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Crítica

Crítica: Creepy

O cinema japonês tem cada vez mais ganhado reconhecimento e seguidores por todo mundo, inclusive no Brasil. Seus filmes, além de conquistarem adaptações pouco críveis em Hollywood, tem cada vez mais se mostrado uma boa fonte de ideias criativas e fora do padrão.

Creepy mostra a vida de Takakura, psiquiatra que durante um tempo trabalhou para a polícia japonesa, e depois de ser atacado por um detento foi ser professor de faculdade. Além da mudança de emprego, Takakura e a mulher, Yasuko, mudam-se para uma nova casa, com o cachorro da família.

Takakura acaba se envolvendo em uma investigação com um antigo colega da polícia ao mesmo tempo que conhece seus hostis vizinhos, o mais estranhos deles é, na verdade, Nishino, que tem mudanças nada sutis de humor, mas ainda assim acaba por convencer o jovem casal, tornando-se muito próximo a eles.

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O filme tem um modo muito particular de apresentar a trama. Não é próprio do cinema japonês ser melodramático, aliás, não é próprio da sociedade japonesa ser dramática demais, o cinema é apenas um dos expositores deles. A criatividade funciona de uma maneira muito original e raramente são clichês.O roteiro tem seus momentos de pura genialidade, mas há o contraponto total também. Ele é fluído e funciona muito bem, reservando bons instantes e mistérios que se cumprem. A problemática fica por conta de algumas situações como confiança demais por parte de Takakura em situações que ele não domina, alguns pontos bem bobinhos nos personagens que representam a polícia japonesa e umas duas ou três situações parecidas.

Hidetoshi Nishijima cumpre bem seu papel como o dr. Takakura. Seu personagem oscila entre a calma e a violência em alguns momentos, mas não tanto violência física, ao não ser emocional. Yuko Takeuchi também faz um bom trabalho com sua esposa, que acaba se mostrando mais frágil do que aparentava. O grande nome do filme é sem dúvidas Teruyuki Kagawa. O ator tem o personagem mais complicado e, sem dúvidas, é quem carrega parte do filme.

A fotografia japonesa é bem particular. Eles não fazem escolhas comuns para filmes como suspense ou terror, e é o que acontece aqui. Não há tantos enquadramentos suspeitos, como se algo ou alguém vigiasse algum personagem, mas há câmeras que fixam-se em algum ponto e não há barulho algum, ou movimento, nada. Apenas aquela imagem e o som ambiente. Isso faz uma composição que pode deixar quem está assistindo, aflito com o que vai acontecer.

A direção fica por conta de Kiyoshi Kurosawa, que demonstra ter um bom tino para fazer suspense, mesmo quando escorrega em alguns pontos, mas nada que não faça desse filme um bom atrativo.

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Creepy estreia dia 17 de novembro em todo Brasil.

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Reader Rating1 Vote
8.6
6.3

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade. Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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