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Crítica

Crítica: Brazil – O Filme

14446242_1788298091414283_2103778538_oBrazil – O Filme é um tesouro escondido e pouco conhecido do grande público. Produzido em 1985 por Terry Gilliam, um dos integrantes do grupo Monty Python, Brazil trata de forma cômica a desilusão com um futuro sombrio, sem esperança em um estado totalitário e opressor.

Apesar do nome, o filme não fala diretamente sobre o nosso país e a única alusão ao Brasil é a música Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, mesmo assim somente a melodia, já que a letra é da versão de S.K. Bob Russel, cantada por Frank Sinatra. O filme não tem uma definição de local, tampouco de época, a única referência dada é que ele se passa “em algum lugar do século XX”. Ainda assim, alguns interpretam que o filme faz referência à ditatura no Brasil, já que foi lançado no último ano do regime militar, em nosso país.

Brazil é uma comédia distópica, em que o pacato funcionário público Sam Lowry (Jonathan Pryce) passa as noites sonhando com sua musa e os dias trabalhando em uma repartição pública, recheada de burocracia e formulários, até que se vê envolvido em uma trama de perseguição e fuga, com aparições do ativista interpretado por Robert De Niro. A verdadeira motivação de Sam é quando ele descobre que sua musa dos sonhos realmente existe na vida real e está sendo perseguida como uma terrorista.  Brazil mostra um futuro, que para nós já é parte do presente, cheio de atentados terroristas, regido por computadores, dominado pela obsessão com cirurgias plásticas e onde os pedidos dos pratos, nos restaurantes, são feitos por números.

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Brazil – o Filme é longo e cheio de passagens surreais e hilárias, o que faz um contraponto com a mensagem de desesperança e o gosto amargo que fica no seu fim. Os únicos momentos de suavidade em Brazil são as cenas dos sonhos de Sam Lowry, em que ele voa com asas prateadas, entre nuvens, atrás de sua musa, ao som de Aquarela do Brasil.

Brazil não é um filme para ser visto comendo pipoca e nem é do tipo que é esquecido quando os créditos ainda estão passando na tela. Apesar de ser uma comédia, é um filme reflexivo e que deve estar na lista de qualquer cinéfilo.

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Por Silvia Ferrari

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6.6
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  1. Pingback: Brazil, o filme – Um canceriano sem lar.

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