Crítica: Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro

Um banho de sangue, bizarrice e piadas, mas que entrega o que é esperado

Fugindo totalmente do politicamente correto, Danilo Gentilli se desafia mais uma vez em um longa metragem. Diferente do que qualquer produção já feita pelo cinema nacional, “Os Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro” ataca com uma mistura de comédia besteirol e terror que diverte e surpreende principalmente pela forma que leva o terror.

O história traz um grupo de amigos que possuem um canal na internet onde divulgam seus vídeos de caça a assombrações, mas na verdade esses vídeos são forjados para que eles ganhem visualizações e, dessa forma, consigam clientes e dinheiro. Em baixa popularidade, a equipe aceita um convite para atuar contra um suposto caso de assombração com a loira do banheiro que está ocorrendo em uma conceituada escola. O que eles não imaginavam é que a escola estava realmente amaldiçoada e agora precisarão lutar para escapar de possessões no mínimo bizarras.

O primeiro acerto de “Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro” é não se levar a sério, e durante todo o longa, temos piadas com os personagens, com os atores e com o próprio filme em si. A vantagem é que dessa forma se abre possibilidade do roteiro brincar nas cenas e com toques de Danilo Gentilli, que também é responsável pelo roteiro. Além disso, temos inúmeras passagens com diálogos excêntricos, politicamente incorreto, porém onde a piada quase sempre funciona. Há entretanto, excesso em alguns pontos, com bizarrices de revirar o estomago de pessoas mais fracas, mas até esses excessos no âmbito do filme fazem rir.

Outro aspecto que agrada no filme é que a direção se utiliza de recursos reais do terror, temos câmeras subjetiva, jumpscares e muito sangue. Há também a trilha e a sonoplastia que ajudam a criar os momentos de tensão, mesmo que o susto já seja esperado. A maquiagem e o banho de sangue são recursos bem aproveitados no longa e às vezes usados até com determinado exagero.

Com poucos recursos, o filme também entrega um limitado, porém bom uso de efeitos especiais. A fotografia escura ajuda nesse quesito, pois consegue disfarçar os erros. O cenário da escola é bem utilizado como um palco da comédia e do terror, e saídas simples para divertir e fazer comédia com recursos do cenário agradam.

Algo que atrapalha o filme são as atuações, até por não serem atores de profissão, Danilo Gentilli (Jack), Murilo Couto (Túlio) e Leo Lins (Fred) demoram um pouco a criar a personalidade própria de seus personagens para se desgarrar de seus já conhecidos papeis na tv. Surpreendentemente, Leo Lins como um líder covarde e Murilo Couto como um saco de pancadas divertem mais do que o próprio Danilo Gentilli. E temos uma sub-utilização de Dani Calabresa que é esquecível no pouco tempo que aparece em cena. Os personagens coadjuvantes também divertem durante o longa, destacando-se principalmente Barbara Bruno como Professora Helena.

Durante o longa, algumas repetições excessivas de acontecimentos se tornam massante, é como se o filme enrolasse o expectador para alcançar o período de duas horas.

No fim, este é um longa diferente de qualquer outro já feito no cinema nacional, não se leva a sério em momento algum e nem dispõe de boas atuações, entretanto acerta no que se propõe quanto a fazer comédia e trazer o toque do terror, em uma história de com momentos  inusitados.

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