Acontece agora em setembro o festival “CineFantasy”, que está em sua 7º edição depois de uma pausa de 5 anos. Serão seis dias de muita fantasia e aventura!!

O festival trará filmes , palestras e atrações especiais. Além da exibição de filmes o Festival conta com diversas atividades paralelas, incluindo palestras com o diretor Victor Hugo Borges, da serie animada Historietas Assombradas (para Crianças Malcriadas); com escritor e roteirista Raphael Draccon, das trilogias Dragões de Éter e Legado Ranger, além da série da Rede Globo SuperMax; e com Irana Gaia, sob o tema De R’lyeh às montanhas da loucura.


Um dia, perguntaram para para George R. R. Martin (Crônicas de Gelo e Fogo) porque a fantasia é tão importante hoje, e a sua resposta foi emocionante:

A melhor fantasia é aquela que é escrita na linguagem dos sonhos. É tão viva como os sonhos, mais real do que o real … pelo menos por um momento … aquele longo momento mágico antes do despertar. A Fantasia é prata e escarlate, azul-índigo e anil, raiada de ouro e lápis-lazúli. A realidade é de madeira prensada e de plástico feito de lama castanha e de um verde pardo. A fantasia tem sabor de habaneros e de mel, de canela e cravo-da-índia, de carne vermelha exótica e de vinhos tão doces como o verão. A realidade são feijões e tofu e, no fim, apenas cinzas. A realidade são as casas destriptease de Burbank, as filas de chaminés de Cleveland, um parque de estacionamento em Newark. A fantasia são as torres das Minas Tirith (de J. R. R. Tolkien), as velhas pedras de Gormenghast, as paredes de Camelot. A fantasia voa nas asas de Ícaro, a realidade na Southwest Airlines.

Por que é que os nossos sonhos ficam bem menores quando finalmente se tornam realidade? Penso que lemos livros de fantasia para encontrarmos de novo as cores. Para experimentar sabores fortes e picantes, ouvir as canções que as sereias cantavam. Há qualquer coisa de velho e de verdadeiro na fantasia que fala para algo de profundo que existe em nós, para a criança que sonhou que um dia iria caçar nas florestas da noite, banquetear‑se debaixo das ravinas de uma montanha, e encontrar um amor que durasse para sempre em algum lugar ao sul do reino de Oz e a norte de Shangri-la.

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Por Jaqueline da Silva