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CríticaFilmes

Crítica: As boas maneiras

Rodrigo Chinchio
28 de novembro de 2017 3 Mins Read

As boas maneiras cartazHá a família em que nascemos e a família que nós formamos com estranhos; amantes que são duradouros, e aqueles breves, mas que causam um impacto eterno. Qual é, então, a natureza do amor e da devoção? Podemos amar a pessoa e o monstro dentro dela? O filme de Juliana Rojas e Marco Dutra,“As Boas Maneiras”, é um conto de fadas “realista” onde o amor, a devoção, a divisão de classe e o monstro dentro de todos nós são habilidosamente explorados. Na história temos Clara (Isabél Zuaa), uma enfermeira solitária que vive em condições precárias na periferia. Ela trabalha como babá e governanta para a igualmente solitária Ana (Marjorie Estiano), uma mulher branca e rica, que espera seu primeiro filho. As duas mulheres passam a formar um estranho, mas poderoso vínculo que vai além da amizade.

O filme começa quase como uma história de amor erótica e uma visão particular da luta de classes: Clara, uma mulher negra sofre por causa de sua cor; Sua natureza taciturna e sua economia verbal fazem dela um mistério, talvez até para si mesma; em contraste, a frágil Ana é verborrágica, estando sempre em movimento, seja no exercício, na dança, ou mesmo nos momentos de sonambulismo. A casa de Ana e sua vista para a cidade são apresentadas como em uma espécie de locação de conto de fadas, que deve ser preenchido com o príncipe e uma princesa bonita (Ana na torre); mas a princesa foi abandonada por sua família, que a deixou ao seu próprio destino. Clara quem deve vir a seu resgate.

As boas maneiras

O parto termina com a morte dramática e sangrenta de Ana, e o nascimento de uma criança que é mais do que apenas um bebê, Clara deve voltar ao resgate. Ela leva a criança, a quem ela nomeia Joel, da cidade de conto de fadas de arranha-céus frios e sem emoção, até as ruas pobres de sua casa. Clara pode ser pobre, mas sua casa e seu coração estão cheios de amor, ela se concentra em Joel e a importância de criar o filho de forma correta. Algumas pessoas viram os olhos para a mãe negra e seu filho branco; mas, apesar das condições da classe trabalhadora, Joel cresce saudável e feliz. Porém, sua aparência estranha exige a proteção constante de Clara, que tenta impedir que sua natureza perigosa e inata se revele.

No lugar da Cinderela, temos um monstro e Clara, no lugar das madrinhas das fadas, há uma mãe adotiva, firme, mas gentil, tentando explicar por que Joel deve ser acorrentado uma vez por mês sem motivo aparente. Esta é a terra do realismo mágico, onde os monstros são conhecidos e aceitos para existir; mas este é também o Brasil moderno, um país como os outros, que está prestes a condenar aqueles que são “diferentes” ou que representam uma ameaça. Não é necessariamente um novo território para uma fábula como esta, mas, gerado dentro do sistema racial e de classe do país, Rojas e Dutra dão um importante contexto político e cultural à obra.

Rojas e Dutra inclinam-se mais para Angela Carter (a quem creditam como inspiração) do que os Irmãos Grimm; A magia e os monstros são representações, com Clara como a amante, a mãe e a pobre mulher que deve lutar por sua existência em uma sociedade que não quer seu gênero ou raça. Ela precisa criar um jovem branco, o mais privilegiado nessa sociedade, e lutar contra a sua natureza, que faria com que ele usasse seu poder para o mal. Com imperceptíveis duas horas de duração, “As Boas Maneiras” é lírico e traz discussões pertinentes ao momento que vive o povo Brasileiro.

* Filme assistido durante a 41ª Mostra de São Paulo, ainda sem data de estreia.

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Rodrigo Chinchio

Formou-se como cinéfilo garimpando pérolas nas saudosas videolocadoras. Atualmente, a videolocadora faz parte de seu quarto abarrotado de Blu-rays e Dvds. Talvez, um dia ele consiga ver sua própria cama.

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