Crítica: A Vida Em Si

Dan Fogelman é o responsável pela criação da série de sucesso “This is Us”,  uma série com excelentes personagens, com momentos emocionantes e uma ligação entre passado, presente e futuro fabuloso. Em seu primeiro longa metragem, “A Vida em Si”, Dan se sai bem, e apesar de em alguns momentos o filme ser arrastado, o desenvolvimento dos personagens e o excelente elenco ajuda.

Aqui são abordados temas como relacionamento amoroso, perda, depressão, sempre usando uma conexão entre os personagens. O roteiro é bem escrito e tem ótimos diálogos. Entretanto, a sensação que fica é que falta ao filme um diretor mais consagrado, não que a direção de Fogelman seja ruim, longe disso, mas um diretor mais conceituado faria toda a diferença.

O filme acompanha a história do relacionamento do casal Will e Abby interpretados por Oscar Isaac e Olivia Wilde. A mesma é contada por várias décadas e mostra como pessoas de diversos lugares acabam se conectando a trama. Lendo essa sinopse, até parece que falamos de um  “This is Us – O filme“, pois todos os elementos da série estão ali, e isso é bom, pois o filme é emocionante e bem construído. Prepara o lenço, pois tem muitas cenas impactantes e impressionantes.

Um dos grandes destaques do filme é o seu elenco, Oscar Isaac e Olivia Wilde possuem uma ótima química e seus personagens são muito importantes para a história que está sendo contada, com atuações convincentes. Outro destaque é Olivia Cooke, seu personagem é um dos melhores da história. Olivia é uma atriz que tem crescido na carreira, chamou a atenção na série “Bates Motel”, e mais tarde estreou o filme de Steven Spielberg “Jogador Número 1”, ela detém um carisma incrível em cena e traz momentos emocionantes durante o filme, no fim sentimos que poderíamos ter visto mais da personagem, pois acabamos nos importando com ela. A atriz Annette Bening, que interpreta a psiquiatra Cait, tem uma ótima atuação, sua presença em cena é incrível, sua personagem é muito importante na vida de Will.

O filme cai um pouco no segundo ato, alguns personagens aparecem em cena de forma rápida e quando o público já está se acostumando, seus arcos são encerrados de forma brusca, notamos isso principalmente com o personagem de Antônio Banderas. Seu arco é o mais arrastado e demora um pouco para engrenar, além disso, somos apresentados a uma família nesse núcleo que vai ser importante para outro personagem, os atores desse núcleo são os mais fracos do filme, exceto Banderas que está muito bem, mas o personagem não é aprofundado. O correto seria que esse núcleo desse mais destaque ao personagem de Banderas. Enquanto os atores que interpretam o casal e que são importantes para trama, não correspondem a expectativa e, dessa forma, não conseguem ganhar a atenção do público.

No mais, “A Vida em Si”, é um filme emocionante, com ótimos diálogos, ótimos atores, peca um pouco pela quantidade de personagens. Mas como falando anteriormente quem for fã da série “This is Us” vai gostar muito do filme. E apesar de seus pequenos problemas, ao final da sessão você vai sairr emocionado e impactado pela história contada.


Por Eduardo Chaves

Crítica: A Vida Em Si
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