Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica (2): Guerra Fria

Avatar de Luiz Baez
Luiz Baez
5 de fevereiro de 2019 3 Mins Read
“- Nosso primeiro filho.
– Um bastardo.”

0215518.jpg r 1920 1080 f jpg q x

Carregado de significado histórico, o termo “Guerra Fria“ refere-se, acima de tudo, ao período entre 1945 e 1991. No interim de dois eventos, isto é, o fim da Segunda Guerra e a dissolução da URSS, soviéticos e estadunidenses bipartiam o mundo nas chamadas zonas de influência. Tratava-se, por um lado, de uma verdadeira guerra, no entendimento de um conflito político-ideológico. A ausência de embates diretos, por outro, justifica a singular adjetivação: “fria”.

Nesse contexto situa-se o novo longa-metragem de Pawel Pawlikowski, vencedor do Oscar por “Ida” (2013). Ao longo de quinze anos, iniciados em 1949, o maestro Wiktor (Tomasz Kot) e a cantora Zula (Joanna Kulig) vivem a história de um amor impossível. Tal impedimento, por sinal, inaugura uma segunda “guerra fria” – desta vez, no campo das relações humanas. Não é mera reverência, portanto, o aceno de Pawlikowski à “Trilogia da Incomunicabilidade” de Michelangelo Antonioni, em especial ao seu último segmento (L’Eclisse, 1962).

Materializada em um bar chamado Eclipse, a alusão remete a um assunto em comum. Tanto o mestre italiano quanto o cineasta polonês atentam para as distâncias reais e simbólicas entre as suas personagens. Se, em “O Eclipse”, o mercado aparece como motor de desumanização, em “Guerra Fria” (Zimna wojna, 2018), o stalinismo promove semelhante efeito.

Tolidas as sensibilidades, uma reconciliação aparenta impossível. Nesse sentido, destaca-se um conjunto de sequências. Na primeira delas, Vittoria (Monica Vitti) acaba de rejeitar um beijo de Piero (Alain Delon). Em seguida, a protagonista se afasta, filmada de perto por Antonioni. Então para subitamente. Quando vira o rosto, nota sem demora: Piero não está mais ali. A frustração substitui o sorriso.

EclipseGuerraFria
No canto superior, Monica Vitti em cena de “O Eclipse” (1962). No inferior, Tomasz Kot e Joanna Kulig em cenas de “Guerra Fria” (2018).

Em “Guerra Fria“, por sua vez, Wiktor sequer olha para trás. Depois de muito esperar por Zula, cruza sozinho a fronteira alemã, rumo a Paris. De início, a câmera de Lukasz Zal (“Ida”) o acompanha, mas logo desiste. O fade to black – corte para a tela preta – decreta: a reconciliação se distancia a passos largos, como aqueles empreendidos pela personagem.

Por trás da reconciliação individual, no entanto, oculta-se um projeto maior. Desse raciocínio derivam outras duas acepções do título. Há, por exemplo, uma “guerra fria” entre o popular – o resgate do folk polonês – e o erudito –  a capital parisiense como símbolo do poético, do metafórico. Mais uma “guerra fria” deflagra-se, ainda, entre a arte – a criatividade do maestro Wiktor – e a política – as diretrizes do Partido Comunista, liderado por Josef Stalin.

Retomado o paralelo com “O Eclipse”, pode-se pensar em elementos antagônicos. Popular e erudito, arte e política seriam, nessa lógica, tão irreconciliáveis quanto Wiktor e Zula. Rapidamente, porém, o filme descarta tal hipótese. Desde o primeiro instante, afinal, registra-se a música folk com a estilização do “cinema de arte” – sobretudo no uso do preto-e-branco e da janela reduzida, recursos já presentes em “Ida”. Com sua cuidadosa direção, assim, Pawel Pawlikowski administra conflitos em mesma escala pessoais e coletivos. Um exemplo final enriquece o debate.

Pouco depois de Wiktor cruzar a fronteira, Zula o encontra em Paris. Eles discutem. Ela anda até o meio do quadro, mas, como Vittoria, volta-se para trás. Seu parceiro ainda está lá. Em “Guerra Fria”, enfim, a (re)conciliação é estética.

* O filme estreia dia 7 de fevereiro, quinta-feira.


Fotos e Vídeo: Divulgação/Califórnia Filmes

Reader Rating1 Vote
9
10

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

DramaFilme EstrangeiroMelhor Filme EstrangeiroOscar 2019Romance

Compartilhar artigo

Avatar de Luiz Baez
Me siga Escrito por

Luiz Baez

Carioca de 25 anos. Doutorando e Mestre em Comunicação e Bacharel em Cinema pela PUC-Rio.

Outros Artigos

ha3nm7hrli821
Anterior

“Vingadores: Ultimato” ganha teaser inédito

0287083
Próximo

Crítica: No Portal da Eternidade

Próximo
0287083
7 de fevereiro de 2019

Crítica: No Portal da Eternidade

Anterior
3 de fevereiro de 2019

“Vingadores: Ultimato” ganha teaser inédito

ha3nm7hrli821

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade
    Banner
    Banner
    Banner

    Posts Recentes

    Coiote ao lado de seu advogado no filme "Coiote vs. Acme". Imagem mistura animação 2D com live-action.
    Coyote vs. Acme | A Genialidade Explosiva que a Indústria Tentou Apagar
    Junior Fernandez
    supercombo rock in rio 01
    Rock in Rio 2026 | Supercombo Retorna Após Fazer Um dos Maiores Shows da Carreira no Festival
    Gabriel Fernandes
    Joaquín Freitas River Plate 01 Flamengo
    Flamengo Negocia Contratação Do Argentino Joaquín Freitas, Do River Plate
    Gabriel Fernandes
    Dolly Parton I Will Always Love You
    Dolly Parton | A História de “I Will Always Love You”
    Cesar Monteiro
    Youth
    “Youth” Põe Sharon Horgan aos 50, Divorciada e de Volta ao Caos dos Encontros
    Daniel Gravelli

    Posts Relacionados

    Coiote ao lado de seu advogado no filme "Coiote vs. Acme". Imagem mistura animação 2D com live-action.

    Coyote vs. Acme | A Genialidade Explosiva que a Indústria Tentou Apagar

    Junior Fernandez
    28 de agosto de 2026
    Asas Sombrias Estefania Tabata Entrevista 1

    Asas Sombrias | Estefania Tabata Em Um Papo Sobre Romance Fantástico Gótico e LGBT

    Lipe Machado
    28 de agosto de 2026
    O Outro Lado das Redes - Facebook

    “O Outro Lado das Redes” Transforma os Segredos do Facebook em Thriller de Aaron Sorkin

    Daniel Gravelli
    28 de agosto de 2026
    Adria Arjona Superman Homem do Amanhã 2

    Adria Arjona Treina Até Três Horas Por Dia Para Papel Misterioso em “Superman: Homem do Amanhã”

    Gabriel Fernandes
    27 de agosto de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx