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CríticaFilmes

Crítica (2): The Square – A arte da discórdia

Luiz Baez
27 de dezembro de 2017 3 Mins Read

The SquareEm 2008, Cannes apostou no à época desconhecido Ruben Östlund ao selecionar seu longa-metragem “Involuntário” (De ofrivilliga) para a mostra Un certain regard (UCR), seção do festival dedicada a uma cinematografia menos convencional. Apenas seis anos depois, a então promessa afirmou-se realidade. “Força Maior” (Turist, 2014) ganhou o Grande Prêmio do Júri da UCR e recebeu, ainda, uma indicação ao BAFTA – o “Oscar britânico” – na categoria de melhor filme em língua não inglesa. Apenas em 2017, no entanto, com “The Square: A arte da discórdia” (The Square), Östlund colocou-se definitivamente como um dos grandes nomes de sua geração.

Selecionado pela primeira vez para a competição principal do festival francês, o sueco desbancou os favoritos “120 batimentos por minuto” (120 battements par minute), de Robin Campillo, e “Loveless”, de Andrei Zvyagintsev, na disputa pela Palma de Ouro. Em “The Square”, vencedor daquele considerado por muitos o mais importante título do cinema mundial, o diretor e roteirista se propõe novamente a discutir a relação entre homem e natureza, tema de seu filme anterior. Enquanto, porém, em “Força Maior”, o fenômeno físico da avalanche despertava o instinto do protagonista, a catarse da nova personagem principal origina-se antes na alteridade, no encontro com o outro.

Desde os momentos iniciais, Christian (Claes Bang) se apresenta como um falso altruísta, dotado, na verdade, de pouca sensibilidade para enxergar o seu redor. O roteiro de Östlund cria, então, paralelismos para desmascarar o anti-herói: ele se sente ameaçado, mas depois ameaça; recusa-se a ajudar, mas depois precisa de ajuda. A verdadeira face de Chris revela-se aos poucos, principalmente nos engraçadíssimos diálogos com a jornalista Anne (Elisabeth Moss). Neles, ele se mostra uma pessoa com pouco respeito pelos outros, apesar de pregar a tolerância, e com limitada bagagem cultural, a despeito de trabalhar como diretor de um museu. O protagonista repete frases de efeito sobre o lugar da arte contemporânea, leituras rasteiras da obra de Marcel Duchamp, para justificar exposições cujo objetivo nem ele mesmo entende. Por isso, o fotógrafo Fredrik Wenzel (Força Maior) o filma com desconfiança, optando mais de uma vez por tomadas aéreas e movimentos circulares.

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Uma das instalações artísticas com curadoria de Christian justifica o título do filme. “The Square” consiste, literalmente, em um quadrado destacado no chão, dentro do qual as pessoas devem ajudar-se. Supostamente preocupada com o coletivo, a obra nada faz de concreto para reduzir a desigualdade. A essa pretensa arte engajada opõe-se Östlund. Por meio da montagem, feita em conjunto com seu recorrente colaborador Jacob Secher Schulsinger, ele insere planos de moradores de rua e deixa clara a sua mensagem: ainda que também estejam dentro de quadrados – os da calçada -, ninguém se preocupa com eles.

Se, por um lado, não se pode acusar o cineasta sueco de não se fazer entender, por outro, não há como não questionar seu excesso. Durante 142 minutos, cenas com o mesmo fim sobrepõem-se e nem sempre formam uma unidade coesa. Apesar de muitas funcionarem de forma memorável individualmente, como a incrível performance de Oleg (Terry Notary) e os já mencionados diálogos com a jornalista Anne, a repetição demove em parte o poder de cada sequência. O filme parece constantemente duvidar da capacidade de seu espectador e deixa pouco espaço para a reflexão. Nesse sentido, “The Square” cresceria em potência caso realizado com a sutileza e o subtexto de “Força Maior”.

De toda forma, Östlund oferece ao seu público um competente roteiro, enriquecido pela expressividade cômica de Moss, e um esperado domínio da linguagem cinematográfica. É decerto um bom filme, mas pouco para a Palma de Ouro.

*O filme estreia dia 4 de janeiro de 2018, quinta-feira.

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ArteCannesFestival de Cannes

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Luiz Baez

Carioca de 25 anos. Doutorando e Mestre em Comunicação e Bacharel em Cinema pela PUC-Rio.

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