Em entrevista para a Woo!, Cecilia Lorca relembra sua trajetória como escritora, comenta o lançamento de “Elizabeth Montclair e os Exodusters” e compartilha reflexões sobre leitura, pesquisa e persistência
Cecilia Lorca é uma escritora independente e uma professora de biologia aposentada, que guardou o seu sonho de infância e juventude e após a sua aposentadoria é que começou a publicar os seus livros. Sendo um exemplo de que nunca se é tarde para ter novos sonhos e novos começos, e aprender coisas novas, tendo novos desafios. “Elizabeth Montclair e os Exodusters” é o seu novo lançamento, já tendo publicado mais de onze livros e sendo uma sequência de outra obra sua, mas isso ela mesma vai falar por si só.
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Confira a Entrevista Abaixo:
Lipe Machado (L.M.): O seu livro mais recente aborda o velho oeste. Como foi para você mergulhar nesse mundo?
Cecilia Lorca (C.L.): Eu sempre amei um faroeste e escrevi meu livro “O Destino de Elizabeth Montclair” aos 14 anos. Perdi, sofri e em 2017 sonhei com a protagonista e resolvi reescrever. Em 2020 sonhei outra vez com ela e fiz a continuação: “Elizabeth Montclair e os Exodusters”. Eu pesquiso profundamente para deixar a história fidedigna.
L.M.: Você chegou a usar algum personagem histórico real em seu livro? E como foi fazer a pesquisa de ambiente?
C.L.: Sim, nesse meu último, “Elizabeth Montclair e os Exodusters” vários personagens foram heróis, como Benjamin “Pap” Singleton, Charlton H. Tandy e a líder apache Lozen. Assim como no primeiro livro.

L.M.: Quais desafios centrais ou os que você acha que são mais importantes que a sua personagem teve que passar? Pode nos dar um pequeno Spoiler?
C.L.: Elizabeth é preocupada com justiça e está sempre procurando confusão. Quer salvar alguém de uma enrascada, confrontas pessoas poderosas, buscando ajudar quem precise de proteção.
L.M.: Existe um pouquinho da sua profissão acadêmica em seus livros? Como bióloga.
C.L.: Sempre tento comentar algo sobre sustentabilidade e ecologia, mas o que mais se aprofundou nesse quesito foi o livro “Angela e a Cama de Pedra”, em que a protagonista é bióloga.
L.M.: Quem ou os “quems” que te inspiram a escrever?
C.L.: Não sei como se deu. Desde pequena eu e a minha irmã pensávamos em publicar um livro. Eu escrevi muitas poesias e acabei deixando em gavetas. Foi após minha aposentadoria que resolvi entregar minhas histórias para o mundo.
L.M.: Como professora qual você acha que seria o melhor estímulo para que tenhamos novos leitores?
C.L.: A leitura é muito importante pra estimular o gosto por livros. Mesmo que seja um gibi, o importante é motivar a criança. Os professores devem ajudar os estudantes com livros leves e pertinentes com a faixa etária. Depois introduzir os clássicos.
L.M.: Além de romance do velho oeste você já escreveu sobre outros livros. Existe algum deles que seja especial para você?
C.L.: Tenho 11 livros publicados e um em revisão. Acho difícil elencar apenas um, porém vou citar o “Muito Além do Palácio Vermelho”, posto que escrevi com toda a minha alma.
L.M.: Agora que lançou o seu novo livro, tem algum novo projeto profissional ou literário? Quem sabe ambos.
C.L.: Como escrevi anteriormente, terminei meu décimo segundo livro: “Um Vento Morno Andaluz”
A história se passa na Espanha na época da Guerra Civíl, década de 1920 à 1930. Foi inspirado na vida de minha avó, todavia é uma ficção e não uma biografia.
L.M.: Existe alguma obra que você levou para a vida? Não precisa ser um livro, mas alguma lição que você acha importante e que te impactou.
C.L.: Quando era menina li “O Morro dos Ventos Uivantes” e realmente fiquei impactada. Será sempre meu livro favorito e já li 3 vezes.
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L.M.: Como já escreveu vários livros. Tem alguma dica que gostaria de compartilhar com quem está começando?
C.L.: O meu conselho é nunca esmorecer. Escrever é difícil, um trabalho de formiguinha e demora muito para ter um reconhecimento. Mesmo complicado, sem ganhar o que deveria, pois quase não se ganha, e ter que divulgar até a exaustão, é preciso paciência e resiliência. Buscar uma rede de apoio, com outros escritores para dar suporte é essencial. Desistir, jamais!
Imagem Destacada: Divulgação/Gerado por inteligência artificial


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