Hope é o filme mais caro já feito no cinema coreano e reúne Hwang Jung-min, Jung Ho-yeon e participações de Michael Fassbender e Alicia Vikander como criaturas alienígenas
Um vilarejo pacato transformado em zona de guerra contra criaturas vindas do espaço: é isso que o novo trailer de “Hope” promete entregar, e a julgar pelas imagens, ninguém sairá ileso. O longa marca o retorno de Na Hong-jin (“O Lamento”) aos cinemas depois de quase dez anos afastado das câmeras, e chega cercado de expectativa — e também de polêmica.
Do tigre solto ao caos alienígena
A trama se passa em Hope Harbor, uma cidade litorânea fictícia situada nas proximidades da zona desmilitarizada da Coreia. Tudo começa de forma relativamente banal: moradores relatam a possível presença de um tigre pela região, e o chefe de polícia local, Bum-seok, é acionado para investigar. Mas o que parecia um simples chamado da fauna selvagem rapidamente se revela algo muito maior — e muito mais aterrorizante — quando criaturas alienígenas começam a atacar a comunidade.
O trailer intercala cenas de destruição, corpos espalhados e perseguições tensas pela floresta com flashes rápidos de uma nave alienígena cortando o céu, deixando claro que Na Hong-jin decidiu misturar seu estilo característico de suspense sujo e visceral com um espetáculo de ficção científica em grande escala.
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Um time de peso, coreano e internacional
À frente do elenco estão Hwang Jung-min, como o atrapalhado chefe de polícia Bum-seok, e Jung Ho-yeon — a Sae-byeok de “Round 6” —, como a policial Sung-ae, dura e determinada a caçar a criatura que ameaça a cidade. Zo In-sung completa o trio principal como um caçador que se aventura pela floresta proibida da DMZ atrás dos visitantes indesejados.
Já nos bastidores das criaturas estão nomes conhecidos de Hollywood: Michael Fassbender, Alicia Vikander e Taylor Russell aparecem no filme como os próprios alienígenas, praticamente irreconhecíveis sob camadas de efeitos visuais e vozes alteradas.
A produção mais cara já feita na Coreia do Sul
Reza a lenda, ou melhor, os números, que “Hope” custou cerca de 50 bilhões de wons, algo em torno de 33 milhões de dólares, tornando-se a produção mais cara da história do cinema sul-coreano. É também o primeiro longa em língua inglesa dirigido por Na Hong-jin.

Amor e ódio em Cannes
“Hope” estreou mundialmente na mostra competitiva do Festival de Cannes deste ano, arrancando uma ovação de pé de seis minutos — e, ao mesmo tempo, dividindo profundamente crítica e público. Parte da imprensa saudou o filme como um futuro clássico cult, elogiando a câmera virtuosa e o ritmo alucinante; outra parte o descreveu como cansativo, repetitivo e questionou até sua presença na disputa pela Palma de Ouro. Um consenso, no entanto, existe: ninguém saiu indiferente.
A recepção controversa não assustou o mercado. Ainda durante o festival, a vendedora coreana Plus M fechou negócio com cerca de 200 territórios, um recorde para uma produção do país — e um sinal de que a aposta em Na Hong-jin segue forte, independentemente da opinião dos críticos.
Quando estreia
Hope chega primeiro às telas sul-coreanas em 15 de julho. Nos Estados Unidos, a Neon lança o filme em 9 de setembro de 2026. Uma data de estreia no Brasil ainda não foi confirmada, mas deve estar presente no Festival de Cinema do Rio de Janeiro ou na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, já que mabos acontecem nos meses de setembro, outubro e novembro.
Imagem destacada: Divulgação/NEON


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