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CríticaFilmes

Crítica: De Repente uma Família

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D'Andrade
27 de novembro de 2018 3 Mins Read
Com uma boa dose de comédia, assistimos a formação de uma família.
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Família, por definição literal é um agrupamento de pessoas com laços sanguíneos ou não que possuem um relacionamento afetivo e geralmente dividem o mesmo ambiente. Algo com uma definição tão simples em vivência se torna muito complexo, que se não for levada de forma leve, o “ser” família pode trazer um amontoado de drama para um filme. E por isso, “De Repente uma Família”, debate o assunto com o toque da comédia.

No longa, Peter (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne), são um casal estável e com uma rotina bem definida. Eles decidem adotar uma criança e acabam em uma feira que visa proporcionar o encontro daqueles que querem adotar, com crianças e jovens que buscam uma família adotiva. Durante esse encontro, eles acabam sendo impressionados pela jovem Lizzie (Isabela Moner), que foge do perfil de filho que eles desejavam por ser uma adolescente de personalidade formada e, para complicar, eles descobrem que ela possui dois irmãos mais jovens. Após um período de relutância os dois decidem que realmente que adotá-los e formar uma família, e do dia pra noite se vêem em uma casa barulhenta, com duas crianças e uma adolescente, cada qual com suas personalidades e birras.

O diretor e roteirista San Anders (“Pai em Dose Dupla”) está acostumado a trabalhar com comédias e neste longa fica claro que ele sabe onde por a piada. A diferença é que aqui a comédia equilibra o drama e adentra em uma história mais sentimental. Podemos dividir o longa em dois momentos, o inicial onde o filme é uma comédia com pequenos toques de drama e os momentos finais onde o drama é mais pesado e a comédia serve de alívio.

No geral, a história cativa por ter personagens carismáticos e que conduzem com humanidade a trama, os erros e os acertos de cada um são empáticos a situações cotidianas de uma família. Além disso, paradigmas sobre a adoção são quebrados, o processo é abordado de forma consciente durante o longa com todas as peculiaridades.

Preconceitos relativos a adoção são abordados na trama principal e nas subtramas. E um processo divertido que une diversos tipos de pais em um grupo de apoio, escancara de forma mais leve determinadas situações cotidianas que passam os pais que adotam. Além disso, a ideia de família ideal é desmanchado para escancarar o que é uma família real, o roteiro aborda isso trazendo as problemáticas que se tornam novas a um casal que de repente se vê com filhos.

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Existe uma sintonia boa na relação dos personagens entre si, tornando fluida e palpável a ideia de que estamos sendo apresentados a uma família em formação. Destaca-se Isabela Moner que possui uma carga dramática mais elevada como irmã mais velha e adolescente rebelde.

O filme tem seus momentos de arrasto, principalmente quando chegamos na segunda metade, algumas mudanças abruptas de personalidades com uma motivação não tão escancarada quebra um pouco o ritmo de uma cena para outra e se torna repetitivo por já termos presenciado algo parecido em momentos anteriores do filme, onde aparentemente se havia encontrado uma solução. Talvez a trama pudesse ser comprimida em menos tempo, mas isso não faz da mesma pior, apenas mais cansativa.

Em um todo, “De Repente Família” diverte com seus momentos de humor, é o típico filme para se assistir em família, e quando o drama chega é quebrado por uma piada o que afasta a parte mais melosa da história. O conteúdo crítico e de conscientização sobre o processo de adoção é bem inserido. Dizendo isso podemos afirmar que o filme cumpre o papel ao qual se propõe.

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D'Andrade

Cria da Baixada Fluminense e apaixonado por cinema desde sempre. Hoje escrevo roteiros, atuo na produção audiovisual, vou dirigir meu primeiro filme e me dedico a cada dia mais a aprender sobre o cinema. Fã de Steven Spielberg e louco por Jurassic Park, me encontro melhor quando estou perto de sucessos populares, de Titanic a Minha Mãe é uma Peça.

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