Hoje, a mulher pode claramente manter relações sexuais sem a necessidade de comprometer-se e não deixar que este fato interfira em seu cotidiano. Afinal, não há nada demais nisso. É algo natural a mulher e o homem copularem. Quando ela se encanta por um homem específico, com o qual possui relação sem que esse a queira emocionalmente, muito do seu enamoramento tem raízes encontradas nos aparelhos ideológicos do Estado, tais como a Igreja, Família, Mídia e Escola que as ensina a serem submissas e não livres. Esses aparelhos mostram a elas desde crianças o que é errado para o sistema.
A liberdade deveria ter conexão com o ato sexual em si, ligado à ação natural da própria existência do ser humano que coloca a mulher ao lado do homem como ela deseja e não transformada em produto comercial disfarçado de liberdade sexual.
São muitos séculos de dominação masculina e, por esse motivo, ainda há um terrorismo psicológico inconsciente que a faz crer ter feito algo absolutamente errado. E através desse processo, a paixão por quem não a quer é uma forma de punição dela para consigo mesma. Pois só pode(ria) haver sexo com compromisso, a não ser que ela vista a capa da mulher dominadora, da sedutora e incrível fêmea também imposta por todos os aparatos que trabalham para que a mesma acredite ter se libertado.
Conheça quatro autores e suas obras que abordam de forma mais ampla toda a questão da dominação masculina:
- Bourdieu, Pierre – A Dominação Masculina
O autor mostra como a estrutura da dominação se estabelece, se naturaliza e se eterniza.
- Wolf, Naomi – O Mito da beleza
A autora denuncia as estratégias da indústria da beleza e como elas podem minar com a resistência psicológica feminina.
- Dowling, Colette – Complexo de Cinderela
A autora aborda o desejo psicológico de ser cuidada que está enraizado nas mulheres.
- Muraro, Rose Marie – Os seis meses em que fui homem
A autora foi uma das brasileiras que mais lutou pela construção de uma identidade feminina.
Por Susana Savedra


Dale empoderamento!! livros muito ricos, certamente irei ler a Rose Muraro – ali na glória tem um centro cultural com o nome dela, até conheci a filha dela por lá, deve ser um bom livro – evoé!!