Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica (2): Um Dia para Viver

Avatar de Luiz Baez
Luiz Baez
12 de junho de 2018 3 Mins Read
“Semper Fi”

u7lsz7Fm55b6gADlREimYl5moyoA expressão latina semper fi, abreviação de semper fidelis, sintetiza o espírito de união e parceria do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (United States Marine Corps). Traduzido literalmente como “sempre fiel”, o lema dos Marines evoca os valores de honra e lealdade vinculados à corporação. Nos momentos finais de “Um Dia para Viver” (24 Hours to Live, 2017), contudo, as palavras ganham outro sentido. Em vez de reforçarem as relações entre uma associação e seus integrantes, abalam suas estruturas. Quando a personagem Travis Conrad (Ethan Hawke) diz “semper fi”, não exprime, assim, sua fidelidade. De outro modo, percebe-se enganado pelos próprios princípios carregados pela expressão. Entre amizade e trabalho, há, e isto ele percebe tardiamente, uma distância quase intransponível.

Requisitado assassino de aluguel, Travis aproveitava as férias na Baía da Flórida até que Jim Morrow (Paul Anderson), seu antigo parceiro, o procurou para um serviço. A Montanha Vermelha, organização bilionária, oferecia uma vantajosa recompensa financeira para matar Keith Zera (Tyrone Keogh), delator com provas comprometedoras. Após aceitar o serviço, o protagonista seduz Lin Bisset (Xu Qing), agente da Interpol responsável por proteger Zera, e rouba dados de seu celular. A policial, no entanto, reage e atira contra o criminoso. Salvo por um procedimento de ressuscitação, Travis ganha uma sobrevida de 24 horas em troca de relatar as informações conseguidas. A experiência de quase-morte desperta nele, porém, uma indignação contra a violência dos empregadores. Resolve, portanto, vingar-se.

Apesar de aproximar o filme do terreno da ficção científica, a premissa da ressuscitação encontra paralelo na realidade. O uso de tal técnica para a guerra, como anuncia Wetzler (Liam Cunningham), chefe da Montanha Vermelha, relaciona-se a tentativas atuais de criar um soldado sem sono, denunciadas por Jonathan Crary no livro “24/7: Capitalismo Tardio e os Fins do Sono”. Colocar em questão a indústria por trás dos conflitos armados consiste, desse modo, no grande mérito da dupla Ron Mita e Jon McClain (“Robôs”) e de seu co-roteirista Zach Dean (“A Fuga”). O texto, redigido a seis mãos, não apresenta, entretanto, perspicácia semelhante à do argumento.

A problematização da violência prejudica-se, ainda, por uma direção repleta de contradições. O cineasta Brian Smrz (“Herói”), dublê de formação, parece reproduzir nas sequências de conflito a mesma desumanidade criticada pelo roteiro. Os flashbacks vividos pelo protagonista, contudo, demonstram o arrependimento diante da vida de mercenário. Nessas cenas, a tonalidade dessaturada da fotografia, aliada à dinâmica montagem, estabelece uma diferenciada identidade visual. Abre-se, com isso, um espaço, mesmo que mínimo, para a reflexão sobre as atitudes de Travis.

Já no comando dos atores, Smrz soma acertos e erros. Se, por um lado, consegue trabalhar bem a corporalidade de Hawke (“Sociedade dos Poetas Mortos”) e Qing (“Looper: Assassinos do Futuro”), não alcança o mesmo sucesso em cenas mais estáticas. Não só os dois, mas o elenco como um todo falha em complexificar suas personagens. Talvez apenas o diálogo final, entre Travis, Jim e Wetzler, confira ao conjunto alguma carga dramática.

Ao mesmo tempo que se entrega ao gênero, por fim, “Um Dia para Viver” o revigora. Com discussões sobre indústria bélica, xenofobia e força da classe trabalhadora – ainda que criminosa -, o longa-metragem pincela um cenário político e atual em meio a vigorosas sequências de ação. Nada, infelizmente, se aprofunda, mas a latente subversão já acrescenta ao filme algo além de clichés do cinema convencional.

* O filme está em cartaz desde a última quinta-feira, dia 7. 

Reader Rating0 Votes
0
5

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

AçãoFicção CientíficaSuspense

Compartilhar artigo

Avatar de Luiz Baez
Me siga Escrito por

Luiz Baez

Carioca de 25 anos. Doutorando e Mestre em Comunicação e Bacharel em Cinema pela PUC-Rio.

Outros Artigos

russica 2018
Anterior

8 lugares para curtir a Copa do Mundo no Rio de Janeiro

Caderno de Sara poster
Próximo

Crítica: O Caderno de Sara

Próximo
Caderno de Sara poster
14 de junho de 2018

Crítica: O Caderno de Sara

Anterior
12 de junho de 2018

8 lugares para curtir a Copa do Mundo no Rio de Janeiro

russica 2018

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    The Who inventou o Heavy Metal
    Roger Daltrey endossa Deep Purple e crava que o The Who inventou o Heavy Metal
    Cesar Monteiro
    Backrooms A24 4
    Backrooms | Como um Pesadelo da Internet Conquistou Hollywood
    Enzo Lang
    CT Cidade Vozao Ceara Futebol
    Ceará Fecha Feriado Com 100% de Aproveitamento nas Categorias de Base
    Clarice Bezerra
    Rise Against Vocalista 1 Banda Estara Rock in Rio 2026
    Rock in Rio 2026 | Rise Against Chega com Peso, Refrões Marcantes e Discurso Político
    Gabriel Fernandes
    Calvin Harris e Rock in Rio 2026
    Rock in Rio 2026 | Calvin Harris: Da Fábrica de Peixe ao Palco Mundo
    Aimée Borges

    Posts Relacionados

    Backrooms A24 4

    Backrooms | Como um Pesadelo da Internet Conquistou Hollywood

    Enzo Lang
    5 de junho de 2026
    God of War Laufey deitada

    God of War: Laufey | Franquia Ganha Novo Derivado Focado em Esposa de Kratos

    Gabriel Fernandes
    4 de junho de 2026
    Esta imagem mostra Emma Corrin e Maika Monroe em uma cena do filme "100 Noites de Desejo" (título original: 100 Nights of Hero), protagonistas de vermelho se olham fixamente.

    100 Noites de Desejo | Filme Encontra Força nas Atuações, Mas Tropeça na Fantasia que Prometia Entregar

    Gabriel Fernandes
    4 de junho de 2026
    Esta imagem é o pôster do filme de ação romeno "The Race" (também conhecido como "Cursa"), lançado em 2025. Imagem de carros em corrida em estrada com silhueta dos personagens posando acima.

    Fúria no Asfalto | Segue a Cartilha dos Filmes de Corrida, Mas Sofre Com a Falta de Emoção

    Gabriel Fernandes
    4 de junho de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx