Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

CRÍTICA (2): BOM COMPORTAMENTO

Avatar de Convidado Especial
Convidado Especial
27 de outubro de 2017 4 Mins Read
O prazo dos laços fraternais no frenesi da marginalidade

22712633 1985124395064984 5756023923554224548 o

Em uma sociedade cada vez mais histriônica, amortecida por doses cavalares de adrenalina, o homem amontoa sobre si uma rotina degenerada de deveres e compromissos. É a metanfetamina socializada de nossos tempos, que espreme o indivíduo em uma jaula de abstrações efervescentes.

Esta é a tônica de Connie (Robert Patinsson) que se empenha para resgatar o irmão capturado pela polícia após ambos terem assaltado um banco.

Os jovens irmãos Safdie dirigem o trabalho salientando recuos e progressões de câmera em planos que perseguem a face das personagens ou específicos objetos cenográficos. Um fator que pode cansar os menos habituados a experimentalismos do tipo e fascinar os paladares mais incomuns.

Dados esses particulares enquadramentos, resta as margens da tela serem adornadas suavemente pelo contexto das comunidades que integram realidades suburbanas. Tíbias e indigentes. Cadeias, hospitais, casas compactas, urbanização modesta, cantos sujos mergulhados na penumbra, quando maquiadas pela sonoplastia em notas de longa duração (crescem conforme o clímax), que sugerem ao espectador que a missão de Connie é uma ação delirante, percebemos o funcionamento das cenas. As lentes miram os personagens em momentos em que esses dirigem a atenção e o olhar para fora do panorama da tela. Surge no público a sensação de curiosidade, que deseja participar do contexto de insegurança e suspeita que o gueto expira em todo lugar.

Foi primando pela apresentação de papeis que sugerem a todo momento que a história está imersa em uma realidade humana periférica, dados os problemáticos personagens que sempre estão fora do eixo comportamental (a menina drogada e irresponsável, o palerma traficante de ácido, a balzaquiana desvairada, vítima do oportunismo de Connie) que somos impelidos a nos aproximar de Connie e Nick. Essa ambientação torna possível e até muito provável que eles sejam observados como dois náufragos chapados em uma realidade dopada. Em busca das migalhas de abstemia.

O trabalho tem êxito em fixar na narrativa a agonia. Condição pela qual somos arrastados ao clima de urgência que nasce e ali se firma unicamente pelo sentimento de responsabilidade de Connie. Fora da paranoia com o irmão, não há urgência alguma exterior que clame uma necessidade de auxílio a Nick (Benny Safdie) nos moldes do imediatismo delinquente.

good time mit robert pattinson

O foco deixa de pertencer a Connie como artífice de suas prioridades no tempo, e passa a ser ele a vítima de seus próprios encargos.

O psicólogo que acompanha Nick nas duas extremidades do longa, justamente delimita o intervalo confuso de seu paciente que anseia pela liberdade de escolher administrando os momentos de ensejo. Neste interlúdio, o ritmo é alucinante. Não nos moldes da resolução de conflitos em filmes de assalto. Mas na excelente cadência com que tempo e circunstâncias são distribuídos no impulsivo temperamento de Connie; lugar onde toda decisão parece não ser premeditada.

No desenrolar dos acontecimentos que se sobrepõem sem cortes drásticos, a montagem aproveita para privilegiar a dimensão de dependência afetiva entre os irmãos, ainda que distantes, em detrimento dos aspectos dissonantes entre os dois. A atuação de Patinsson e Safdie é concentrada no semblante dormente e letárgico de Nick contraposto ao vibrante e alvoroçado de Connie. Esse último mostra afeição aos cachorros como signo de fidelidade a seus companheiros. Enquanto Nick, admoestado pela sua visível limitação, busca autonomia. A viagem para Virgínia, a adoção de animais de estimação ou o desapego da experiência com a avó. O psiquiatra de Nick deixa entreaberto durante a consulta essa condição do personagem em sua própria fala sobre relevâncias e prioridades: O ovo ou a galinha? O ácido (droga) que Connie procura vender para pagar a liberdade do irmão é ainda mais barata e menos alucinógena que o próprio tempo e esforço investido no afeto familiar.

Somos fortemente levados a crer que a grande atmosfera febril quer permeia o longa é a exteriorização das consciências de Connie e Nick. Há curtos momentos em que assimilamos nossa observação do filme como Connie acompanhando o noticiário ou o reality show policial. É a conjunção reformada da pulsão vibrante de “Corra Lola! Corra!” (1998) com o zelo que Nicolas Cage tem pelo irmão em “A Outra Face” (1997).

“Bom Comportamento” é um gabarito de excelência para filmes que buscam a construção de cenas que conduzam, na marra, a audiência para um estado sensorial de euforia e pandemônio delineado na identidade de seus protagonistas. Não se faz necessário, neste caso, evocarmos como clássico, a obra que foge a curva do hodierno e marca determinado momento como o Festival de Cannes.

O trabalho dos jovens irmãos é mais um ingrediente na incubadora criativa do cinema, que pode nos revelar ainda mais como imagem e som abrem incontáveis possibilidades para que o público tenha a oportunidade de assimilar ficção e realidade. O tempo não suportaria mais o compasso psicodélico da diligência de Connie. A entrega devocional exige que um dos participantes lave o rosto na privada.

“Quem aqui já passou por isso cruze a sala.”


Por Bento Lessa

Reader Rating0 Votes
0
8.5

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

CinemaParis Filmes

Compartilhar artigo

Avatar de Convidado Especial
Me siga Escrito por

Convidado Especial

Outros Artigos

Piratas do Caribe Vingança Salazar
Anterior

Mais uma viagem pelos oceanos atrás de aventuras – Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar

rehost 2016 11 10 36d09226 fca0 4fd4 a0e4 38279c4d5c01
Próximo

Confira três concursos com edital aberto para publicação de livros

Próximo
rehost 2016 11 10 36d09226 fca0 4fd4 a0e4 38279c4d5c01
27 de outubro de 2017

Confira três concursos com edital aberto para publicação de livros

Anterior
26 de outubro de 2017

Mais uma viagem pelos oceanos atrás de aventuras – Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar

Piratas do Caribe Vingança Salazar

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade
    Banner
    Banner
    Banner

    Posts Recentes

    Poppy Rock in Rio 2026 Anúncio
    Poppy no Rock in Rio 2026 | Do Pop ao Metal Sem Medo de Mudar
    Nick de Angelo
    Crazy Taxi World Tour Sega - BGS
    BGS 2026 Pode Ter Grandes Jogos Inéditos Disponíveis Para Teste | Veja Os Principais Candidatos
    Gabriel Fernandes
    Folklore Taylor Swift August Instagram 1
    Folklore: A Inovação de um Triângulo Amoroso Criado por Taylor Swift
    DSD
    One Piece
    Crunchyroll e CCXP26 | One Piece é O Tema Oficial das Credenciais da CCXP26
    Roberto Rezende
    Dominic Monaghan O Senhor dos Anéis Lord of the rings o retorno do rei the return of the king prime video
    CCXP26 | A Vinda de Dominic Monaghan, o Merry de ‘O Senhor dos Anéis’
    Roberto Rezende

    Posts Relacionados

    Anne Hathaway - Diário da Princesa

    Anne Hathaway Tentou Trazer Julie Andrews de Volta a “o Diário da Princesa 3”

    Aimée Borges
    19 de agosto de 2026
    Sacrifice

    “Sacrifice” Mostra Anya Taylor-Joy Sequestrando Chris Evans

    Aimée Borges
    19 de agosto de 2026
    Coyote Vs. Acme Coyote 03

    “Coyote vs. Acme” Resgata A Essência De “Looney Tunes” Em Uma Divertida Mistura De Animação E Mundo Real

    Gabriel Fernandes
    18 de agosto de 2026
    Coraline Prime Video 1

    Coraline | Como Terror Inspirado em Alice Segue Dando Calafrios Após 20 Anos

    Ana Laura Moura
    18 de agosto de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx