Por trás de sustos e sangue, alguns filmes de terror trazem mensagens e críticas sociais importantes
Assistir a filmes de terror muitas vezes significa esperar por gritos, matanças ou criaturas e situações assombradas. Em outras palavras, os fãs do gênero sabem que vão precisar lidar com o medo. Porém, muitos filmes dos diversos subgêneros do horror/terror conseguem explorar outros temas, quase sempre levantando questões filosóficas e trazendo alguma crítica social. Confira a seguir 5 indicações de filmes de terror com significados ocultos que vão além dos sustos:
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Madrugada dos Mortos (2004) – Diretor: Zach Snyder

A excelente releitura de Snyder para o clássico de apocalipse zumbi de George A. Romero desenvolve narrativa própria, com mais ação e criaturas mais ágeis e menos caricatas. Mas mantém como pano de fundo simbólico a crítica ao consumismo já presente na obra de Romero, ao colocar um shopping como abrigo seguro diante do apocalipse zumbi.
O Orfanato (2007) – Diretor: J. A. Bayona

Nessa sensível coprodução mexicana e espanhola, Laura (Belén Rueda) compra o prédio do orfanato onde passou a infância e vai viver lá com o marido e o filho Simón (Roger Príncep). O menino passa a imaginar e a contar histórias perturbadoras e acaba desaparecendo. Quando Laura entra na busca para encontrá-lo, o filme de terror psicológico traz uma discussão sobre perda e luto, e o quanto isso pode obscurecer a percepção da realidade e impedir alguém de enxergar a verdade, mesmo que ela esteja mais próxima do que parece.
A Hora do Mal (2025) – Diretor: Zach Cregger

Um dos filmes de terror mais aclamados de 2025, “A Hora do Mal” impressiona pela quantidade de temas sociais que o roteiro consegue abordar. Claramente, dá para identificar críticas ao etarismo, à indústria da beleza e seus inúmeros procedimentos estéticos, e como as aparências enganam. E quando a professora Justine (Julia Garner) se torna culpada pelo sumiço das crianças, mesmo sem qualquer prova objetiva e direta, o longa levanta uma importante crítica social em tempos de desinformação e redes sociais. Ou seja, é mais importante culpar alguém do que buscar a verdade.
Arraste-me Para o Inferno (2009) – Diretor: Sam Raimi

A bancária Christine (Alison Lohman) busca o sucesso profissional, e numa tentativa de impressionar o chefe, decide negar a prorrogação do empréstimo de uma idosa. A partir daí a mulher lança sobre Christine uma desesperadora maldição sobrenatural. O desenrolar da história a partir de um banco é uma crítica explícita ao controle do capital sobre nossas vidas. Mas além disso, a cena do vômito pode ser interpretada como uma alusão à bulimia, uma vez que a personagem tem a preocupação de se encaixar em padrões sociais e estéticos.
mãe! (2017) – Diretor: Darren Aronofsky

Esse filme de terror psicológico de Darren Aronofsky é um dos mais debatidos do gênero desde seu lançamento, em 2017. Na trama, a mãe (Jennifer Lawrence) vive uma rotina tranquila mas cheia de renúncias com um poeta (Javier Bardem) em crise criativa. Essa aparente tranquilidade é quebrada com a chegada de convidados inesperados que trazem o caos completo. A alegoria bíblica é óbvia e foi explicada pelo diretor e elenco na época do lançamento. Mas a obra traz diversas outras questões, entre elas uma reflexão ácida sobre a figura do artista egocêntrico e machista, em constante necessidade de validação.
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Imagem Destacada: Divulgação/Universal Pictures


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