamers mais jovens com suas melhores caras de “Vocês jogavam com isso?”. Não só os consoles tradicionais estavam expostos, bem como diversos portáteis.

O melhor motivo para levar seu melhor smartphone ou câmera, no entanto, eram os cosplays. Embora fossem relativamente poucos, o concurso Cosplay Zone Kinoplex rendeu a parte mais divertida do evento. No palco principal, os onze competidores desfilaram e recebiam notas de três jurados – dentre eles, a experiente Yuki Cosplay.

À direita Yuki Cosplay, jurada do concurso e à esquerda a vencedora do dia.

3 – Eu deveria ter levado um mapa… se houvesse um!

Pela página do Facebook da BGS, quem não larga o celular (como eu) podia acompanhar em tempo real os eventos e palestras que aconteciam ao longo do dia. No entanto, não havia uma divisão clara das diversas áreas, tampouco sinalização.

Uma das coisas que mais gostaria de conferir, o Indie Meeting aconteceu em algum local no cosmos e na existência… e morreu! Enquanto vocês se perguntam se no céu tem pão, pelo menos os stands dos jogos independentes estavam lá para quem quisesse conferir e até jogar alguns deles. Era empolgante ver a criatividade e o apelo nostálgico dos indies brasileiros!

4 – Um pouco de (muita) paciência e um monte de nostalgia

Outra atração muito legal era a Arena Free Play: 50 arcades variados para quem quisesse jogar. OK, haviam máquinas demais com “The King of Fighters”, mas ainda eram variadas para os mais jovens conhecerem e os mais velhos, como o autor, se perderem na nostalgia. Enquanto não precisávamos de fichas para jogar, era só preciso paciência para esperar sua vez. Mas se você fizesse questão de jogos mais novos, era só ir à área da Saraiva para jogar no Xbox One, PlayStation 4 e PCs. Lá, mais paciência ainda… talvez fosse hora de haver alguém tomando conta, porque infelizmente faltava um tanto de solidariedade em alguns gamers.

No final das contas, a Brasil Game Cup foi uma maneira razoável da Brasil Game Show mostrar que não esqueceu do Rio de Janeiro. Enquanto o evento ainda tem muito o que melhorar, trouxe boas opções para quem não quisesse ficar apenas assistindo aos torneios. O evento conseguiu divertir, e esperamos que ele tenha vindo para ficar.