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CríticaFilmes

Crítica: Campo do Medo

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D'Andrade
22 de outubro de 2019 3 Mins Read

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As obras de Stephen King estão ganhando várias adaptações nos cinemas e, no caso de “Campo do Medo”, no Streaming. Exemplos de boas e más adaptações são inúmeros. O lançamento mais recente nos cinemas foi o longa “It: Capítulo 2”, que por sua vez obteve uma avaliação geral positiva, o que não havia sido caso de “Cemitério Maldito”, também lançado esse ano, mas com duras críticas (no Rotten Tomatoes o filme amarga apenas 54% de aprovação).

“Campo do Medo” chegou esse mês na Netflix despertando curiosidade de muitos fãs do mestre de terror. A história em si é um tanto curiosa. Durante uma viagem um casal de irmãos pára em uma estrada quando Becky passa mal. Nesse momento eles escutam gritos de socorro de um menino, vindos de um matagal a margem da estrada, e resolvem tentar ajudar. Mas quando ambos entram no matagal, descobrem que aquele não é um local comum, e que sair dali é uma tarefa quase impossível.

Com atores um tanto sem carisma e e o mínimo de química em cena, o longa segue uma linha confusa do início ao fim. A primeiro momento, existe uma certa curiosidade despertada no espectador para entender o funcionamento das peças na trama. O roteiro, por sua vez, tenta mascarar ao máximo no primeiro momento quem é mocinho e quem é vilão na história, além dos segredos – que acabam tendo influenciando atitudes de alguns personagens no decorrer do filme. Contudo, a medida que faz isso, ele também vai minando qualquer empatia ou interesse do público por qualquer um deles. E para piorar, quando as revelações (que nem são tão interessantes assim pela forma que ocorrem) são jogadas nas cenas, os diálogos são cansativos, bobos e clichês – ocorre um simples jogo expositivo nos diálogos, para o público leigo à história entender os paços dos personagens da trama.

O filme se mostra uma confusão generalizada, e mesmo que isso ocorra de forma proposital, não é bem feito. As escolhas do roteiro e da direção, de Vincenzo Natali, para levar esse aspecto confuso as cenas não funciona – a sensação é que não sabiam como contar a história, sem revelar os mistérios, mas mantendo a coesão, e trabalhando a expectativa do expectador, no fim fica confusão por confusão.

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Imagem: Divulgação/Netflix

O longa não possuí um ápice, os conflitos acabam por serem genéricos, e o final ambíguo pouco ajuda, pois mesmo que haja um espaço interpretativo, ele acaba sendo vago diante das informações que conseguimos captar no decorrer da trama. Podemos descrever o trecho final do filme como sem a mínima inspiração, apressado.

Enquanto isso, como dito anteriormente, os atores são um retrato do filme em si – a única ressalva do elenco vai para o pequeno Will Buie Jr., que é o aspecto positivo do filme e faz a conexão entre todos os personagens. Enquanto isso, como um retrato dos péssimo diálogos, e do roteiro mal feito, nem mesmo Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) se sai bem, apresentando uma atuação comum e pouco expressiva. A atriz Tiffany Helm possuí uma participação muito curta no longa e praticamente não tem importância para a trama. Enquanto o trio Harrison Gilbertson, Laysla De Oliveira e Avery Whitted, vivem o filme entre expressões de susto e medo além de algumas cenas de discussões pouco convincentes. Como um todo, os personagens podem ser descritos com uma encarnação de todos clichés de qualquer filme de terror que já tenhamos visto.

“Campo do Medo” não assusta nem com jump scare e tão pouco psicologicamente. O filme não impressiona e nem inova em nada. Com toda a certeza, não é uma adaptação da forma que o mestre do terror gostaria.


Imagem e Vídeo: Divulgação/Netflix

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NetflixStephen KingTerror

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D'Andrade

Cria da Baixada Fluminense e apaixonado por cinema desde sempre. Hoje escrevo roteiros, atuo na produção audiovisual, vou dirigir meu primeiro filme e me dedico a cada dia mais a aprender sobre o cinema. Fã de Steven Spielberg e louco por Jurassic Park, me encontro melhor quando estou perto de sucessos populares, de Titanic a Minha Mãe é uma Peça.

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