“Backstage” é uma série canadense voltada para o público infanto-juvenil. Um drama adolescente produzido por Brian Irving, o seriado é uma obra de Jennifer Pertsch e Lara Azzopardi.

Ambientado na concorrida e prestigiada Escola de Artes de Keaton, uma porta de entrada para o mundo do sucesso, o programa conta a história de alguns alunos da escola, todos com grande talento para alguma das artes. Explorando variados talentos artísticos, a série mostra o dia a dia dos estudantes e sua jornada a conquista do objetivo maior – o sucesso na área aonde eles querem atuar. De cara, a série apresenta os típicos personagens que têm poder de prender o público: melhores amigas cativantes e unidas, uma vilã egocêntrica e “perfeitinha”, o menino bonito e gente boa, a menina do interior tímida e muito talentosa (lembrando vagamente a eterna protagonista do filme que foi febre da Disney, “Camp Rock”), o aluno engraçado e fofoqueiro, um menino metido e desconfiado, porém de bom coração, uma personagem mais séria e sarcástica e professores bem caricatos e relacionáveis, entre outros. Inúmeros desafios são enfrentados pelos personagens ao longo da trama e namoros, acidentes, amizades em jogo, doenças, primeiros amores e rivalidade são alguns dos assuntos abordados em “Backstage” que marcam a caminhada desses estudantes.

Apesar de clichê, a série entrega pontos bem legais e aborda assuntos sérios, sempre de forma leve, para as crianças e pré-adolescentes. Um exemplo disso é (alerta de spoiler) o fato do personagem Miles (Josh Bogert) – o menino bonito e gente boa – enfrentar um problema grave de saúde, o que não é muito comum vermos em seriados infanto-juvenis que passam em canais como Disney Channel e Nickelodeon. 

Uma característica interessante é que, durante todos os episódios, os alunos muitas vezes aparecem dando seus depoimentos de situações ocorridas para a câmera, falando diretamente com o espectador (a mesma forma que pode ser vista em programas como “Masterchef”, “Keeping Up With the Kardashians”, entre outros). Isso faz com que o espectador entenda o que está passando na cabeça deles e enxergue planos os quais não conseguiria caso não existisse. Apesar de algumas vezes as interpretações nesse plano serem um pouco forçadas, ele agrega a narrativa e mostra adolescentes como eles são e pensam, às vezes, fazendo aquilo que eles não queriam por mero orgulho, em alguns momentos expressando uma raiva não dita, entre muitas outras situações.

É difícil ler a sinopse de “Backstage” sem lembrar de uma das inúmeras obras de sucesso de Dan Schneider, “Brilhante Vitória”. Apesar disso, não é possível achar os seriados muito parecidos na prática. Eles têm uma pegada diferente, apesar da temática semelhante e de quererem atingir o mesmo público.Um conteúdo divertido e bom para passar o tempo, é uma ótima escolha para a faixa-etária que quer atingir. “Backstage” não subestima seus telespectadores e entrega um conteúdo honesto e cativante, que até pessoas mais velhas e que não são o público-alvo conseguem relaxar e entrar na história. A série não apresenta nada muito revolucionário, mas entrega o que promete e segue o padrão do sucesso.

Exibida em seu país de origem pelo “Family Channel”, no Brasil e em diversos outros países, como Estados Unidos, Espanha, México e Portugal, a série é exibida pelo “Disney Channel”, canal de inúmeros seriados infanto-juvenis de sucesso. Além disso, no Brasil, a série também está disponível na Netflix. Com episódios de, em média, 22 minutos, a série está em andamento e em renovação.

E aí, já assistiu “Backstage”? Se sim, gosta? Se não, é pelo fato de não ser o público-alvo? Caso não seja o público-alvo, te lembrou de algum programa que assistia quanto tinha a idade do público dela? Conta para a gente nos comentários!

Abaixo, confira o trailer:


Por Carolina Sá


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2 thoughts on ““Backstage”, seriado infanto-juvenil exibido pelo Disney Channel, entrega o que promete

  1. Nossa, a resenha está perfeita – digo como quem acabou de assistir o episódio 30 da segunda temporada!
    Apesar de eu ter passado da faixa etária, com meus 21 anos, eu me apaixonei pela narrativa. Os conflitos, dúvidas, medos e sonhos são fáceis para se comparar. Um ponto que gostaria de destacar é a forma como não temos um personagem totalmente ‘mocinho’ e muito menos totalmente “vilão”. Isso faz com que os personagens sejam realísticos. Espero muito que tenha terceira temporada.

    P.S.: Aguardando ansiosa

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