Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: 3 Faces

Avatar de Rodrigo Chinchio
Rodrigo Chinchio
14 de novembro de 2018 3 Mins Read

3 faces 4Todo o texto que pretende discorrer sobre qualquer filme atual de Jafar Panahi tem quase a obrigação de dizer que o cineasta continua sem poder sair do Irã e impedido de filmar pelo governo, que o acusou de depravação injustamente; claramente por questões políticas. Essas informações são necessárias porque Panahi faz filmes de guerrilha em uma realidade opressiva, o que moldou seu estilo narrativo nos últimos anos em filmes como “Taxi Teerã”, “Fora do Jogo” e “Isso não é um Filme”.

No novo “3 Faces” – como os outros, contrabandeado para a Europa por amigos do cineasta – ele segue seu estudo sobre a sociedade iraniana com olhar atento e crítico. Agora se volta para a condição da mulher em um país machista e patriarcal. Sai da cidade e vai ao campo, onde as tradições são levadas à risca, retirando a liberdade feminina com as obrigações matrimoniais e de procriação. Mesmo quando ficam grávidas, sempre se espera um bebê do sexo masculino, como se o feminino não fosse digno de respeito por parte dos chefes da família.

Panahi faz de novo parte da história, e desta fez precisa levar uma famosa atriz (Behnaz Jafari) para uma aldeia isolada depois que ela recebe um vídeo de uma jovem solicitando sua ajuda antes de, aparentemente, cometer suicídio. Os dois pegam a estrada às pressas sem saber se o vídeo é real ou apenas uma armação para chamar suas atenções. A tal jovem é uma aspirante a atriz que é aceita por um famoso conservatório, mas é impedida pela família e pelo recém-marido de seguir para a cidade e começar os estudos.

3 faces 5

A viagem é reveladora e mostra o quão difícil é ser mulher e tentar trabalhar com arte no Irã. Aqui Panahi faz uma autocrítica ao ficar sempre longe dos conflitos, abstendo-se das responsabilidades e usando seu cinema unicamente para registrar e não para tomar partido. Assim como ele fazia no passado quando recebia inúmeras alegações de maus tratos que outros diretores desferiam as atrizes, e nunca se aprofundou no assunto ou tentou ajudá-las; tornando-se apenas um inerte expectador. Por vezes ele se mantém apartado quando a falta de profundidade de campo é limitada pelo desfoque de suas lentes, reafirmando o distanciamento.

Construído de forma simples e com poucos recursos, porém de forma excepcional, “3 Faces” consegue ser claro e poderoso em sua proposta. Homens dominantes que relegam às mulheres papeis inferiores na sociedade e as usam para satisfazer seus desejos como se fossem imperadores. Elas possuem duas alternativas: ou abaixam a cabeça e vivem em seu próprio mundo em microcosmo, ou reagem e tentam atingir um patamar mais respeitável. A famosa atriz goza desse respeito e a jovem aspirante busca  dignidade para seu futuro. Talvez a saída seja escolher caminhos opostos aos dos homens, como em uma sequência onde as duas atrizes seguem para um lado de uma estrada, enquanto alguns agricultores, com seus bois reprodutores, seguem para o lado oposto. O diretor, no entanto, permanece ao longe, observando com sua imparcialidade silenciosa.

Esta crítica faz parte da cobertura da 42ª Mostra de Cinema de São Paulo

 

Reader Rating0 Votes
0
9

Quer estar por dentro do que acontece no mundo do entretenimento? Então, faça parte do nosso  CANAL OFICIAL DO WHATSAPP e receba novidades todos os dias.

Tags:

DramaMostra SP

Compartilhar artigo

Avatar de Rodrigo Chinchio
Me siga Escrito por

Rodrigo Chinchio

Formou-se como cinéfilo garimpando pérolas nas saudosas videolocadoras. Atualmente, a videolocadora faz parte de seu quarto abarrotado de Blu-rays e Dvds. Talvez, um dia ele consiga ver sua própria cama.

Outros Artigos

Proclamação da República e1542072866547
Anterior

A história e a ficcção brasileira se misturam na TV

3043807
Próximo

Crítica: A Vida Em Si

Próximo
3043807
14 de novembro de 2018

Crítica: A Vida Em Si

Anterior
13 de novembro de 2018

A história e a ficcção brasileira se misturam na TV

Proclamação da República e1542072866547

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Homem Aranha Noir em série homônima da Prime Video, vestido o traje preto, sobretudo, e um chapéu de investigador em imagem em preto e branco no estilo de filmes policíacos dos anos 30 e 40.
    Homem-Aranha Noir | Quando a Brincadeira Fica Séria
    Roberto Rezende
    Pôster horizontal de "Caminhos do Crime" ("Crime 101"), filme de 2026, com elenco, nomes em vermelho, e lettering do nome em destaque em inglês em fundo cinza.
    Caminhos do Crime | Um Raro Exemplar de Suspense Policial Lançado nos Cinemas
    Roberto Rezende
    Tom Hiddleston como o protagonista de "O Gerente Noturno" no primeiro episódio da segunda temporada da série. Ele está mexendo em um computador, que é a única iluminação do ambiente junto com a janela ao fundo, no início da noite, em um ambiente urbano.
    O Gerente Noturno | 2ª Temporada Mantém a Qualidade e o Suspense das Obras de John Le Carré
    Roberto Rezende
    Caveira símbolo do filme "O som da morte" em imagem do filme.
    O Som da Morte | Quando a Morte Sopra Mais Alto Que o Roteiro
    Hugo Santiago
    Melhores do Super Bowl 1
    Bad Bunny | Os Símbolos e Mensagens Por Trás do Show Histórico no Super Bowl
    Cesar Monteiro

    Posts Relacionados

    Pôster horizontal de "Caminhos do Crime" ("Crime 101"), filme de 2026, com elenco, nomes em vermelho, e lettering do nome em destaque em inglês em fundo cinza.

    Caminhos do Crime | Um Raro Exemplar de Suspense Policial Lançado nos Cinemas

    Roberto Rezende
    16 de fevereiro de 2026
    Caveira símbolo do filme "O som da morte" em imagem do filme.

    O Som da Morte | Quando a Morte Sopra Mais Alto Que o Roteiro

    Hugo Santiago
    16 de fevereiro de 2026
    Ghostface em Pânico 7

    Pânico 7 | Diretor Revela Mudança Importante e Novo Teaser é Revelado

    Amanda Moura
    13 de fevereiro de 2026
    Catherine O'Hara

    Causa da Morte de Catherine O’Hara É Revelada

    Amanda Moura
    9 de fevereiro de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx
    Banner novidades amazon