Ex-presidente recebeu 112 votos favoráveis ao banimento em julgamento que analisou denúncias sobre uso indevido de recursos do clube.
Andrés Sanchez do Corinthians voltou ao centro das atenções na noite desta segunda-feira, 25 de maio de 2026. O futebol respira drama, mas poucas vezes os bastidores do esporte assistiram a uma reviravolta tão impactante quanto a que ocorreu no clube alvinegro. Em uma sessão extraordinária que começou sob o calor dos protestos da torcida e terminou com o veredito implacável das urnas, o Conselho Deliberativo do Sport Club Corinthians Paulista riscou do seu quadro de associados um dos nomes mais influentes, polêmicos e vitoriosos de sua história recente: Andrés Sanchez está oficialmente expulso do Timão.
No jargão da bola, foi uma daquelas faltas duras, sem direito a revisão do VAR, que tiram o craque do campeonato e mudam completamente os rumos da temporada. Para Andrés, que já foi o “todo-poderoso” mandatário do clube e liderou a conquista da tão sonhada Copa Libertadores e da Arena em Itaquera, o apito final na vida política do clube veio da forma mais melancólica possível.
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Andrés Sanchez do Corinthians: Os números do julgamento
Quando a bola rolou para a votação aberta no Parque São Jorge, o clima era de decisão de campeonato. Ao todo, 167 conselheiros estiveram presentes para definir o destino político do ex-dirigente. Sob intensa pressão da Fiel Torcida, que estendeu faixas contundentes nos arredores da sede social exigindo o “fim da impunidade”, o placar final não deixou margem para dúvidas.
- 112 votos a favor da expulsão imediata.
- 49 votos contrários ao banimento.
- 6 abstenções.
Com uma maioria esmagadora de 112 votos contra 49, o Conselho seguiu de forma fiel a recomendação oficial que já havia sido desenhada pela Comissão de Ética do Corinthians. Ambas as partes tiveram 20 minutos de sustentação oral para defender suas teses antes que as mãos se erguessem, mas o destino já parecia selado pelos fantasmas do passado.
O motivo da expulsão: O cartão corporativo que virou vilão
Se dentro de campo os erros custam gols, fora dele eles custam a reputação. O estopim para a queda definitiva de Andrés Sanchez foi a investigação rigorosa sobre o uso de cartões corporativos do clube para despesas estritamente pessoais durante as suas gestões à frente do Corinthians (2007-2011 e 2018-2020).
A denúncia apresentada aponta que os gastos injustificados nos cofres alvinegros somam o montante expressivo de R$ 480 mil. O Ministério Público já monitorava o caso, sustentando acusações graves que transitam entre apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsificação de documento tributário.
Para a Comissão de Ética e para a ampla maioria do Conselho, o uso do patrimônio do clube para fins particulares feriu de morte o estatuto corinthiano. O argumento de defesa de que os gastos estariam conectados à representação institucional do clube não resistiu à auditoria interna. No fim, o dinheiro que deveria blindar o clube acabou se tornando a arma que desestruturou o império político do ex-dirigente.
A repercussão nas arquibancadas:: “Quem prejudica o clube não nos representa”
Quem pensa que a política do Corinthians é feita apenas dentro de salas com ar-condicionado esquece o DNA do clube do povo. Desde o último final de semana, a torcida organizada e os torcedores comuns já jogavam junto com a oposição pelo banimento de Andrés. Faixas com dizeres fortes como“Conselheiros, honrem o Corinthians”, “Chega de interesses pessoais” e “Não há mais espaço para tolerância. A Fiel exige respeito” deram o tom do clamor popular.
Após o anúncio do resultado dos 112 votos favoráveis, o ambiente nos arredores do Parque São Jorge foi de alívio e comemoração por parte dos torcedores que aguardavam a definição do lado de fora. Para muitos, a saída de Andrés representa a virada de página definitiva de um modelo de gestão que, embora vitorioso em títulos no início, deixou como herança uma dívida bilionária que o clube tenta quitar até hoje.
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O fim de uma era: O balanço de um legado dividido
Andrés Sanchez não foi um presidente qualquer. Ele assumiu o Corinthians no pior momento de sua história centenária, em 2007, logo após o traumático rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Sob o seu comando inicial, o Corinthians se reergueu, contratou ninguém menos que Ronaldo Fenômeno, faturou títulos e mudou de patamar financeiro e de infraestrutura.
Porém, o futebol cobra juros altos por erros de gestão. O seu segundo mandato (2018-2020) foi marcado por crises financeiras agudas e pelo crescimento exponencial da dívida da Neo Química Arena. A expulsão desta segunda-feira carimba o fim de um ciclo de quase duas décadas onde a figura de Andrés se misturava com o próprio destino do clube.
O Corinthians agora tenta olhar para frente, buscando uma blindagem institucional e novos mecanismos de governança para que episódios de desvios financeiros com cartões corporativos fiquem trancados no passado. Para Andrés Sanchez, resta o isolamento político e o peso de um placar de 112 a 49 que o baniu do clube que ele um dia jurou dominar. O jogo político acabou, e o veredito é definitivo: o ex-presidente está fora do Corinthians.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por inteligência artificial


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