Clássico dos anos 80 adaptado em anime integrará catálogo do streaming
A animação “Banana Fish” está chegando no catálogo da Netflix em diferentes regiões, entre elas o Brasil. A série animada lançada em 2018 é um dos títulos mais lembrados e celebrados de sua temporada, adaptando o mangá homônimo clássico dos anos 80. Completa em 24 episódios, é mais uma oportunidade para os otakus brasileiros e fãs da série assistirem a obra, até então licenciada apenas pela Prime Video.
Produzido pelo estúdio MAPPA e baseado na obra de Akimi Yoshida, o anime conquistou reconhecimento por transportar para os dias atuais a história criada pela mangaká, preservando os principais acontecimentos da obra original enquanto atualizava elementos tecnológicos e o contexto histórico. O resultado foi uma adaptação elogiada tanto por leitores antigos quanto por novos espectadores, tornando-se rapidamente um dos grandes destaques de 2018.
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O elenco de voz conta com Uchida Yuuma — Souma Kyou de “Fruits Basket”, Fushiguro Megumi de “Jujutsu Kaisen”, e Uenoyama Ritsuka de “Given” — e Nojima Kenji — Okazaki Tomoya de “Clannad”, Ginoza Nobuchika de “Psycho Pass”, Ikki de Fênix em “Os Cavaleiros do Zodíaco” — nos papéis principais.
A história de “Banana Fish”

A trama acompanha Ash Lynx, um jovem de 17 anos conhecido por sua inteligência excepcional e por liderar uma gangue nas ruas de Nova York. Apesar da pouca idade, Ash vive sob a influência do poderoso mafioso Dino Golzine, de quem tenta se libertar enquanto investiga o significado da expressão “Banana Fish“, as últimas palavras pronunciadas por seu irmão Griffin, um veterano da Guerra do Vietnã que retornou ao país em estado de profundo trauma psicológico. A busca por respostas leva o protagonista a descobrir que o termo está ligado a um segredo capaz de envolver organizações criminosas, interesses políticos e um experimento de consequências devastadoras.
À medida que a investigação avança, Ash passa a ser perseguido por diferentes grupos interessados em controlar ou esconder a verdade sobre Banana Fish. A narrativa acompanha sua tentativa de sobreviver a sucessivas conspirações, confrontos entre gangues e disputas pelo poder no submundo nova-iorquino, combinando cenas de ação, suspense e estratégias elaboradas. Ao longo dessa jornada, o protagonista também precisa enfrentar os traumas de seu passado e as marcas deixadas pelos abusos sofridos durante a infância, elementos que aprofundam sua construção como personagem.
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É nesse contexto que Ash conhece Eiji Okumura, um jovem assistente de fotógrafo japonês que viaja aos Estados Unidos para acompanhar uma reportagem sobre gangues urbanas. Alheio ao universo do crime organizado, Eiji acaba sendo arrastado para os acontecimentos e se torna um dos poucos em quem Ash deposita confiança. A amizade entre os dois cresce em meio aos perigos da investigação e funciona como o principal eixo emocional da história, oferecendo momentos de humanidade e esperança em contraste com a violência constante que cerca os protagonistas.
Embora haja uma polêmica a respeito de sua classificação enquanto uma obra boys love (BL), por conta da profunda relação entre Ash e Eiji, a obra foge dos moldes tradicionais do gênero. Em vez de priorizar o romance como foco da narrativa, a história constrói um vínculo marcado pela confiança, pelo afeto e pelo apoio mútuo em meio a uma trama repleta de violência e desconfiança misantrópica — tudo isto em contexto de drama policíaco e conflito entre gangues.
Imagem Destacada: Divulgação/Netflix


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