Who?

Os jovens de hoje podem começar a se perguntar quem é Ingrid Bergman, afinal o nome pode soar estranho, ela não é nenhuma “Web Diva” e só pode ser encontrada se fizerem uma pesquisa. Mas o que o que todos precisam saber é que ela foi uma grande atriz, vencedora de 3 Oscar, 2 Emmys, 1 Tony, 4 Globos de Ouro e outros grandes prêmios de cinema, e uma mulher a frente de seu tempo.

O documentário “Eu Sou Ingrid Bergman (Jag är Ingrid)”, dirigido e roteirizado pelo sueco Stig Björkman, conta a história de uma menina que se tornou uma grande mulher e uma atriz com trabalhos inesquecíveis em cerca de 50 filmes que atuou. Com uma sábia direção, Stig conseguiu a façanha de convencer a qualquer pessoa que não a conheça se apaixonar, não só pela sua beleza, mas pela incrível profissional e mulher que ela era.

Usando imagens captadas pela própria atriz enquanto viva e textos escritos pela mesma em seus diário, o doc é leve, comovente, e tem a deliciosa voz da atriz Alicia Vikander que dá um charme a parte para a delicada narração. Alinhado à isso, são exibidos trechos de entrevistas, cedidas à tv pela atriz mais velha e entrevistas de seus 4 filhos.

Casada 3 vezes, foi em seu segundo casamento, com o diretor italiano Roberto Rossellini, que o mundo “hollywoodiano” desabou. Ambos, casados na época, assumiram a relação e deixaram suas famílias para se casarem. A repercussão foi tão grande que Ingrid foi causada de adúltera, ficou anos sem gravar um filme sequer nos Estados Unidos, e sua “imagem” foi socialmente censurada por acreditarem que ela era uma má influencia para as mulheres norte americanas. Afinal de contas que tipo de mulher larga o casamento, o sonho americano na década de 50, para viver um amor com um italiano? Pode parecer bobagem para nós nos dias de hoje, mas aí está uma das coisas mais interessantes apresentadas no longa: a integridade de escolha de uma mulher numa época predominada pelos homens.

Para embalar os altos e baixos da vida da atriz, a trilha de Eva Dahlgren e Michael Nyman não é só bem feita e bela, mas poderíamos dizer ser uma afetuosa e sonora atitude narrativa.

O filme que apresenta materiais inéditos realizados por Ingrid, mostrado de forma intimista, aspectos de sua vida familiar e amorosa, suas relações com os filhos e companheiros, é uma honrosa homenagem à uma lenda do cinema mundial. O documentário chegará aos cinemas nacionais no dia 25 dezembro e você pode conferir o trailer abaixo.


Imagens e Vídeo: Divulgação/Zeta Filmes


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Paulo Olivera

Paulo Olivera é mineiro, Gypsy Lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, Bombril na vida profissional e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

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