7 de dezembro de 2019

fikdik Livros queridos para todos os gostos

Hoje, nosso FikDik tá meio “Literando”, afinal quero compartilhar com vocês cinco livros que adoro, super recomendo à qualquer pessoa, por terem me contagiado com sua narrativa. Na lista abaixo, dois são produtos nacionais riquíssimos e os demais são estrangeiros, sendo um deles uma antologia. Então vamos às indicações?!

  • A Batalha do Apocalipse – Eduardo Spohr
Foto: Divulgação.

Confesso que já me perdi no tempo com esse livro, além de ter lido ele em dois dias – sim, eu o devorei – fiquei horas me divertindo com o Glossário no final dele. Para quem não conhece, o Eduardo Spohr é carioca, formado em comunicação social pela PUC-Rio, especializando em mídias digitais, e é professor e consultor de roteiros. Em “A Batalha do Apocalipse” você encontrará uma inquietante história, obviamente sobre o bíblico apocalipse, com tramas e lugares antes nunca cogitados em sua mente.  Há que goste muito, como eu, e há quem ache agradável. Então vou deixar a descrição/sinopse para você ter uma breve ideia do que te aguarda na leitura.

Descrição/Sinopse: Há muitos e muitos anos, tantos quanto o número de estrelas no céu, o paraíso celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o Dia do Juízo Final. Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas. Único sobrevivente do expurgo, Ablon, o líder dos renegados, é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na Batalha do Armagedon, o embate final entre o céu e o inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro da humanidade. Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano, das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval, A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana – é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, repleto de lutas heroicas, magia, romance e suspense.

 

  • Antologia da Literatura Fantástica – Org.: Adolfo Bioy Casares, Jorge Luis Borges e Silvina Ocampo
Foto: Divulgação.

Esse é daqueles livros com milhares de histórias fantásticas, algumas resumidas em apenas uma frase que faz você questionar a realidade. Ele foi organizado por três amigos depois de uma conversa sobre seus autores preferidos e aí saiu a “Antologia da Literatura Fantástica”. Além de um acabamento lindo, que dar gosto de ter o livro na estante de casa, cada uma das histórias valem a pena.

Descrição/Sinopse: “Antologia da Literatura Fantástica” reúne desde estrelas da literatura fantástica, como Kafka, James Joyce, Julio Cortázar e Guy de Maupassant, até autores pouco conhecidos, como o chinês Tzu Chuang. Fiel à escolha editorial dos organizadores, os 75 contos presentes em Antologia da literatura fantástica foram traduzidos para o português direto do espanhol, como na primeira edição espanhola, visando reforçar o conceito da seleção de textos feita pelo trio. Como diz Bioy Casares no prólogo escrito para a reedição de 1965: ”Numa noite de 1937, conversávamos sobre literatura fantástica, discutíamos os contos que nos pareciam melhores; um de nós disse que, se os reuníssemos e acrescentássemos os trechos sobre o gênero anotados em nossos cadernos, obteríamos um bom livro. Fizemos esse livro” . A obra conta ainda com textos de apoio do tradutor Walter Carlos Costa e da veterana Ursula Le Guin, célebre autora norte-americana de ficção científica.

 

  • A Dádiva – Lewis Hyde
Foto: Divulgação.

Esse é voltado mais para quem tem o espírito criativo ou quer ter esse espírito. Difícil falar desse livro sem filosofar um pouco sobre a arte, a criação, a liberdade e o autoconhecimento. Ao contrario do que possam esperar, quando leem a frase “Como o espírito criador transforma o mundo”, essa não é obra de auto ajuda, é sobre a psique humana através da criação. O resto, só lendo mesmo. O que posso afirmar, é que – clichê – esse foi um dos livros que mudou a forma como eu olho o mundo, o meu trabalho e para mim mesmo.

Descrição/Sinopse: Um clássico moderno, “A Dádiva” é uma brilhante defesa do valor da criatividade e de sua importância em uma cultura cada vez mais governada pelo dinheiro e abarrotada de produtos. A partir de referências à história, à literatura e à antropologia, Hyde constrói seu argumento de que a obra de arte é uma doação, e não uma mercadoria, e mostra como o “comércio do espírito criativo” funciona na vida dos artistas e na cultura como um todo.

 

  • Selvagens – Don Winslow
Foto: Divulgação.

“Capítulo 1: Vai se foder.” É exatamente assim que começa o eletrizante “Selvagens” que deu origem ao filme, de mesmo nome, dirigido por Oliver Stone, lançado em 2012. Drama e ação não faltam nessa obra de linguagem/tradução fácil e acessível à qualquer um. Entre momentos de tensão e tesão – sim, é bem sexual – você se apaixona tão facilmente quanto cria ódio por alguns personagens. A selvageria humana é tão forte e complacente que me fez o ler em apenas um dia (quando eu tinha tempo de ler sem parar).

Descrição/Sinopse: Ambientalista e filantropo nas horas vagas, Ben comanda um negócio de venda de maconha em Laguna Beach. Ao lado de seu parceiro, o ex-mercenário Chon, ele fatura lucros consideráveis e mantém uma clientela fiel. No passado, quando seu território foi invadido, Chon tratou de eliminar a ameaça. Agora, porém, os dois amigos parecem estar diante de uma força da qual não podem dar conta: o Cartel de Baja, do México, que quer tomar a região, e avisa que não aceitará uma negativa como resposta. Quando os rapazes se recusam a ceder, o cartel reforça a advertência sequestrando Ophelia, companheira e confidente dos dois. O sequestro de O. deflagra uma gama alucinante de negociações habilidosas e reviravoltas inacreditáveis que deixarão os leitores ansiosos para descobrir o custo da liberdade e o preço de um grande barato.

  • Capitães da Areia – Jorge Amado
Foto: Divulgação.

Deixei minha paixão por ultimo e acho que não preciso falar que Jorge Amado é uma dos maiores e melhores escritores brasileiros de todos os tempos né? “Capitães da Areia” eu li pela primeira vez no ensino médio, há mais ou menos 8 anos atrás, e de lá pra cá ele se tornou o livro que mais reli na vida. Com trajetórias tão poéticas e apaixonantes, traçadas numa narrativa “ficcional” de denúncia, num dos cenários mais famosos do país, essa obra é um marco literário e pessoal. #EuAmoCapitãesdaAreia

Descrição/Sinopse: Publicado em 1937, pouco depois de implantado o Estado Novo, este livro teve a primeira edição apreendida e exemplares queimados em praça pública de Salvador por autoridades da ditadura. Em 1940, marcou época na vida literária brasileira, com nova edição, e a partir daí, sucederam-se as edições nacionais e em idiomas estrangeiros. A obra teve também adaptações para o rádio, teatro e cinema. Documento sobre a vida dos meninos abandonados nas ruas de Salvador, Jorge Amado a descreve em páginas carregadas de beleza, dramaticidade e lirismo.

 

Fico por aqui apaixonado pela minha lista de livros indispensáveis e recomendados. Vale lembrar que as Descrições/Sinopses foram tiradas do site da Saraiva onde pode encontrar todos os livros para comprar. Boa leitura e até o nosso próximo FikDik.

Paulo Olivera é mineiro, Gypsy Lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, Bombril na vida profissional e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

Show Full Content

About Author View Posts

Avatar
Paulo Olivera

Paulo Olivera é mineiro, Gypsy Lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, Bombril na vida profissional e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

Previous Crítica: Heróis da Galáxia – Ratchet e Clank
Next No Escurinho: Crítica – Maravilhoso Boccaccio

Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close

NEXT STORY

Close

Crítica: Han Solo: Uma História Star Wars

16 de maio de 2018
Close