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Crítica

Crítica (2): Kingsman – O Círculo Dourado

Finalmente chega às telonas uma das sequências mais aguardadas do ano. “Kingsman: O círculo dourado” é uma das grandes promessas de bilheteria de 2017, e não é para menos. O longa inspirado na História em Quadrinhos homônima foi um sucesso em sua estreia, deixando tanto os fãs de HQ quanto aqueles que curtem cinema de ação muito animados e ansiosos para sua continuidade.

A história narra a trajetória de Gary “Eggsy” (Taron Egerton) em um serviço secreto inglês – Kingsman – onde o rapaz, outrora sem perspectivas, aprende não só a ser letal, como também a ser um cavalheiro. Se no primeiro longa da franquia acompanhamos seu treinamento, nesta ágil sequência o protagonista se torna uma das únicas esperanças de existência do grupo. Isso pois a excêntrica vilã Poppy (Julianne Moore) praticamente extermina a entidade, permanecendo vivos somente Eggsy e Merlin (Mark Strong) (que não é um agente de campo, e sim de planejamento tático).

Juntos partem para os Estados Unidos atrás de pistas, chegando até a Statesman: Uma produtora de bebidas que também serve de faixada para outro grupo de agentes que atuam na terra do Tio Sam (tal qual a alfaiataria para a Kingsman na Inglaterra). O encontro entre essas duas filiais é traduzido de forma interessante em pequenas diferenças culturais (que são vistas no figurino, na linguagem e na atitude dos personagens).

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Partindo da Statesman, os agentes seguem em busca da organização do círculo dourado, principal suspeita de aniquilar a Kingsman. E aos poucos vão descobrindo o propósito por trás das investidas de Poppy.

Mesmo sendo a vilã, Poppy pode ser considerada a personagem mais cativante do filme: Excêntrica, mulher de negócios, fria, mas extremamente gentil. A arqui-inimiga dos protagonistas é uma narcotraficante que produz boa parte das drogas consumidas (em larga escala) no mundo. Em um esconderijo isolado ela acumula fortunas com seu rentável negócio. Obviamente que ser tão bem-sucedida e mesmo assim estar fora dos holofotes é uma condição nociva à sua natureza notadamente megalomaníaca, o que faz com que ela crie um plano vil em busca de reconhecimento, o que passa (necessariamente) pela legalização das drogas.

Mesmo com uma atmosfera descontraída, como manda o figurino de filmes de ação com boas doses de comédia, o longa traz a discussão sobre o quanto a questão das drogas precisa ser debatida de forma ampla e democrática. Isso se torna visível quando a narrativa mostra que é algo que alcança a todas as esferas sociais, e não pode ser tratada de forma higienista (ou desumana).

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Um dos principais trunfos do filme está em seu afinado elenco, que traz nomes como: Os ganhadores do Oscar Julianne Moore (em uma atuação consistente, como sempre), Halle Berry, Colin Firth e Jeff Bridges, além de nomes como Pedro Pascal, Mark Strong, Channing Tatum e o jovem Taron Egerton. Sob a direção de Matthew Vaughn, os atores atendem muito bem à proposta dinâmica trazida pelo roteiro do próprio diretor em parceria com Jane Goldman.

E por falar em dinamismo, as cenas de luta que permeiam todo o filme trazem em si um timing interessante, que fica por conta da coreografia em si, dos bons efeitos especiais (Steven Warner) e da trilha sonora (que mescla diferentes estilos musicais bem encaixados com a coreografia dos atores e câmeras). Uma crítica a trilha que pode ser feita é que se em certos momentos ela foi bem pensada, em outros ficou no clichê dos filmes de ação.

A direção de arte também merece destaque! Trabalhando em diferentes contextos soube trazer à cena referências inteligentes que afinavam os ambientes ao perfil dos personagens, ressaltando suas características até em pequenos detalhes. O filme tem, de forma geral, uma boa estética.

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Por fim, cabe uma crítica rotineira a filmes de ação que envolvem muitas pessoas armadas: Em certos momentos isolados se tornava visível que em condições normais os bravos mocinhos seriam aniquilados. Isso, pois em combates não coreografados os ataques são simultâneos, e quando não se tem cobertura as chances de fracasso aumentam. Em “Kingsman 2” é possível identificar cenas onde a coreografia deixa esse tipo de furo.

O filme conta ainda com um ilustre convidado especial… Leve, divertido mas (infelizmente) com uma participação um pouco exageradamente caricata.

A famigerada sequência é um filme muito direcionado a jovens e jovens adultos. Uma boa pedida para quem curte ação com direito a boas risadas.

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Se você quiser conhecer um pouco mais sobre este universo, não deixe de dar aquela conferida nesta matéria para entender melhor a louca relação dos filmes com os HQs.

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Geógrafa por formação, bailarina por amor e crespa por paixão, Lorena é uma estudante carioca que passa a vida em busca de soluções capazes de melhorar a qualidade de vida. Como boa taurina: é boa de garfo (e como come!) e amante das artes. Por isso se aventura em danças e circos para deixar a vida mais leve! Tem uma cabeça grande que nunca para de trabalhar e divide aqui na WOO suas loucuras e delícias.

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