Como Mágica aposta no básico, mas conquista com personagens e emoção
“Como Mágica”, nova animação da Netflix, é o tipo de filme que entende exatamente o seu público. Sem tentar reinventar o gênero, a produção entrega uma história simples, direta e eficiente, especialmente pensada para o público infantil, com uma mensagem clara sobre amizade.
A trama acompanha duas espécies fictícias, os Pookoo, que lembram pequenos roedores, e os Javan, semelhantes a pássaros. Naturalmente rivais, eles seguem uma premissa bastante conhecida nas animações, duas espécies que não se dão bem, mas que, ao longo da jornada, acabam desenvolvendo laços e mudando essa realidade. É um caminho previsível, até clichê, mas que funciona dentro da proposta. E aqui, isso não é um problema, porque o filme nunca tenta ser mais do que precisa.

O que realmente chama atenção é a construção dos personagens. Mesmo dentro de uma narrativa simples, o desenvolvimento é bem conduzido, criando conexões genuínas com o público. A direção de Nathan Greno mostra segurança ao organizar esse universo, com cenários visualmente ricos e bem trabalhados. O design é um dos pontos altos, contribuindo diretamente para a imersão e tornando o filme visualmente envolvente do início ao fim.
O roteiro, assinado por John Whittington, Christian Magalhães e Robert Snow, também surpreende em momentos pontuais. Existe um plot twist que foge do óbvio e um arco de vilão que não é entregue de forma previsível, o que adiciona uma camada extra à narrativa. É um cuidado que nem sempre aparece em produções voltadas ao público infantil e que aqui faz diferença.
Além disso, o filme reforça constantemente o valor da amizade, sem soar forçado. A ideia de que juntos somos mais fortes é trabalhada de forma honesta, algo que, apesar de clássico, nem sempre é bem executado nas animações atuais. Nesse sentido, “Como Mágica” acerta ao manter sua mensagem clara e consistente.
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Outro destaque está na dublagem. Na versão original, Michael B. Jordan dá voz ao protagonista Ollie, trazendo carisma ao personagem. Já na versão brasileira, Renan Freitas mantém essa energia, garantindo uma adaptação competente e acessível para o público local.
No geral, “Como Mágica” é uma animação que não tenta ser complexa, mas acerta no que se propõe. Com bons personagens, visual caprichado e uma mensagem importante, é um filme que funciona para todas as idades, mas especialmente para crianças, que vão encontrar aqui uma história envolvente e cheia de significado.

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